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Estratégias Multicanal que Transformam a Experiência do Cliente em 2025

Estratégias Multicanal que Transformam a Experiência do Cliente em 2025

Introdução

O cliente de hoje pesquisa no Google, vê um anúncio no Instagram, tira dúvidas no WhatsApp, abandona o carrinho no site e fecha a compra na loja física. Se a sua empresa trata cada ponto de contato como um universo separado, está deixando receita e satisfação na mesa. Estratégias multicanal bem desenhadas conectam esses pontos em jornadas consistentes, com dados fluindo entre canais, times e tecnologias.

Estudos recentes em marketing B2B e varejo apontam ganhos de até dois dígitos em market share e reengajamento quando campanhas são integradas entre canais, e não operadas em silos. Com a expectativa de que mais de 80% das interações B2B sejam digitais até 2025, dominar esse tema deixou de ser diferencial e virou requisito mínimo. Neste artigo, você verá como estruturar estratégias multicanal orientadas por dados, métricas e otimização contínua, saindo da teoria para a operação prática.

Por que estratégias multicanal são mandatórias em 2025

A primeira mudança é comportamental: consumidores e buyers B2B não pensam em “canais”, pensam em conveniência. A mesma pessoa pode descobrir sua marca em um Reels, baixar um material rico pelo LinkedIn, negociar por e-mail e ser atendida por um SDR via telefone. Estratégias multicanal respondem a esse comportamento fluido com presença consistente, mensagem alinhada e dados unificados.

Fontes recentes sobre estratégia multicanal de vendas destacam que empresas que combinam canais digitais e offline de forma inteligente aumentam alcance e taxa de conversão ao mesmo tempo. No B2B, análises de estatísticas de marketing B2B indicam que abordagens multicanais geram cerca de 10% mais participação de mercado em comparação com estratégias restritas a poucos pontos de contato.

Além de vender mais, uma boa estratégia multicanal reduz atritos na jornada. Estudos sobre tendências de omnichannel em 2025 mostram que a maioria dos consumidores espera experiências consistentes ao alternar entre mobile, desktop e loja física. Na prática, isso significa evitar cenários como preços diferentes por canal, histórico de atendimento fragmentado e ofertas irrelevantes.

Uma regra simples de decisão: se mais de 30% das suas oportunidades, leads ou vendas já passam por dois ou mais canais, você precisa tratar multicanalidade de forma estratégica. Isso implica rever processos, tecnologia, atribuição de resultado e a forma como marketing, vendas e CX cooperam no dia a dia.

Multicanal vs omnichannel: presença ampla x experiência integrada

Antes de avançar, é crucial diferenciar multicanal de omnichannel. Os dois conceitos são complementares, mas não são sinônimos. Em termos simples, multicanal é presença em vários canais. Omnichannel é a integração desses canais em uma única experiência percebida pelo cliente.

Conteúdos como Estratégia multicanal: como ela pode aumentar suas vendas mostram que a multicanalidade amplia alcance e cobertura de mercado. Já análises de experiência do cliente omnichannel reforçam que, quando os dados fluem entre os pontos de contato, a probabilidade de recompra e lealdade dispara.

Você pode enxergar assim:

AspectoMulticanalOmnichannel
Foco principalPresença e alcanceExperiência contínua e integrada
DadosDistribuídos por canalUnificados em visão única do cliente
JornadaFragmentada, por ponto de contatoOrquestrada, por contexto e estágio
ExemploCampanhas diferentes em cada rede socialMensagens e ofertas consistentes em todo o ecossistema

Na prática, uma boa estratégia multicanal deve ter a ambição de evoluir para omnichannel. Guias de como criar uma estratégia de marketing omnichannel destacam passos como unificação do CRM, orquestração de campanhas em fluxo único e personalização baseada em histórico, e não apenas no último clique.

O papel do gestor é decidir quando priorizar amplitude (multicanal) e quando investir em profundidade de integração (omnichannel). Em lançamentos e awareness, a lógica de presença ampla tende a ser dominante. Em retenção, upgrade e cross-sell, a visão omnichannel costuma gerar mais retorno.

Arquitetura de dados para estratégias multicanal orientadas a insights

Sem dados integrados, não existe estratégia multicanal sustentável. Pense na sua operação como um painel de controle de voo multicanal: cada canal é um instrumento do cockpit, mas é a visão consolidada que evita turbulências e decisões erradas. Para isso, você precisa de uma arquitetura mínima de dados.

