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Como usar Augmented Reality Marketing para destravar ROI e conversão

Como usar Augmented Reality Marketing para destravar ROI e conversão

A imagem clássica de Augmented Reality Marketing hoje é simples: uma lente de realidade aumentada em um smartphone que permite a qualquer pessoa testar um tênis, um batom ou um sofá na própria casa. Só que, por trás dessa experiência aparentemente lúdica, existe um potencial enorme de posicionamento, estratégia de campanha e performance de vendas.

Enquanto muitas marcas ainda tratam AR como algo “legal de ter”, líderes de marketing de performance já a usam para aumentar conversão, reduzir devoluções e elevar o ROI. Neste artigo, você vai ver como tirar a realidade aumentada do campo da curiosidade e transformá‑la em canal mensurável, com KPIs claros, benchmarks realistas e um passo a passo de implementação.

Vamos percorrer desde o papel da AR no funil até métricas avançadas, passando por exemplos de formatos que funcionam e integração com CRM e automação.

O que é Augmented Reality Marketing na prática

Augmented Reality Marketing é o uso de experiências de realidade aumentada como parte da estratégia de comunicação, campanha e performance de uma marca. Em vez de mostrar apenas uma imagem ou vídeo, você permite que o usuário interaja com o produto no próprio contexto, via câmera do celular, web ou dispositivos de computação espacial.

Na prática, os principais formatos são:

  • Lentes e filtros em redes sociais (Snapchat, Instagram, TikTok)
  • Experiências de AR try-on em ecommerces (maquiagem, moda, mobiliário)
  • Embalagens e materiais impressos que ganham camadas digitais
  • OOH e vitrines com ativações AR via QR code ou geolocalização

Organizações como o IAB com as AR Advertising Measurement Guidelines e o Media Rating Council já tratam AR como formato publicitário legítimo, com definições específicas de sessão, interação e viewability.

Em campanhas bem executadas, estudos compilados por players como BrandXR em seus casos de social AR mostram:

  • Tempo de interação até 15 vezes maior que em formatos estáticos
  • Aumento consistente em métricas de consideração e intenção de compra
  • Crescimento de mídia espontânea via compartilhamento social

O ponto central: AR deixa de ser apenas awareness quando você conecta interações virtuais a jornadas claras de Conversão e ao seu stack de dados.

Quando faz sentido usar AR no funil: posicionamento, consideração e conversão

Nem toda etapa do funil exige Augmented Reality Marketing, mas há momentos em que ele se torna um atalho poderoso.

  1. Topo de funil: Posicionamento e awareness memorável

    • Campanhas que buscam diferenciar a marca em categorias comoditizadas.
    • Lentes patrocinadas, filtros temáticos e experiências gamificadas.
    • Objetivo principal: aumentar alcance qualificado e tempo de exposição à marca.
  2. Meio de funil: consideração e prova de produto

    • AR faz o papel de “test drive digital”.
    • O consumidor experimentando um tênis em casa via AR durante uma campanha de performance é o exemplo perfeito: ele vê o produto no próprio corpo, em tempo real.
    • Objetivo: reduzir incerteza, acelerar decisão e nutrir a base com sinais comportamentais (modelos, cores, tamanhos preferidos).
  3. Fundo de funil: conversão e redução de atrito

    • AR embutida na página de produto, com CTA direto para o carrinho.
    • Provas de valor como “compare tamanhos no seu ambiente” em categorias de ticket alto.
    • Objetivo: elevar taxa de Conversão e reduzir devoluções.

Uma forma prática de decidir é usar três perguntas:

  • A AR resolve uma barreira real de decisão para este produto ou é apenas efeito especial?
  • momentos-chave de jornada em que visualizar o produto no contexto do usuário realmente muda o jogo?
  • Consigo medir o impacto incremental da AR em relação ao meu baseline atual?

Se as respostas forem “sim”, o canal tem forte potencial de ROI e merece teste estruturado.

