Tudo sobre

Data Lakes em 2025: como transformar dados caóticos em insights acionáveis

Num cenário em que cada clique, impressão e evento de produto gera dados, a pilha de marketing moderna vive cercada de planilhas desconexas, APIs lentas e relatórios inconsistentes. Ao mesmo tempo, a pressão por decisões rápidas e baseadas em evidências nunca foi tão alta. Data Lakes surgem como o ponto central dessa arquitetura, capazes de concentrar dados brutos e torná-los utilizáveis para Análise & Métricas em tempo quase real. Em 2025, com a evolução para lakehouses e formatos abertos, essas plataformas deixaram de ser luxo de big tech para virar vantagem competitiva acessível. Este artigo mostra, de forma prática, como estruturar um data lake, ligá-lo aos seus dashboards e KPIs e garantir governança para não criar um novo problema de dados.

O que é um Data Lake hoje e por que o marketing deveria se importar

Data lake é um repositório que armazena dados em sua forma bruta, estruturados ou não, em grande escala e baixo custo. Diferente de um data warehouse, que exige modelo definido antes de carregar, o lake aceita tudo primeiro e organiza depois. Visões como o panorama de Data Lakes em 2025 da Datafloq e o comparativo entre data lake, data warehouse e lakehouse da SRAnalytics mostram como essa flexibilidade se tornou peça central em arquiteturas modernas de dados.

Pense no seu ambiente de dados como um grande lago com camadas de dados organizadas em prateleiras digitais. Na camada mais profunda, ficam logs de navegação, eventos de aplicativo, impressões de mídia e dados de CRM ainda brutos. Nas camadas superiores, você dispõe de tabelas já tratadas, prontas para alimentar dashboards de desempenho e modelos de atribuição de mídia.

Para marketing e produto, isso significa capacidade real de cruzar comportamento digital, investimentos de mídia e receita de forma granular, preservando histórico detalhado. Em vez de depender de relatórios limitados de cada plataforma, você passa a responder perguntas como qual campanha gerou clientes de maior LTV por canal ou qual sequência de touchpoints reduz churn. Relatórios recentes sobre tendências de Data Lakes para 2025 e sobre big data trends apontam que o movimento dominante é unir esse repositório a capacidades de warehouse em arquiteturas lakehouse, permitindo analytics em tempo quase real sem duplicar dados.citeturn0search0turn0search1

Arquitetura moderna de Data Lakes e lakehouses

Uma arquitetura de data lake atual costuma ter quatro camadas principais: ingestão, armazenamento, processamento e consumo. Na ingestão, você coleta dados de ferramentas como CRM, plataformas de mídia, sistemas transacionais e eventos de produto, usando conectores, jobs de ETL e pipelines em stream com tecnologias como Apache Kafka ou Kinesis para fluxos em tempo quase real.citeturn0search0

No armazenamento, a base é tipicamente um objeto de nuvem, como buckets em um serviço de cloud, usando formatos abertos como Parquet, Delta Lake ou Iceberg para garantir interoperabilidade entre motores de processamento. Relatórios como o estado da engenharia de dados e IA da lakeFS, aliados a análises de big data analytics em 2025, mostram a consolidação desses formatos e o avanço de data lakes em nuvem sobre soluções on premise.citeturn0search2

Na camada de processamento, entram motores como um warehouse colunar em nuvem ou plataformas de lakehouse para transformar dados brutos em zonas organizadas, como raw, cleansed e curated. Por fim, na camada de consumo, ferramentas de BI acessam diretamente essas zonas confiáveis para gerar dashboards de performance, relatórios executivos e painéis operacionais, sem que cada analista precise entender os detalhes de armazenamento.

Na prática, uma boa decisão de arquitetura começa respondendo três perguntas objetivas: qual é o volume estimado por dia, qual latência de dados você precisa para suas decisões e quais equipes vão consumir os dados. Se você precisa suportar casos de uso de machine learning e análises exploratórias complexas, opte por um desenho de lakehouse que una tabelas altamente governadas a camadas de dados brutos reprocessáveis sem copiar informação várias vezes.

