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Como elevar a experiência do cliente em 2025 com foco na jornada

Os números de customer experience no Brasil mostram um ponto sem volta: mais da metade dos consumidores abandona uma marca depois de uma única experiência ruim, enquanto a maioria declara que prioriza empresas que entregam jornadas simples, personalizadas e humanas. Relatórios recentes de experiência do cliente indicam que personalização, velocidade e consistência omnichannel pesam mais que preço em muitas categorias. Em um cenário de competição acirrada e mercado bilionário em expansão, apostar apenas em produto é arriscado.

Este artigo mostra, na prática, como redesenhar a jornada para elevar a Experiência em 2025. Você vai entender por que CX é o novo motor de crescimento, como mapear touchpoints críticos, quais dados e ferramentas usar, que métricas acompanhar e um roteiro de 90 dias para transformar discurso em ação.

Por que a experiência do cliente é o novo motor de crescimento

Experiência não é um conceito abstrato: é o resultado acumulado de todas as interações entre pessoa e marca ao longo do tempo. Estudos recentes compilados pelo Portal Customer indicam que uma parcela relevante dos clientes deixa uma empresa após uma experiência negativa, e que a maioria coloca a experiência como fator central de decisão de compra. Em paralelo, a Appvizer destaca análises inspiradas na McKinsey mostrando que otimizar jornadas de ponta a ponta pode elevar satisfação em torno de 20% e reduzir custos de atendimento.

Na prática, isso significa que Experiência influencia diretamente três alavancas de negócio: aquisição, retenção e ticket médio. Quem entrega jornadas consistentes e personalizadas aumenta conversão e reduz churn; quem falha em pontos críticos vê a base encolher silenciosamente. Conteúdos de referência sobre experiência do cliente, como os analisados pela Appvizer, reforçam que centralização de dados e resposta rápida a sinais de fricção são hoje diferenciais competitivos claros.

Um bom teste de realidade é se perguntar: hoje você consegue enxergar, em um único painel, os principais touchpoints de Experiência, as quedas de conversão e os principais motivos de reclamação? Se a resposta for não, existe valor financeiro pronto para ser destravado.

Como primeiro passo operacional, recomendo três ações rápidas:

  • Calcular o impacto financeiro de perder 1% da base por mês por motivos de Experiência.
  • Listar em uma planilha simples os cinco principais motivos de contato no atendimento, por canal.
  • Identificar quais desses motivos são sintomas de falhas de jornada, e não apenas de atendimento.

Esse exercício cria urgência interna e prepara terreno para o redesenho da Jornada do Cliente.

Jornada do Cliente em 2025: do primeiro toque à recompra

Pensar Experiência em 2025 exige tratar a Jornada do Cliente como um sistema vivo, multi-dispositivo e repleto de idas e vindas. A Braze descreve a jornada em etapas como descoberta, consideração, compra, retenção e advocacy, destacando que cada uma exige mensagens, canais e métricas específicas. Em vez de um funil linear, imagine um mapa de metrô: várias linhas (canais), estações (touchpoints) e conexões (momentos de decisão) que podem acelerar ou travar a relação.

O mapa de metrô é um excelente objeto visual para explicar isso internamente. Cada linha representa um canal principal, como mídia paga, orgânico, app, loja física ou atendimento. As estações são os pontos de contato críticos: primeiro anúncio clicado, visita ao site, cadastro, teste gratuito, compra, renovação, contato com suporte. Trocas de linha simbolizam mudanças de canal, por exemplo, quando um cliente vê um anúncio no Instagram, pesquisa no Google e decide comprar pelo aplicativo.

Agora imagine a cena: uma equipe de marketing reunida em frente a um grande mural de post-its coloridos, mapeando a Jornada do Cliente ponta a ponta. Este cenário torna visível um problema comum em empresas brasileiras: cada área conhece apenas um pedaço da jornada. O mapeamento colaborativo, inspirado em práticas recomendadas por plataformas como a Braze para orquestração de jornadas, ajuda a quebrar silos e alinhar todos a uma visão compartilhada de Experiência.

Para operacionalizar esse mapa, siga um fluxo simples:

  1. Defina uma persona prioritária e um produto ou serviço foco.
  2. Liste todos os pontos de contato atuais, do primeiro gatilho de interesse à recompra.
  3. Marque em verde momentos de encantamento, em amarelo pontos neutros e em vermelho pontos de fricção.
  4. Anote, para cada ponto vermelho, hipóteses de causa e ideias de melhoria.
  5. Escolha de 3 a 5 pontos para priorizar nos próximos 90 dias.

Esse trabalho cria a base para redesenhar os touchpoints que mais influenciam Experiência e resultado.

Como redesenhar touchpoints e momentos de Experiência que geram valor

Se a jornada é um mapa de metrô, os touchpoints são as estações em que o cliente decide seguir, trocar de linha ou abandonar o trajeto. Pesquisas recentes sobre tendências de customer experience no Brasil, como o estudo CX Trends 2025 produzido por Opinion Box e Octadesk, mostram que consumidores esperam jornadas ágeis, personalizadas e, ao mesmo tempo, humanizadas. A questão não é se sua empresa tem tecnologia, e sim se ela é usada para remover atrito em momentos críticos.