Estrutura de estratégia em Augmented Reality Marketing orientada a performance

Para transformar AR em canal previsível, você precisa de uma arquitetura de Estratégia, Campanha e Performance tão robusta quanto em mídia paga tradicional. Um fluxo recomendado:

  1. Defina o objetivo de negócio, não o efeito visual
    Exemplos: aumentar em 20% a taxa de add-to-cart, gerar 30% mais leads qualificados, elevar em 15% o ticket médio. O efeito AR é meio, não fim.

  2. Delimite público e Segmentação

    • Quem tem maior probabilidade de usar AR? Jovens heavy users de social, early adopters de tecnologia, shoppers de categorias de alto envolvimento.
    • Use dados de CRM e analytics para identificar clusters para piloto.
  3. Escolha o papel da experiência na narrativa

    • Demonstração de produto (ex.: móveis, decoração).
    • Experimentação estética (maquiagem, moda).
    • Entretenimento com forte branding (jogos, filtros temáticos).
  4. Selecione canais e stack tecnológica

    • Social AR nativa (Snap, IG, TikTok) ou WebAR.
    • Plataformas especializadas como Poplar Studio para AR ecommerce ou soluções de 3D commerce.
    • Integração com seu CMS, analytics e tag manager.
  5. Defina KPIs e plano de mensuração antes do design criativo

    • Sessões iniciadas, duração média, interações por sessão, taxa de compartilhamento.
    • Para performance: CTR do módulo AR para PDP, taxa de conversão dos usuários que usaram AR, uplift vs grupo controle.
  6. Planeje testes A/B desde o início

    • AR vs experiência 2D convencional.
    • Variantes de mensagem, incentivo e CTA.
    • Diferentes níveis de complexidade da experiência (rápida vs imersiva).

Esta estrutura evita o erro mais comum: lançar um filtro “legalzinho” sem clareza de estratégia, sem plano de mensuração e sem alimentação de dados no CRM.

Métricas, ROI e mensuração de campanhas de realidade aumentada

Medir Augmented Reality Marketing exige ir além do pacote básico de impressões e cliques. As diretrizes do IAB para mensuração de AR ads e análises da AR Insider sobre KPIs imersivos apontam três camadas essenciais.

1. Métricas de uso da experiência

Aqui você mede o que acontece dentro do ambiente AR:

  • Sessões iniciadas: quantas pessoas de fato ativaram a experiência.
  • Duração da sessão: tempo médio de uso, proxy forte de engajamento.
  • Interações por sessão: rotações do objeto, trocas de cor, zoom etc.
  • Taxa de conclusão: percentual que chega ao final do fluxo (ex.: experimenta e clica no CTA).

Benchmarks de especialistas como Poplar Studio em seus estudos de analytics mostram correlação entre aumento de dwell time e elevação de conversões em ecommerce.

2. Métricas de negócio e ROI

Conecte a telemetria de AR a indicadores concretos:

  • Taxa de add-to-cart dos usuários que usaram AR vs quem não usou.
  • Taxa de conversão final e ticket médio por coorte AR vs não AR.
  • Taxa de devolução dos pedidos originados via AR.
  • ROAS da campanha considerando custo de mídia + produção de assets 3D.

Uma fórmula simples de ROI para seu primeiro piloto:

ROI AR (%) = [(Receita incremental atribuída à AR − Custo total da experiência) ÷ Custo total da experiência] × 100

Receita incremental é a diferença entre o grupo exposto à AR e um grupo controle equivalente, conforme recomenda a literatura de consultorias como a BCG ao discutir ROI de realidade aumentada em publicidade.

3. Métricas de marca e jornada

Mesmo em campanhas orientadas a performance, vale acompanhar impactos de marca:

  • Recall de marca e mensagem entre usuários expostos à AR.
  • Intenção de compra e afinidade de marca em pesquisas pós-experiência.
  • Mídia espontânea gerada por compartilhamentos e UGC.

