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Core Web Vitals em 2025: desempenho, SEO e ROI na mesma estratégia

Imagine o painel de controle de desempenho do seu marketing: tráfego, CPA, ROAS, receita por canal em tempo real.
Agora inclua nesse painel três indicadores que revelam se o usuário consegue carregar, interagir e navegar sem frustrações.
Se os Core Web Vitals estiverem ruins, você está comprando mídia para jogar usuários em uma experiência quebrada.
Em uma campanha intensa de Black Friday, isso pode significar queimar boa parte do orçamento sem retorno.

Neste artigo, vamos conectar Core Web Vitals à sua estratégia de SEO, campanhas e performance.
Você vai entender o que medir, quais ferramentas usar, quais ajustes técnicos priorizar e como provar impacto em ROI e conversão.
A ideia é transformar esses indicadores em um verdadeiro painel de controle de desempenho, guiando decisões diárias de mídia, UX e tecnologia.

O que são Core Web Vitals e por que importam para marketing

Core Web Vitals são um conjunto de métricas criadas pelo Google para medir experiência de página em escala.
Na prática, respondem a três perguntas: quão rápido o conteúdo principal aparece, quão rápido a página responde ao clique e quão estável é o layout.

As três métricas principais são:

  • LCP (Largest Contentful Paint) – tempo até o maior bloco de conteúdo visível carregar, idealmente abaixo de 2,5 segundos.
  • INP (Interaction to Next Paint) – tempo de resposta do site após uma interação, que deve ser inferior a 200 milissegundos.
  • CLS (Cumulative Layout Shift) – quanto o layout se mexe após carregado, com meta abaixo de 0,1.

Do ponto de vista de marketing, esses números impactam diretamente taxa de rejeição, conversão e custo de mídia.
Uma landing lenta faz o usuário desistir antes da oferta carregar, afetando SEO, campanhas de performance e percepção de marca.

Uma forma prática de ler esses indicadores é pensar neles como semáforos no seu painel de controle de desempenho.
Se menos de 75 por cento das sessões mobile estiverem na zona verde dos três indicadores, você tem um gargalo crítico.
Nessa situação, não faz sentido aumentar investimento de mídia sem corrigir primeiro a experiência.

Ferramentas essenciais para medir Core Web Vitals na rotina

O primeiro passo é garantir uma medição confiável, combinando dados de laboratório e dados reais de usuários.
O próprio Google oferece a documentação oficial de Core Web Vitals, que vale como referência de limites e interpretação.

Para testes rápidos de página, use o PageSpeed Insights.
Ele mostra notas separadas para mobile e desktop, sugere melhorias técnicas e exibe, quando disponível, dados reais do Chrome User Experience Report.
É ideal para validar rapidamente uma landing antes de publicar uma nova campanha.

No dia a dia de SEO, o relatório de Core Web Vitals do Google Search Console é indispensável.
Ele agrupa URLs em modelos de página, mostra tendências ao longo do tempo e ajuda a priorizar quais grupos mais prejudicam o desempenho orgânico.

Para diagnósticos mais avançados, você pode usar o Lighthouse integrado ao Chrome DevTools.
Ele roda no seu navegador, permite simular diferentes condições de rede e gera uma lista detalhada de oportunidades técnicas.

Sempre que precisar comparar cenários ou validar mudanças de infraestrutura, utilize ferramentas independentes como WebPageTest ou GTmetrix.
Elas permitem testes em diferentes países, dispositivos e velocidades de conexão, muito úteis para negócios com forte presença mobile.

Por fim, conecte tudo a dados de negócio com Google Analytics 4 e, se possível, um RUM dedicado como o de plataformas de monitoramento.
A combinação de GA4 com Core Web Vitals permite conectar experiência de página a métricas de campanha, como CPC, CPA e receita.

Core Web Vitals na estratégia de campanha e performance de mídia

Na prática, Core Web Vitals já são um componente da sua estratégia de campanha, mesmo que ninguém fale sobre isso na reunião.
Eles influenciam tempo de carregamento, taxa de saída e, por consequência, ROI de mídia paga.