Conteúdos especializados em estratégia de marketing omnichannel convergem em três camadas-chave:

  1. Identidade única do cliente: e-mail, telefone, ID de app, CPF ou outro identificador que permita reconciliar interações em diferentes plataformas.
  2. Repositório central: CRM ou CDP que concentre dados de navegação, campanhas, atendimento, vendas e pós-venda.
  3. Orquestração: ferramentas de automação de marketing, disparo de e-mails, push, SMS e integrações com WhatsApp e mídias pagas.

Benchmarks internacionais de varejo omnichannel na Europa mostram que o uso de IA generativa para personalização só é efetivo quando existe base de dados unificada. No Brasil, o mesmo vale para qualquer stack que envolva CRM, automação, e-commerce e SAC.

O ponto crítico é transformar métricas, dados e insights em decisões operacionais. Isso exige governança: quem é dono de quais dados, quais dashboards são a fonte de verdade, que cadência de análise será usada. Sem essas definições, o risco é cair em paralisia de análise, com dezenas de relatórios e poucas ações concretas.

Métricas que importam: de alcance a LTV e Incremental Lift

Estratégias multicanal só ganham tração quando acompanhadas por um conjunto enxuto e relevante de métricas. Materiais como as principais métricas de marketing para impulsionar o ecommerce em 2025 e as 19 métricas de marketing digital convergem em alguns indicadores centrais.

Uma boa estrutura é dividir métricas em três blocos:

  1. Alcance e atenção

    • Impressões e alcance multicanal.
    • Métricas de atenção em mídia, como Viewable Impressions e Tempo médio de visualização. Guias sobre métricas de performance em mídia digital destacam também indicadores como Attention e A2CR (da impressão ao resultado final).
  2. Engajamento e conversão

    • CTR, taxa de cliques em e-mails, engajamento em social (curtidas, comentários, compartilhamentos).
    • Taxa de conversão por canal e jornada.
    • Taxa de adição ao carrinho e de checkout concluído.
  3. Valor e eficiência

    • CAC: custo para adquirir novos clientes.
    • LTV: valor do ciclo de vida do cliente.
    • ROAS e Incremental Lift: quanto de resultado incremental cada canal gera além do “orgânico”.

Ao trabalhar com múltiplos canais, vale buscar métricas específicas por ambiente. Estudos sobre métricas de redes sociais para e-commerces mostram que certas interações em social têm correlação direta com conversão em e-commerce, mesmo sem clique direto no anúncio.

Regra de ouro: para cada macroobjetivo, selecione de duas a três métricas principais. Campanhas de awareness podem focar em alcance qualificado e atenção. Programas de retenção devem priorizar LTV, churn e NPS. Isso evita sobrecarga e facilita transformar números em ações de otimização, eficiência e melhorias contínuas.

Workflows de otimização: eficiência e melhorias contínuas

Com canais, dados e métricas em ordem, o próximo passo é criar workflows claros de otimização. Estratégias multicanal de alta performance operam quase como uma war room de marketing, monitorando em tempo real múltiplos dashboards de canais e jornadas para priorizar onde agir primeiro.

Um fluxo semanal de trabalho pode seguir esta lógica:

  1. Revisão de performance

    • Reúna marketing, vendas e CX para analisar o painel multicanal: mídia paga, orgânico, e-mail, social, WhatsApp, loja física.
    • Compare resultados com metas e com benchmarks recentes, usando referências como métricas de marketing digital e estudos de e-commerce.
  2. Identificação de gargalos

    • Mapeie pontos de queda na jornada: cliques que não geram leads, leads que não viram oportunidades, carrinhos abandonados.
    • Cruzar métricas, dados e insights de diferentes canais ajuda a identificar se o problema é de segmentação, mensagem, oferta ou experiência.
  3. Formulação de hipóteses e testes

    • Defina hipóteses específicas: “Se ajustarmos o criativo de social para refletir o benefício X, aumentaremos o CTR em Y% neste público”.
    • Planeje testes A/B por canal e por jornada, não apenas por peça isolada.
  4. Automação de correções

    • Configure gatilhos de automação para corrigir ou potencializar rapidamente: remarketing para quem visitou página de preço, mensagens via WhatsApp para quem abandonou carrinho, campanhas de reengajamento para leads inativos.

Esse ciclo de otimização, eficiência e melhorias deve rodar de forma contínua. Estudos sobre experiência do cliente omnichannel mostram que organizações que alinham processos, treinamento de equipe e tecnologia reduzem custos operacionais ao mesmo tempo em que elevam NPS e taxa de recompra.