Plataformas como a eMarketer, em seus relatórios de AR indicam que marcas que combinam AR com social têm ganhos relevantes de reconhecimento e consideração.

O segredo é consolidar este framework de métricas em um dashboard único, que permita acompanhar, no mesmo painel, dados de mídia, AR, ecommerce e CRM.

Exemplos de formato de campanha e benchmarks de performance

Para acelerar aprendizado, vale partir de formatos que já apresentam benchmarks consistentes.

1. Social AR com foco em awareness e consideração

  • Lentes patrocinadas em Snapchat, Instagram ou TikTok.
  • Objetivo: gerar alcance qualificado, tempo de interação e UGC.
  • Métricas chave: sessões iniciadas, duração média, share rate, cliques para site.

Relatos consolidados por empresas como a própria BrandXR em seus cases de social AR mostram campanhas com dezenas de milhões de impressões pagas e orgânicas e tempo médio de interação acima de 30 segundos.

2. AR try-on em ecommerce orientada a conversão

  • Aplicada a moda, beleza, acessórios, óculos, mobiliário.
  • Objetivo: reduzir incerteza, aumentar add-to-cart e diminuir devoluções.
  • Métricas chave: uso do try-on por visita, add-to-cart após uso, taxa de compra e devoluções.

Estudos citados por empresas de tecnologia como a Imagine.io em seus relatórios de AR commerce e por a Emerline em sua análise sobre o futuro da AR apontam casos de aumento relevante de conversão para usuários que utilizam AR, além de redução na taxa de retorno.

3. OOH + AR com fluxo até o mobile

  • Outdoors, mobiliário urbano ou vitrines que disparam uma experiência AR via QR code ou localização.
  • Objetivo: transformar mídia exterior em gateway de interação digital e venda.
  • Métricas chave: taxa de escaneamento, sessões AR completas, leads ou vendas geradas.

Neste formato, o fluxo típico é: ver o anúncio, escanear, interagir com a experiência, clicar em CTA, cair em landing page otimizada para mobile e concluir ação (cadastro ou compra). Benchmarks de mercado apontam sessões na casa de 45 a 75 segundos nas experiências bem desenhadas, com taxas de conversão superiores às de display tradicional.

Ao escolher o formato, comece com 1 ou 2 modelos bem alinhados ao seu mix de produtos e à sua capacidade de mensuração.

Integração com CRM, segmentação e automação de marketing

O ganho real de Augmented Reality Marketing acontece quando os dados da experiência se transformam em segmentos acionáveis no CRM e na automação.

Eventos que você deve capturar

  • Sessão AR iniciada e concluída.
  • Produto(s) experimentado(s), cor, tamanho, modelo.
  • Tempo de interação, ângulos explorados, uso de features (ex.: troca de cor).
  • Clique em CTA dentro do ambiente AR.

Esses eventos precisam ser enviados, via SDK ou API, para suas plataformas de dados e orquestração, como um CDP ou ferramentas de automação (no contexto brasileiro, stacks como RD Station para automação e CRM costumam ser o “hub” dessa orquestração).

Como transformar uso de AR em Segmentação

Exemplos práticos:

  • Segmento “Interessados em modelo X”
    Usuários que experimentaram o mesmo tênis ou batom ao menos duas vezes. Fluxos de email ou push com reviews, promoções, conteúdo de uso real.

  • Segmento “Alta intenção via AR”
    Usuários que usaram AR, clicaram no CTA, adicionaram ao carrinho, mas não compraram. Regra de nutrir com ofertas de prazo limitado e prova social.

  • Segmento “Decoradores virtuais”
    Pessoas que testaram múltiplos itens de decoração em um curto período. Ofertar kits, consultoria ou descontos por conjunto.