Em campanhas de Google Ads, uma página lenta tende a reduzir a taxa de conversão, o que piora CPA e prejudica o Índice de Qualidade.
Com Índice de Qualidade menor, o custo por clique sobe e você paga mais para competir pelos mesmos termos.

Ao planejar uma grande campanha de performance, trate Core Web Vitals como pré-requisito, não como otimização secundária.
Antes de abrir o orçamento, valide todas as principais URLs em PageSpeed Insights e no Search Console.
Defina um critério objetivo, por exemplo: somente páginas em verde para LCP e INP entram em campanhas de alto investimento.

Durante a campanha, acompanhe o painel de controle de desempenho combinando métricas de mídia e experiência.
No auge de uma Black Friday, a sua equipe de marketing precisa olhar lado a lado CPC, conversão e percentuais de páginas com bom LCP e INP.

Uma boa prática é criar rotinas de QA de performance.
Sempre que uma nova landing for criada, inclua no checklist: teste de Core Web Vitals, validação em mobile real e registro da nota em um documento compartilhado.
Essa disciplina reduz surpresas de última hora e protege o orçamento.

Ajustes técnicos prioritários para LCP, INP e CLS

Depois de medir, vem a pergunta prática: o que ajustar primeiro em nível técnico.
A seguir, um checklist objetivo por métrica, que você pode transformar em backlog com seu time de tecnologia.

LCP – fazer o conteúdo principal aparecer rápido

O LCP é fortemente influenciado por servidor, imagens e CSS.
Comece reduzindo o tempo de resposta do servidor com boas opções de hospedagem e cache.
Avaliar provedores especializados em performance ou usar CDN, como os oferecidos por empresas como Cloudflare ou Akamai, costuma gerar ganhos rápidos.

Otimize imagens do hero e banners principais usando formatos modernos como WebP e compressão agressiva controlada.
Ferramentas de automação de imagens, muitas vezes integradas ao próprio CMS ou a plataformas como Cloudinary, ajudam a manter qualidade visual com peso menor.

Peça para o time remover CSS e JavaScript bloqueadores de renderização, priorizando apenas o crítico acima da dobra.
Arquivos não essenciais podem ser carregados de forma assíncrona ou adiados, o que libera o conteúdo principal mais rápido.

INP – tornar a interação realmente responsiva

INP mede a responsividade após cliques, toques e entradas do usuário.
O principal vilão costuma ser excesso de JavaScript, principalmente bibliotecas grandes e scripts de terceiros.

Comece mapeando todos os scripts carregados em suas páginas, com a ajuda de ferramentas como o painel de cobertura do Chrome DevTools.
Desative ou substitua recursos não essenciais, como widgets pesados, pop-ups complexos ou bibliotecas duplicadas.

Divida o JavaScript em partes menores, carregando primeiro o necessário para interação básica.
Recursos avançados, como animações ou chatbots, podem ser carregados sob demanda, após o primeiro clique ou rolagem.

Reduza o trabalho no thread principal, evitando loops pesados e funções síncronas muito longas.
Sempre que possível, delegue tarefas a Web Workers ou simplifique lógica de front-end.

CLS – eliminar saltos de layout irritantes

CLS é afetado principalmente por elementos que aparecem sem espaço reservado.
Imagens, iframes e blocos de anúncio que surgem de repente fazem o layout pular.

Oriente o time de conteúdo e front-end a sempre declarar largura e altura de imagens e vídeos.
Com isso, o navegador reserva espaço antes de carregar o arquivo, evitando mudanças bruscas.

Para anúncios, reserve blocos fixos no layout, mesmo quando o inventário estiver vazio.
Evite inserir banners acima do conteúdo principal após o carregamento, prática comum que prejudica muito CLS.

Revise também fontes web.
O uso de fontes personalizadas sem boas estratégias de carregamento pode causar reflow quando a fonte final substitui a fonte de fallback.

Estratégia de priorização: onde focar primeiro no seu site

Com dezenas de recomendações técnicas, é fácil se perder.
Por isso, você precisa de uma estratégia clara para decidir o que fazer primeiro.

Comece cruzando três dimensões: impacto em receita, volume de tráfego e estado atual de Core Web Vitals.
Páginas com muito tráfego, forte impacto em conversão e maus indicadores devem ser prioridade absoluta.