Como conectar Data Lakes à Análise & Métricas do dia a dia

Um data lake sem conexão clara com Análise & Métricas vira apenas mais um custo de infraestrutura. O ponto de partida deve ser sempre o backlog de perguntas de negócio. Exemplos práticos: qual campanha reduz CAC mantendo LTV, qual jornada omnichannel gera maior taxa de recompra ou qual segmento diminui churn em 90 dias.

Trabalhe em um fluxo simples de quatro passos. Primeiro, liste as métricas e KPIs que realmente orientam decisões, como receita incremental, ROAS consolidado, taxa de ativação e retenção. Segundo, mapeie quais sistemas geram os dados necessários para cada métrica, cruzando CRM, plataforma de ecommerce, app analytics e mídia paga. Terceiro, projete tabelas analíticas no lake que já tragam os joins principais prontos para uso. Quarto, conecte essas tabelas às suas ferramentas de BI, garantindo que cada Dashboard,Relatórios,KPIs esteja sempre apontando para a mesma fonte confiável.

Aqui entra o cenário do dia a dia. Imagine uma equipe de marketing analisando dashboards alimentados por um data lake multicloud, em uma única tela que reúne investimentos de mídia, funil de conversão e receita por coorte. Atrás desse painel, você terá pipelines que atualizam dados de redes sociais, mídia de performance e CRM, além de camadas de dados enriquecidos com scores de propensão. Esse desenho reduz tempo de preparação manual de dados e aumenta a frequência com que decisões são tomadas com base em evidências e não em intuição, alinhado às tendências recentes de gestão de dados e analytics destacadas por publicações especializadas como a TechTarget.

Métricas,Dados,Insights: casos de uso prioritários para começar

Em vez de tentar resolver todos os problemas de dados de uma vez, selecione de três a cinco casos de uso que conectem Métricas,Dados,Insights diretamente a resultados financeiros. Um bom critério é escolher iniciativas que reduzam custos de mídia, aumentem receita ou melhorem a eficiência operacional em até 90 dias.

Caso de uso um: performance de mídia. Unifique, no lake, impressões, cliques, custos e conversões de todas as plataformas de anúncios, ligando a base de clientes e receita do ERP ou billing. Isso permite construir modelos de atribuição mais sofisticados, comparar coortes por canal e otimizar orçamento com base em LTV incremental em vez de apenas CPA de última interação.

Caso de uso dois: experiência e retenção no produto. Traga eventos de produto, tickets de suporte e dados de churn para o lake. Com isso, você consegue responder quais comportamentos no aplicativo ou site estão correlacionados a maior retenção, ou quais segmentos devem receber campanhas reativas de email, push ou mídia comportamental.

Caso de uso três: previsões de demanda e planejamento. Ao centralizar históricos de vendas, sazonalidade, campanhas e fatores externos, seu data lake passa a alimentar modelos de previsão que orientam estoques, logística e planejamento de mídia. Estudos de tendências de big data e de analytics em nuvem para 2025 mostram que processamento em stream e uso de data lakes para análises preditivas são diferenciais importantes para empresas que querem competir em mercados cada vez mais voláteis.citeturn0search1turn0search2

Governança, segurança e confiança em Data Lakes

Sem governança, um data lake rapidamente degrada em pântano de dados. Estudos recentes indicam que empresas utilizam em média pouco mais da metade do que coletam, deixando cerca de 43 por cento dos dados totalmente parados por falta de qualidade, contexto ou acessibilidade.citeturn0search1

Para evitar esse desperdício, é crucial implantar controles desde a ingestão. Use ferramentas de data profiling e validação automática para checar esquemas, volumes e regras de negócio em cada carga. Soluções focadas em confiança de dados, como as tendências de confiança de dados descritas pela FirstEigen, já permitem criar regras de qualidade que se adaptam ao comportamento dos dados sem necessidade de manutenção manual constante, protegendo a confiabilidade de modelos de machine learning e relatórios críticos.

