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Engenharia de Software em 2025: IA, qualidade extrema e código sustentável

Engenharia de Software em 2025: IA, qualidade extrema e código sustentável

Engenharia de Software deixou de ser apenas escrever código para se tornar o motor de competitividade das empresas brasileiras. Com o mercado de TI crescendo acima da média global, quem domina boas práticas técnicas e de gestão sai na frente em inovação e eficiência.

Imagine um time de produto em uma empresa SaaS brasileira ajustando seu fluxo de desenvolvimento para entregar valor com mais frequência e menos retrabalho. Esse time redesenha o pipeline de CI/CD, incorpora ferramentas de IA e fortalece a disciplina de testes e QA para sustentar o crescimento.

Este artigo mostra como posicionar sua Engenharia de Software nesse novo contexto: tendências de tecnologia, critérios de decisão arquitetural, práticas de testes e qualidade, além de segurança, sustentabilidade e governança. O foco é ser acionável para líderes técnicos, produto e negócios que precisam conectar estratégia a implementação.

Panorama atual da Engenharia de Software no Brasil

Segundo estudos da ABES, o mercado brasileiro de software cresce em ritmo acelerado e enfrenta um déficit relevante de profissionais qualificados. A UniSenai PR destaca que milhares de vagas em Engenharia de Software permanecem abertas todos os anos, pressionando salários e timelines de projeto.

Na prática, isso significa que times são obrigados a produzir mais com a mesma quantidade de pessoas. O caminho viável não é apenas contratar, e sim elevar a maturidade da Engenharia de Software: automação, padronização, monitoramento e colaboração entre negócio, produto e tecnologia.

Três movimentos estruturais merecem atenção imediata:

  • Industrialização do desenvolvimento: pipelines automatizados, reuso de componentes e arquiteturas consolidadas.
  • Explosão da IA aplicada a código: assistentes que aceleram tarefas de desenvolvimento, testes e documentação.
  • Pressão por sustentabilidade e segurança: requisitos de ESG e conformidade regulatória influenciando arquitetura e implementação.

Como ponto de partida, faça um diagnóstico rápido da sua Engenharia de Software respondendo:

  1. Seu pipeline de CI/CD entrega em produção, com segurança, pelo menos uma vez por semana?
  2. Ao olhar para incidentes dos últimos 3 meses, quantos foram causados por lacunas de testes e QA?
  3. Seu time de Engenharia de Software participa ativamente da definição de produto e negócio ou apenas recebe demandas em modo reativo?

As respostas vão orientar as prioridades de mudança.

Engenharia de Software com IA generativa em todo o ciclo de vida

Relatórios da Gartner indicam que a maioria dos engenheiros de software corporativos utilizará assistentes de código baseados em IA até o fim da década. Textos da Brilliant Machine e da Canaltech com insights do GitHub reforçam que a IA está se tornando camada padrão da Engenharia de Software, do planejamento à implementação.

Ferramentas como GitHub Copilot já ajudam a escrever código, criar testes, sugerir refatorações e gerar documentação. Mais recente, agentes de IA passam a orquestrar sequências de ações, como abrir pull requests, ajustar configurações de infraestrutura ou rodar suites de testes completos.

O ponto crítico é tratar a IA como parte do processo formal de Engenharia de Software, e não como um atalho mágico. Isso exige políticas claras de privacidade, revisão humana e critérios de aceitação para qualquer mudança criada com apoio de IA.

Fluxo prático com IA no dia a dia

Um fluxo enxuto para integrar IA à rotina de desenvolvimento poderia seguir estes passos:

  1. Planejamento
    No refinamento de histórias, o time identifica trechos de código, testes ou documentação que podem ser acelerados por IA.

  2. Implementação assistida
    O desenvolvedor usa o assistente de código para gerar esboços de funções, testes unitários e scripts de infraestrutura. Sempre revisa manualmente lógica, segurança e requisitos de performance.

  3. Testes e QA
    A mesma IA ajuda a sugerir casos de Testes adicionais, variações de dados e cenários de erro. A equipe de QA valida a cobertura e define critérios mínimos de Validação.

  4. Revisão estruturada
    Code review obrigatório, com checklist específico para mudanças geradas ou alteradas por IA: complexidade, legibilidade, impacto em segurança e dependências.

  5. Feedback e melhoria contínua
    Bugs causados por sugestões ruins da IA são registrados, analisados e usados para ajustar prompts, políticas e padrões de código.

Ao seguir um fluxo como esse, sua Engenharia de Software captura ganhos de produtividade sem abrir mão de controle e qualidade.

Arquiteturas e implementação modernas para escalar com segurança

Outro eixo fundamental da Engenharia de Software atual é a escolha de arquitetura e modelos de implementação. Conteúdos da ClickUp sobre tendências de engenharia de software e da Bix Tecnologia mostram a consolidação de microservices, containers, serverless e edge computing como padrão para produtos digitais modernos.

Arquiteturas em microserviços, suportadas por orquestradores como Kubernetes, permitem escalar partes específicas do sistema de acordo com o uso. Modelos serverless, como o AWS Lambda, reduzem a necessidade de gerenciar servidores, cobrando apenas pelo uso efetivo. Já o edge computing aproxima processamento e dados do usuário final, reduzindo latência e melhorando a experiência.

Para a Engenharia de Software, o desafio é equilibrar inovação com simplicidade. Adotar a tecnologia mais nova sem critério pode criar sistemas complexos demais para o time manter.

Checklist rápido de decisão de arquitetura

Antes de escolher a abordagem de implementação, responda em conjunto com arquitetura, produto e negócios:

  • Requisitos de escala
    O sistema realmente precisa escalar de forma independente por domínio? Se não, um monolito bem estruturado pode ser suficiente.