No relatório de Core Web Vitals do Search Console, identifique os grupos de URLs marcados como ruins em mobile.
Em paralelo, use seu analytics para descobrir quais desses grupos estão ligados a páginas de produto, categorias e LPs estratégicas.

Monte uma matriz simples de impacto x esforço com o time de tecnologia.
Ajustes como compressão de imagens, ativação de cache e correção de dimensões costumam ter alto impacto e baixo esforço.
Já reescrever um tema inteiro ou trocar de CMS provavelmente fica na coluna de alto esforço.

Defina também uma cadência de entregas.
Por exemplo: a cada sprint de desenvolvimento, reservar pelo menos 20 por cento da capacidade para tarefas de performance relacionadas a Core Web Vitals.
Assim, você garante evolução constante sem paralisar o roadmap de produto.

Como usar Core Web Vitals para provar ROI, conversão e segmentação

Core Web Vitals só ganham prioridade real quando se conectam a dinheiro na mesa.
Seu papel é mostrar como melhorias de experiência afetam ROI, conversão e custo de aquisição.

Uma abordagem prática é comparar desempenho de segmentos de tráfego com experiências diferentes.
Use ferramentas de experimentação ou teste A/B para enviar parte da audiência para uma versão otimizada da página.
Meça taxas de conversão, valor médio de pedido e receita por sessão.

Se você não tiver um framework de testes, faça um estudo antes e depois.
Registre os indicadores de Core Web Vitals, bem como taxa de conversão e CPA, antes de uma série de melhorias.
Depois, repita a medição com janelas de tempo equivalentes, sempre controlando por sazonalidade.

Outra possibilidade é segmentar sua base por dispositivo e velocidade de conexão, algo facilitado em plataformas avançadas e em ferramentas como Semrush para cruzar dados de SEO.
Usuários mobile em redes mais lentas tendem a sentir mais os problemas de LCP e INP.
Se a conversão desse grupo melhorar após ajustes, você terá um argumento forte de impacto.

Apresente esses resultados no painel de controle de desempenho que a diretoria já conhece.
Inclua, ao lado de métricas como CAC e LTV, um pequeno bloco com percentuais de URLs em bom estado de Core Web Vitals.
Com o tempo, ficará evidente que meses com bons indicadores de experiência se relacionam com melhor desempenho financeiro.

Transformando Core Web Vitals em painel de controle contínuo

Para não voltar à estaca zero a cada redesign, Core Web Vitals precisam entrar na governança contínua de marketing e produto.
Pense neles como indicadores fixos no seu painel de controle de desempenho.

Crie um dashboard consolidando dados do Search Console, PageSpeed Insights e analytics em uma ferramenta como Looker Studio.
Deixe claro, por dispositivo, o percentual de sessões e de receita associado a páginas em estado bom, médio ou ruim.

Na sua rotina, trate esses números como qualquer outra métrica de performance.
Na reunião semanal de campanhas, discuta não só CPC e conversão, mas também a evolução de LCP, INP e CLS nas principais URLs de mídia paga.

Use o cenário de uma equipe em plena campanha de Black Friday para orientar processos internos.
Imagine o time de marketing olhando a performance de mídia em tempo real e, ao lado, um alerta indicando queda no percentual de páginas com bom LCP mobile.
Com essa visão, a decisão não é apenas cortar ou aumentar orçamento, mas acionar tecnologia para resolver a causa de raiz.

Por fim, documente responsabilidades.
Defina quem monitora os relatórios, quem prioriza backlog técnico e como marketing, produto e TI colaboram.
Ao transformar Core Web Vitals em parte da cultura de performance, você reduz risco, protege o ROI e cria campanhas mais consistentes ao longo do ano.

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Dionatha Rodrigues

Dionatha é bacharel em Sistemas de Informação e especialista em Martech, com mais de 17 anos de experiência na integração de Marketing e Tecnologia para impulsionar negócios, equipes e profissionais a compreenderem e otimizarem as operações de marketing digital e tecnologia. Sua expertise técnica abrange áreas-chave como SEO técnico, Analytics, CRM, Chatbots, CRO (Conversion Rate Optimization) e automação de processos.

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