Em ferramentas de automação, traduza isso em playbooks:

  1. Evento AR disparado.
  2. Enriquecimento de perfil com atributos de preferência.
  3. Entrada em fluxo específico (ex.: carrinho abandonado com AR, sequência de conteúdo educativo sobre o produto).
  4. Retorno desses dados às plataformas de mídia para lookalike ou reengajamento.

Essa integração garante que AR seja parte fluida da sua Estratégia de Campanha e Performance, e não apenas uma ação isolada.

Como começar: checklist para sua primeira campanha de Augmented Reality Marketing

Para tirar o primeiro piloto de AR do papel com segurança e foco em ROI, use esta sequência operacional.

  1. Diagnóstico e priorização

    • Identifique categorias com alta taxa de devolução, alto ticket ou grande dúvida de tamanho/cor.
    • Alinhe stakeholders: marketing, ecommerce, TI, atendimento.
  2. Definição de objetivo e KPIs

    • Escolha 1 objetivo principal (ex.: +20% de conversão em PDP com AR).
    • Selecione KPIs de uso e de negócio desde o início.
  3. Escolha de parceiro e tecnologia

    • Avalie plataformas especializadas em AR commerce, social AR studios e WebAR.
    • Confirme compatibilidade com analytics, CRM e consentimento de dados.
  4. Desenho criativo focado em simplicidade

    • Experiência em até 2 ou 3 passos, sem fricção desnecessária.
    • CTA claro dentro da experiência (comprar, saber mais, salvar, compartilhar).
  5. Planejamento de mídia e canais

    • Combine mídia paga com ativações orgânicas e base própria.
    • Considere parcerias com veículos que já cobrem inovação, como portais brasileiros de marketing que frequentemente destacam casos de AR, a exemplo de Mundo do Marketing com estudos de caso locais.
  6. Setup de mensuração e testes

    • Configure eventos em GTM, GA4, pixels e SDKs.
    • Desenhe grupo controle sem acesso à AR.
    • Planeje ao menos 1 teste A/B de criativo ou oferta.
  7. Rotina de otimização e aprendizagem

    • Reúna dados semanais, analise funil dentro da experiência (onde as pessoas abandonam).
    • Ajuste elementos de UI, tempo de carregamento, incentivos e segmentação.
    • Documente aprendizados para a próxima onda de produtos ou mercados.

Para inspirar o roadmap, vale acompanhar conteúdos especializados como os da Emerline sobre futuro da AR e AI e de portais brasileiros de tecnologia e inovação, que mostram a evolução de casos práticos no país.

Próximos passos para transformar AR em vantagem competitiva

Augmented Reality Marketing já não é uma aposta distante, mas um componente concreto do arsenal de posicionamento, estratégia e performance dos times de marketing mais avançados. Marcas que tratam AR apenas como efeito visual perdem a chance de capturar dados ricos de intenção, criar jornadas mais fluidas e justificar investimentos com ROI mensurável.

O caminho prático passa por três frentes: escolher casos de uso onde AR realmente reduz fricção de compra, implementar uma arquitetura de mensuração alinhada a KPIs de negócio e integrar os sinais gerados pela experiência ao CRM e à automação. A partir daí, cada nova lente, filtro ou try-on deixa de ser um experimento isolado e passa a alimentar um ciclo contínuo de otimização.

Comece pequeno, com um piloto bem definido, mas estruture-o como se já fosse um canal permanente. Assim, você encurta a curva de aprendizado e posiciona sua marca à frente na próxima onda de experiências imersivas orientadas a performance.

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Foto de Dionatha Rodrigues

Dionatha Rodrigues

Dionatha é bacharel em Sistemas de Informação e especialista em Martech, com mais de 17 anos de experiência na integração de Marketing e Tecnologia para impulsionar negócios, equipes e profissionais a compreenderem e otimizarem as operações de marketing digital e tecnologia. Sua expertise técnica abrange áreas-chave como SEO técnico, Analytics, CRM, Chatbots, CRO (Conversion Rate Optimization) e automação de processos.

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