Segurança também precisa ser tratada como pilar central, e não como etapa tardia. Com o aumento contínuo no número de incidentes e registros expostos, plataformas de data lake voltadas para segurança, como as soluções de data lake apresentadas pela SentinelOne, vêm incorporando recursos de criptografia, controle de acesso fino e mascaramento de dados sensíveis para mitigar riscos. Combine catálogos de dados com trilhas de auditoria para saber quem acessou o quê, quando e com qual propósito.

Por fim, defina claramente papéis e responsabilidades. Nomeie data product owners por domínio de negócio, estabeleça contratos de dados entre times produtores e consumidores e documente métricas canônicas. Relatórios de mercado que exploram o papel da governança de dados em iniciativas de IA indicam que esse tipo de estrutura é essencial para manter lakes e lakehouses utilizáveis a longo prazo.

Roteiro de implantação: 90 dias para ter um Data Lake gerando valor

Para transformar conceito em prática, desenhe um roteiro de implantação em três ondas de 30 dias, priorizando entregas incrementais.

Dias 0 a 30: diagnóstico e fundação. Mapeie os principais casos de uso de negócio, inventarie fontes de dados e escolha a nuvem e o padrão de lakehouse que melhor se alinham às restrições de segurança e orçamento. Em seguida, configure o armazenamento em nuvem, crie o repositório de dados brutos e estabeleça um catálogo mínimo com descrições de tabelas, donos e SLAs.

Dias 31 a 60: primeiro caso de uso em produção. Selecione um problema de alto impacto, como unificar dados de mídia paga e CRM para um único funil de conversão. Construa pipelines usando orquestradores como Airflow ou ferramentas como dbt para tratar os dados em camadas de staging e curated. Publique um primeiro painel em BI que substitua relatórios manuais existentes e valide com stakeholders de marketing e vendas, medindo tempo ganho e qualidade de decisão.

Dias 61 a 90: expansão e automação. A partir dos aprendizados do primeiro caso, adicione novas fontes e métricas relevantes, implemente monitoramento de qualidade e custos e comece a explorar modelos de machine learning se fizerem sentido para o negócio. Estudos sobre tendências de migração de dados mostram crescimento das migrações cloud to lakehouse, com uso cada vez maior de automação e inteligência artificial para acelerar a movimentação segura de dados entre sistemas, o que pode ser incorporado ao seu roadmap.

Conclusão e próximos passos

Data Lakes deixaram de ser apenas um repositório barato de arquivos para se tornarem o alicerce de ecossistemas inteligentes de dados. Em um contexto de crescimento exponencial de informação, pressão por privacidade e necessidade de decisões em tempo quase real, concentrar e organizar dados de marketing, produto e operações em um lake bem governado é vantagem competitiva direta.

Para começar bem, resista à tentação de pensar só em tecnologia. Clarifique primeiro quais decisões você quer melhorar, quais métricas precisam de maior confiabilidade e quais times serão atendidos. A partir daí, escolha uma arquitetura de lakehouse adequada, selecione dois ou três casos de uso com retorno rápido e execute um roteiro disciplinado de 90 dias.

Seus próximos passos práticos podem ser listar em uma reunião com times de marketing e dados os principais relatórios que hoje demandam esforço manual, escolher um caso de uso que justifique o investimento em data lake e definir metas quantitativas claras, como reduzir em metade o tempo de entrega de relatórios executivos. Quando bem desenhado, o lake deixa de ser apenas tecnologia e se torna parte central da estratégia de crescimento orientada a dados da sua organização.

Compartilhe:
Foto de Dionatha Rodrigues

Dionatha Rodrigues

Dionatha é bacharel em Sistemas de Informação e especialista em Martech, com mais de 17 anos de experiência na integração de Marketing e Tecnologia para impulsionar negócios, equipes e profissionais a compreenderem e otimizarem as operações de marketing digital e tecnologia. Sua expertise técnica abrange áreas-chave como SEO técnico, Analytics, CRM, Chatbots, CRO (Conversion Rate Optimization) e automação de processos.

Sumário

Receba o melhor conteúdo sobre Marketing e Tecnologia

comunidade gratuita

Cadastre-se para o participar da primeira comunidade sobre Martech do brasil!