Aplicando estratégias multicanal em B2B, e-commerce e varejo

B2B e vendas complexas

No B2B, decisões envolvem múltiplos influenciadores e ciclos longos. Referências em estatísticas de marketing B2B destacam o peso de canais como LinkedIn, e-mail e conteúdo de autoridade.

Uma estratégia multicanal eficaz pode combinar:

  • Mídia paga em LinkedIn para gerar awareness em contas-alvo.
  • Conteúdo educativo no blog, webinars e materiais ricos para nutrir interesse.
  • E-mail nurturing automatizado, com fluxos específicos por estágio do funil.
  • SDRs usando telefone e WhatsApp para avançar oportunidades.

Aqui, métricas-chave incluem número de contas engajadas por canal, geração de reuniões qualificadas e taxa de avanço entre etapas do funil.

E-commerce e negócios digitais

No e-commerce, a pressão por resultado imediato é maior. Estudos sobre métricas de ecommerce em 2025 e métricas de redes sociais para e-commerces mostram a importância de conectar campanhas em social, e-mail, push, SMS e mídia de busca ao comportamento no site.

Uma boa abordagem multicanal pode incluir:

  • Social commerce em Instagram, TikTok e Shorts, direcionando para páginas otimizadas de produto.
  • E-mail e push segmentados por categoria visitada, valor de carrinho e frequência de compra.
  • Remarketing dinâmico baseado em produtos visualizados e abandonados.
  • Atendimento em tempo real via chat ou WhatsApp com histórico integrado ao CRM.

Métricas prioritárias: taxa de conversão por canal, receita por sessão, ticket médio, LTV e tempo médio entre compras. Com isso, fica mais fácil direcionar verba para os canais que efetivamente puxam receita incremental.

Varejo físico-digital e experiência híbrida

No varejo, o grande desafio é unir loja física e canais digitais em uma narrativa única. Benchmarks de varejo omnichannel na Europa mostram o uso crescente de QR codes em loja, apps próprios, programas de fidelidade integrados e IA para recomendações personalizadas.

Algumas práticas multicanais de alto impacto:

  • Click and collect: compra online e retirada na loja, com ofertas complementares presenciais.
  • Programas de fidelidade unificados entre físico e digital, com pontos e benefícios visíveis em app e caixa.
  • Comunicação coordenada em mídia local, e-mail e push para eventos de loja, saldões e lançamentos.

Nesse cenário, KPIs como LTV, frequência de visita, uso de benefícios e NPS por canal ajudam a entender o quanto a estratégia multicanal realmente melhora a experiência, em vez de apenas gerar mais pontos de contato.

Caminho prático para evoluir sua estratégia multicanal em 90 dias

Para não se perder na complexidade, é útil estabelecer um roadmap de 90 dias. Conteúdos sobre tendências de omnichannel em 2025 e estratégia de marketing omnichannel apontam que a priorização correta vale mais do que tentar fazer tudo ao mesmo tempo.

Um plano possível:

  1. Dias 1 a 30 – Diagnóstico e foco

    • Mapear canais atuais, volumes e resultados.
    • Desenhar jornadas reais por persona, identificando pontos de ruptura.
    • Escolher um ou dois fluxos prioritários: aquisição principal e retenção.
  2. Dias 31 a 60 – Dados e arquitetura mínima

    • Definir identificadores únicos de cliente.
    • Integrar as principais fontes de dados a um CRM ou CDP.
    • Criar um primeiro painel de controle com as principais métricas, dados e insights por jornada.
  3. Dias 61 a 90 – Testes e otimização

    • Configurar automações básicas de recuperação (carrinho, leads inativos, recompra).
    • Rodar testes A/B em criativos, ofertas e combinações de canais.
    • Estabelecer rotina quinzenal de otimização, eficiência e melhorias com o time ampliado.

Ao enxergar suas estratégias multicanal como um painel de controle de voo multicanal, em vez de um conjunto de campanhas isoladas, você ganha clareza sobre o que realmente move resultado. O próximo passo é transformar esse desenho em disciplina operacional: poucas métricas certas, rotinas bem estruturadas e decisões ancoradas em dados, não em achismos.

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Dionatha Rodrigues

Dionatha é bacharel em Sistemas de Informação e especialista em Martech, com mais de 17 anos de experiência na integração de Marketing e Tecnologia para impulsionar negócios, equipes e profissionais a compreenderem e otimizarem as operações de marketing digital e tecnologia. Sua expertise técnica abrange áreas-chave como SEO técnico, Analytics, CRM, Chatbots, CRO (Conversion Rate Optimization) e automação de processos.

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