Um bom ponto de partida é identificar os momentos da verdade ao longo da jornada: aqueles em que uma boa ou má experiência altera radicalmente a percepção da marca. Aqui é útil pensar na combinação Touchpoints,Momentos,Experiência como lente de priorização. Exemplos típicos:

  • Primeira resposta após um contato de suporte.
  • Onboarding depois da primeira compra ou do início de um trial.
  • Processo de troca, cancelamento ou reembolso.
  • Recompra ou renovação de plano.

Para cada momento da verdade, defina um mini canvas operacional:

  • Objetivo do cliente naquele ponto.
  • Principal medo ou frustração.
  • Evidência de sucesso em Experiência do ponto de vista do cliente.
  • Ações da empresa para entregar essa evidência.
  • Métrica principal de sucesso (tempo de resposta, taxa de conclusão, satisfação, entre outros).

Relatórios como os da Opinion Box reforçam que pequenos ajustes em comunicação e velocidade de resposta já geram ganhos relevantes de percepção. Por isso, priorize melhorias enxutas: atualizar textos de confirmação, simplificar formulários, reduzir cliques necessários para concluir tarefas, oferecer canais de atendimento preferidos pela persona e padronizar o tom de voz entre canais.

O foco deve estar em desenhar interações que reduzam esforço, antecipem dúvidas e transmitam segurança em cada momento crítico.

Dados, IA e automação a serviço da Experiência

A grande mudança para 2025 é que Experiência deixou de ser apenas sensorial para se tornar profundamente orientada por dados e inteligência artificial. A Datasaga destaca que personalização avançada, baseada em dados comportamentais e modelos preditivos, já é realidade em empresas que usam recomendações em tempo real, segmentação dinâmica e jornadas automatizadas de nutrição. Ao mesmo tempo, análises da Medallia apontam para uma virada rumo a experiências hiperpersonalizadas e preditivas, com uso intensivo de IA generativa tanto por consumidores quanto por empresas.

Do ponto de vista prático, isso significa sair da coleta passiva de dados para a ação contínua em cima deles. Em vez de apenas armazenar cliques, compras e chamados, é preciso transformar esses sinais em gatilhos de jornada, alertas de risco e oportunidades de upsell. Plataformas de orquestração, como as próprias soluções de customer engagement da Braze ou suítes de feedback em tempo real da Medallia, exemplificam esse movimento.

Para implementar uma camada de dados e automação que realmente melhore Experiência, recomendo um stack mínimo:

  • CRM com visão única do cliente e histórico de interações.
  • Plataforma de automação ou customer engagement capaz de criar jornadas condicionais.
  • Ferramenta de feedback contínuo (pesquisas in-app, e-mail, chatbot) integrada aos demais sistemas.
  • Painel de monitoramento em tempo quase real com indicadores de Experiência.

Comece pequeno, com poucos gatilhos de alto impacto, por exemplo:

  • E-mails ou mensagens automáticas com dicas de uso quando o cliente demonstra dificuldade em determinada etapa.
  • Alertas internos quando um cliente estratégico abre muitos chamados em pouco tempo.
  • Ofertas personalizadas de upgrade baseadas em padrões de uso real.

O segredo é garantir que cada automação tenha uma hipótese clara de impacto em Experiência e que seus resultados sejam medidos.

Medindo Experiência, Satisfação e Jornada com métricas que importam

Sem medir, não há Experiência que se sustente. Fontes especializadas em CX reforçam a importância de combinar indicadores de percepção e de comportamento. A Braze destaca o uso de métricas como NPS, CSAT, churn e LTV para monitorar a saúde da jornada, enquanto a Appvizer chama atenção para ferramentas como Customer Effort Score para identificar pontos de atrito. Já compilações de estatísticas em portais dedicados a customer experience mostram o peso de medir abandono, recorrência e valor gerado por clientes satisfeitos.

Um enquadramento útil é pensar na tríade Experiência,Satisfação,Jornada como um sistema conectado:

  • Experiência é o conjunto de interações.
  • Satisfação é como o cliente percebe essas interações.
  • Jornada é a sequência e o contexto em que elas acontecem.

A partir dessa tríade, estruture um painel mínimo de métricas:

  • NPS por etapa da jornada, não apenas um NPS geral.
  • CSAT por canal de atendimento e por tipo de solicitação.
  • CES nos principais fluxos transacionais, como cadastro, pagamento e cancelamento.
  • Taxa de conversão por etapa, tempo médio para concluir tarefas e volume de contatos repetidos.

Um ponto crítico é conectar esses indicadores a metas de negócio. Não basta saber que o NPS caiu três pontos; é preciso estimar impacto em churn, cross-sell e custo de aquisição. Relatórios de mercado, como os consolidados por portais especializados em CX, mostram correlações consistentes entre altos índices de satisfação e aumento do valor do ciclo de vida.

