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Gestão de Identidades e Acessos em 2025: IA, Métricas e Governança na Prática

A Gestão de Identidades e Acessos deixou de ser um tema apenas de TI para se tornar um pilar de Compliance, especialmente em um cenário dominado por cloud, trabalho híbrido, IA generativa e cadeias de fornecedores cada vez mais complexas. Em 2025, identidade é o novo perímetro e a forma como sua empresa controla quem acessa o quê define o risco operacional, regulatório e de reputação.

Ao mesmo tempo, as expectativas de usuários internos, clientes e parceiros aumentaram. Ninguém aceita experiências de login lentas ou friccionadas, mas as áreas de Riscos e Jurídico exigem rastreabilidade total, alinhada à LGPD e a padrões globais.

Este artigo mostra, de forma prática, como estruturar uma estratégia de Gestão de Identidades e Acessos orientada por Inteligência Artificial, métricas, dados e insights, incorporando criptografia, auditoria e governança sem travar o negócio.

Por que a Gestão de Identidades e Acessos virou eixo da conformidade

Nos próximos anos, a maioria dos incidentes de segurança continuará ligada ao uso indevido de credenciais, acessos excessivos ou contas órfãs. É por isso que previsões recentes sobre gerenciamento de identidade e acesso apontam identidade como o principal vetor de risco e de controle de Compliance.

Publicações como a análise de tendências da TI Inside sobre gerenciamento de identidade e acesso em 2025 destacam o crescimento explosivo de identidades B2B e de máquinas, superando em até três vezes o volume de identidades internas de colaboradores. Isso amplia drasticamente a superfície de ataque e torna insustentável qualquer gestão manual de acessos.

Relatórios de mercado apresentados por veículos como o IT Show mostram que soluções de IAM e IDaaS crescem a taxas anuais próximas de 18%, impulsionadas pela migração para cloud, IoT e pela necessidade de comprovar aderência à LGPD e ao GDPR. Em ambientes críticos, como governos e infraestrutura essencial, a pressão regulatória é ainda maior.

Para Compliance, o recado é claro: sem Gestão de Identidades e Acessos consistente, é praticamente impossível demonstrar princípios como necessidade, minimização de dados e responsabilização. Isso vale tanto para acessos lógicos quanto para acessos físicos em ambientes de alta criticidade.

Um bom teste de maturidade é simples: a empresa consegue responder, em minutos, às perguntas “quem tem acesso a quê?”, “por que tem esse acesso?” e “quem aprovou”? Se a resposta depende de planilhas, e-mails e buscas manuais, a gestão ainda está em nível inicial.

Fundamentos modernos de Gestão de Identidades e Acessos

Os fundamentos de IAM já não se limitam a autenticação, autorização e revogação. Em 2025, falar em Gestão de Identidades e Acessos significa orquestrar um ecossistema que envolve IAM, IGA (Identity Governance and Administration), PAM (Privileged Access Management) e UEM (Unified Endpoint Management), muitas vezes oferecidos em modelo IDaaS.

Visões sobre o futuro da gestão de acesso à identidade, como as publicadas pela Veriff, reforçam a adoção de Zero Trust: “nunca confie, sempre verifique”, para qualquer usuário, dispositivo ou API. Em architectures Zero Trust, toda requisição de acesso é avaliada em tempo real com base em contexto, risco e comportamento.

Outro fundamento emergente é a identidade descentralizada, apoiada em blockchain, que devolve ao usuário maior controle sobre seus atributos e consentimentos. Embora ainda em amadurecimento, esse modelo aparece com força em setores como serviços financeiros e governo digital.

Na prática, a arquitetura moderna de IAM pode ser visualizada como um grande painel de controle de identidade, que consolida contas, grupos, permissões, dispositivos e aplicações em um único ponto. Esse painel se conecta a diretórios corporativos, provedores de identidade, ferramentas de MFA, soluções de SSO e plataformas de auditoria.

Imagine uma central de monitoramento 24×7 acompanhando alertas de acesso em tempo real, combinando dados de sistemas físicos (catracas, sensores, câmeras) e lógicos (VPN, SaaS, ERP, CRM). Esse cenário, já descrito em artigos sobre controle de acesso e smart buildings, mostra como IAM e segurança física convergem para atender exigências de Compliance e eficiência operacional.