  • Maturidade do time
    Seu time de Engenharia de Software domina práticas como observabilidade distribuída, gestão de contratos entre serviços e automação de deploy?

  • Complexidade operacional aceitável
    Vocês têm estrutura para manter dezenas de microserviços, filas, bancos e integrações, ou é melhor concentrar em menos componentes?

  • Custo de infraestrutura e operação
    Avalie não só o custo de cloud, mas também o tempo gasto em suporte e incidentes.

  • Requisitos de conformidade e segurança
    Alguns modelos de Tecnologia podem facilitar segregar dados sensíveis, auditar acessos e implementar políticas de zero trust.

A regra de ouro: comece simples, com uma arquitetura clara, e evolua conforme necessidades reais surgirem. Engenharia de Software é um processo iterativo, não uma decisão única no início do projeto.

Testes, QA e validação orientados por dados

Sem uma boa estratégia de Testes, qualquer ganho em velocidade da Engenharia de Software vira dívida técnica. Fontes como a Bix Tecnologia apontam que times de alto desempenho investem em automação de QA, observabilidade e feedback rápido, desde o commit até a produção.

O pipeline de CI/CD se torna o objeto central dessa disciplina. É nele que você roda Testes unitários, de integração, de contrato, de carga e testes end-to-end. É também onde mede Cobertura de código e aplica verificações estáticas de segurança e qualidade.

Plataformas como Azure DevOps ou equivalentes permitem orquestrar esses estágios de forma padronizada, integrando repositórios de código, boards de tarefa, pipelines de build e release.

Métricas de qualidade que não podem faltar

Para tirar QA e Validação do campo subjetivo, acompanhe pelo menos:

  • Cobertura de testes automatizados
    Meta inicial de 60 a 70 por cento para código crítico, aumentando com o tempo. Mais importante que o número é garantir cobertura dos fluxos de negócio mais relevantes.

  • Taxa de falhas em produção
    Quantidade de incidentes por release. Use isso para ajustar a política de testes de regressão.

  • Tempo médio para detectar e corrigir falhas (MTTR)
    Quanto mais rápido você identifica e resolve um erro, menor o impacto para o cliente.

  • Porcentagem de releases com rollback
    Um número alto indica fragilidade na validação e talvez ausência de feature flags e canary releases.

  • Defeitos escapados por tipo
    Classifique se os problemas vêm de lacunas de cenário, de dados, de integração ou de ambientes.

Operationalmente, estabeleça uma rotina quinzenal em que Engenharia de Software e QA revisam essas métricas, decidem quais tipos de testes precisam ser fortalecidos e atualizam o pipeline de CI/CD em conjunto. O objetivo não é ter mais testes, e sim ter os Testes certos protegendo o que realmente importa para o negócio.

Sustentabilidade, segurança e governança da tecnologia

Os mesmos relatórios da Gartner sobre tendências de engenharia de software e da ABES destacam que segurança e sustentabilidade deixaram de ser temas periféricos. Eles agora definem arquitetura, processos de desenvolvimento e até prioridades de backlog.

Do ponto de vista de segurança, a integração de DevSecOps em toda a Engenharia de Software é mandatória. Isso significa incluir análise estática e dinâmica de código, varredura de dependências, testes de segurança automatizados e monitoramento contínuo em produção. As mesmas ferramentas de IA que ajudam a escrever código podem, se mal usadas, introduzir vulnerabilidades ou vazamento de dados.

Na frente de sustentabilidade, cresce a adoção de práticas de green software: uso eficiente de recursos de cloud, desligamento de ambientes ociosos, escolha de linguagens e frameworks mais econômicos e otimização de consultas a banco. Artigos da Brilliant Machine sobre desenvolvimento sustentável reforçam que eficiência energética passa a ser um requisito do design, não apenas de infraestrutura.

Para tornar isso concreto na sua Engenharia de Software, crie políticas de:

  • Classificação de dados e acesso mínimo necessário
    Evite que ambientes de teste ou desenvolvimento tenham dados sensíveis reais.

  • Padrões de logging e retenção
    Coletar o mínimo de dados pessoais, armazenando pelo menor tempo possível.

  • Revisão de arquitetura com foco em segurança e impacto ambiental
    Antes de grandes mudanças, avalie se há alternativa com menor consumo de recursos e menor superfície de ataque.

  • Indicadores de consumo
    Monitore gasto de cloud por feature ou módulo relevante, incentivando times a tratarem custo como requisito funcional.

Assim, sua Engenharia de Software conecta Tecnologia a responsabilidade corporativa, antecipando exigências de clientes, reguladores e investidores.

A disciplina de Engenharia de Software em 2025 exige olhar integrado para código, Testes, arquitetura, Implementação, segurança e sustentabilidade. Em vez de tratar cada tema como silo, os times de alta performance usam um pipeline de CI/CD bem desenhado como eixo central de governança.

Se você lidera um time de produto em uma empresa SaaS brasileira ajustando seu fluxo de desenvolvimento, o caminho prático passa por três passos: medir onde está hoje, escolher poucas alavancas de melhoria para os próximos 90 dias e institucionalizar aprendizados no processo. A partir daí, IA generativa, novas arquiteturas e práticas modernas de QA deixam de ser buzzwords e se tornam vantagem competitiva real para sua Engenharia de Software.

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Dionatha Rodrigues

Dionatha é bacharel em Sistemas de Informação e especialista em Martech, com mais de 17 anos de experiência na integração de Marketing e Tecnologia para impulsionar negócios, equipes e profissionais a compreenderem e otimizarem as operações de marketing digital e tecnologia. Sua expertise técnica abrange áreas-chave como SEO técnico, Analytics, CRM, Chatbots, CRO (Conversion Rate Optimization) e automação de processos.

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