Seu objetivo deve ser criar um painel que qualquer liderança consiga ler em poucos minutos, entendendo onde a jornada está saudável e onde Experiência está destruindo valor.

Governança, cultura e rituais para sustentar a Experiência em 2025

Nenhuma estratégia de Experiência se mantém apenas com tecnologia. Publicações especializadas em marketing e experiência do cliente no Brasil, como análises recentes do Mundo do Marketing, mostram a profissionalização crescente da área, com estruturas dedicadas de CX e surgimento de executivos focados em experiência como agentes de transformação. Esse movimento reflete a necessidade de governança clara, orçamento próprio e capacidade de articular áreas como marketing, produto, atendimento e tecnologia.

Na prática, duas decisões são centrais:

  1. Definir quem é o dono da jornada de ponta a ponta.
  2. Estabelecer rituais constantes de revisão de Experiência.

Sobre a primeira, muitas empresas criam uma área de CX com mandato explícito para mapear jornadas, consolidar dados, propor melhorias e acompanhar indicadores. Estudos como os da Medallia reforçam que é essencial também integrar Experiência do Colaborador, garantindo que a linha de frente tenha autonomia, informação e ferramentas para resolver problemas em tempo real.

Quanto aos rituais, um desenho eficaz inclui:

  • Reunião mensal de revisão de jornada com líderes de áreas-chave.
  • Comitê quinzenal para priorização de melhorias com base em dados e feedback.
  • Rotina de ouvir clientes todas as semanas, por meio de entrevistas, análise de verbatims ou acompanhamento de atendimentos.
  • Divulgação interna de histórias de encantamento e recuperação de casos críticos.

Esses mecanismos mantêm Experiência no centro da cultura e evitam que o tema se torne apenas um projeto pontual.

Roteiro de 90 dias para elevar a Experiência na sua empresa

Para transformar conceito em ação, vale traduzir tudo em um roteiro executivo de 90 dias. Relatórios sobre o futuro da experiência do cliente, como os da ClienteSA e de outros hubs de CX, convergem em um ponto: o maior risco é ficar na inércia enquanto concorrentes avançam em personalização e omnichannel. Por isso, é preferível começar pequeno e disciplinado do que esperar a arquitetura perfeita.

Uma proposta de roteiro:

  • Dias 1 a 30: diagnóstico acelerado.

    • Selecionar uma jornada foco, preferencialmente de alto impacto em receita.
    • Mapear pontos de contato principais com as áreas envolvidas, usando a metáfora do mapa de metrô e o cenário do mural de post-its para facilitar o alinhamento.
    • Levantar dados disponíveis de conversão, tempo, satisfação e esforço.
    • Identificar de 5 a 10 pontos de fricção e classificá-los por impacto e esforço de correção.
  • Dias 31 a 60: pilotos de melhoria.

    • Escolher de 3 a 5 iniciativas enxutas, como melhorias de comunicação, ajustes de fluxo e pequenas automações.
    • Definir hipóteses claras de impacto em Experiência e métricas de sucesso.
    • Colocar pilotos no ar para subconjuntos de clientes sempre que possível.
    • Coletar feedback qualitativo por meio de pesquisas rápidas e interações da equipe de atendimento.
  • Dias 61 a 90: consolidação e escala.

    • Avaliar resultados dos pilotos, comparando antes e depois em Experiência, Satisfação e indicadores de negócio.
    • Padronizar o que funcionou bem, documentando fluxos, mensagens e responsabilidades.
    • Apresentar um relatório executivo conectando Experiência a resultados financeiros concretos.
    • Propor um roadmap semestral de evolução da Jornada do Cliente, incluindo investimentos em dados, IA e capacitação de times.

Ao final de 90 dias, você não terá resolvido toda a jornada, mas terá criado capacidade interna de aprender continuamente com clientes e tocar um ciclo permanente de melhoria de Experiência.

Ao olhar para 2025, fica claro que diferenciação competitiva migrará cada vez mais para a forma como empresas tratam pessoas ao longo da jornada completa. A combinação de dados, IA, empatia humana e rituais de governança transforma Experiência em alavanca previsível de crescimento e não apenas em discurso de marketing.

Seus próximos passos são objetivos: escolher uma jornada foco, mapear como um mapa de metrô, priorizar poucos momentos da verdade, medir o que importa e rodar ciclos rápidos de teste e aprendizado. As empresas que fizerem isso com disciplina vão capitalizar o movimento global em direção a experiências mais relevantes, simples e memoráveis.

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Foto de Dionatha Rodrigues

Dionatha Rodrigues

Dionatha é bacharel em Sistemas de Informação e especialista em Martech, com mais de 17 anos de experiência na integração de Marketing e Tecnologia para impulsionar negócios, equipes e profissionais a compreenderem e otimizarem as operações de marketing digital e tecnologia. Sua expertise técnica abrange áreas-chave como SEO técnico, Analytics, CRM, Chatbots, CRO (Conversion Rate Optimization) e automação de processos.

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