Inteligência Artificial na Gestão de Identidades e Acessos: do RBAC ao acesso JIT

A utilização de Inteligência Artificial na Gestão de Identidades e Acessos está mudando a forma como empresas classificam riscos, concedem privilégios e detectam abusos. Conteúdos recentes de especialistas brasileiros, como o blog da Altcom sobre gestão de identidade com foco em 2025, destacam o uso de IA para automação de concessão e revisão de acessos.

Ferramentas modernas analisam padrões de uso em tempo real, cruzando horários, localização, dispositivo, tipo de recurso e histórico de alertas. A partir disso, conseguem atribuir uma pontuação de risco a cada solicitação de acesso e decidir, automaticamente, se aceitam, bloqueiam ou solicitam um fator adicional de autenticação.

Outra mudança importante é a migração de modelos puramente baseados em funções (RBAC) para modelos orientados a atributos (ABAC), tendência enfatizada por análises de IAM da Scalefusion. Em vez de uma função estática, o acesso passa a depender de atributos dinâmicos, como projeto, cliente, filial, nível de risco ou classificação de dados.

O acesso Just-in-Time (JIT) também ganha espaço. Em vez de manter privilégios elevados de forma permanente, a IA concede o acesso privilegiado apenas pelo período necessário, com registro detalhado de sessão e revogação automática ao final.

No lado da experiência do usuário, empresas como a Facephi apontam o uso combinado de biometria, IA e edge computing para criar experiências de autenticação altamente personalizadas e seguras. Isso vale tanto para clientes finais quanto para colaboradores utilizando aplicativos móveis de missão crítica.

Para a área de Compliance, IA é uma aliada para lidar com o aumento de volume e complexidade. Ela reduz o esforço de revisões periódicas de acesso, prioriza casos de maior risco e produz relatórios com insights acionáveis, em vez de listas intermináveis de exceções.

Métricas, dados e insights para comprovar valor da sua estratégia de IAM

Sem métricas, dados e insights claros, a discussão sobre Gestão de Identidades e Acessos dificilmente sai do campo técnico. Em 2025, o desafio é mostrar como IAM reduz risco mensurável, melhora a experiência do usuário e gera ganhos operacionais.

Podemos organizar as métricas em três camadas principais:

  1. Eficiência operacional

    • Tempo médio para provisionar uma nova conta em sistema crítico.
    • Tempo para desprovisionar contas de desligados.
    • Volume mensal de chamados de reset de senha.
    • Percentual de acessos concedidos automaticamente, sem intervenção humana.
  2. Risco e Compliance

    • Percentual de contas com MFA habilitado.
    • Número de acessos privilegiados permanentes versus temporários (JIT).
    • Quantidade de violações a regras de segregação de funções (SoD).
    • Tempo para responder a pedidos de titulares (acesso, correção, exclusão) ligados à LGPD.
  3. Experiência do usuário e negócio

    • Tempo médio de login em aplicações-chave.
    • Taxa de abandono em fluxos de autenticação de clientes.
    • Satisfação de usuários com SSO e MFA, medida por pesquisas rápidas.

Estudos sobre controle de acesso físico e smart buildings, como os divulgados pela ISC Brasil, mostram ainda como soluções inteligentes de acesso podem elevar em até 8% os valores de aluguel e gerar um prêmio de valor de 24% em imóveis corporativos. Métricas como ocupação, fluxo horário e uso de credenciais móveis conectadas ao IAM oferecem insights valiosos para decisões de negócios.

Já relatórios de mercado e guias de IGA apresentados por empresas como a Pathlock, baseados em análises da Gartner, propõem benchmarks de governança de identidades que podem ser usados como referência interna. Comparar seus números a esses referenciais ajuda a definir metas realistas de evolução.

O ponto-chave é transformar o painel de controle de identidade em um verdadeiro cockpit de dados e insights. Em vez de apenas listar contas e permissões, o painel precisa mostrar tendências, anomalias, riscos críticos e oportunidades de automação que sustentem decisões de Compliance e de investimento.

Criptografia, auditoria e governança: o tripé que sustenta o IAM

Não existe Gestão de Identidades e Acessos robusta sem um tripé sólido de criptografia, auditoria e governança. Grandes fornecedores globais de segurança, como a RSA Security, têm alertado para o aumento de ataques automatizados que exploram fragilidades em senhas e em implementações deficientes de MFA.

No componente de criptografia, é fundamental garantir:

  • Proteção forte de senhas e segredos, preferencialmente com algoritmos alinhados a recomendações internacionais.
  • Criptografia de dados sensíveis em repouso e em trânsito, principalmente em ambientes multi-cloud.
  • Planejamento para o cenário pós-quântico, acompanhando padrões emergentes e recomendações de órgãos de referência.

Em auditoria, a prioridade é registrar de forma íntegra e rastreável quem acessou o quê, quando, de onde e com qual resultado. Isso vale para acessos de usuários finais, administradores, APIs e serviços de máquina a máquina. Relatórios recentes sobre tendências de IAM ressaltam que, sem trilhas de auditoria consolidadas, a investigação de incidentes se torna lenta, cara e frequentemente inconclusiva.

A governança de identidades, por sua vez, envolve processos, comitês e políticas claras. Guias de IGA como os divulgados por parceiros da Gartner reforçam a necessidade de separar papéis de quem solicita, aprova e executa acessos, garantindo segregação de funções em processos críticos, como finanças, folha de pagamento e compras.

Do ponto de vista de Compliance, uma boa prática é classificar sistemas e dados em níveis de criticidade e sensibilidade. Para cada nível, definir exigências mínimas de criptografia, auditoria e governança. Sistemas de dados pessoais sensíveis, por exemplo, devem exigir MFA, logging detalhado, revisões periódicas de acesso e participação ativa de Risco e Jurídico nas decisões de exceção.

Como implementar IAM alinhado à LGPD e à estratégia de negócios

Implementar ou modernizar a Gestão de Identidades e Acessos sem paralisar o negócio exige equilíbrio entre ambição e pragmatismo. É aqui que muitas empresas se beneficiam de boas práticas compartilhadas em análises de mercado e em estudos de caso publicados por fornecedores de IAM e consultorias especializadas.

Um caminho prático começa pela descoberta:

  1. Mapeie identidades, sistemas e dados
    Catalogue todas as fontes de identidade (RH, diretórios, parceiros, clientes), sistemas críticos (ERP, CRM, core bancário, SaaS), e os tipos de dados pessoais processados. Registre onde estão dados sensíveis conforme a LGPD.

  2. Classifique riscos e priorize escopo
    Associe cada sistema a riscos de negócio, impacto regulatório e probabilidade de abuso de acesso. Use essa priorização para definir onde IAM e IGA serão implantados primeiro.

  3. Conecte IAM aos processos de negócio
    Em vez de tratar IAM como um projeto isolado de TI, integre-o a processos como admissão, movimentação e desligamento de colaboradores, onboarding de parceiros e cadastro de clientes.

  4. Adote Zero Trust e passwordless progressivamente
    Estabeleça MFA como padrão para acessos remotos e aplicações sensíveis. Em seguida, avance para experiências passwordless com passkeys e biometria, seguindo tendências apontadas por empresas como RSA e pelos principais fabricantes de sistemas operacionais.

  5. Garanta alinhamento contínuo com Compliance
    Envolva DPO, Jurídico, Riscos e Auditoria Interna na definição de políticas de acesso, exceções, ciclos de revisão e planos de resposta a incidentes.

Relatórios sobre tendências de UEM, como os publicados por empresas de gestão de endpoints em nuvem, mostram como a integração entre UEM e IAM facilita o controle de dispositivos, especialmente em ambientes híbridos. Isso é essencial para garantir que apenas dispositivos confiáveis acessem dados sensíveis.

No Brasil, conteúdos especializados de segurança, publicados por portais como Altcom e IT Show, reforçam ainda a importância de escolher fornecedores de IAM que suportem requisitos locais, como integrações com eSocial, certificados ICP-Brasil e práticas consolidadas de LGPD.

Roteiro de 90 dias para evoluir sua Gestão de Identidades e Acessos

Para transformar conceitos em ação, um roteiro de 90 dias ajuda a criar tração sem perder o foco em Compliance. Abaixo, um exemplo que pode ser adaptado ao porte e maturidade da sua organização.

Dias 0 a 30: diagnóstico e controles essenciais

  • Consolidar inventário de identidades, sistemas críticos e dados sensíveis.
  • Avaliar o estado atual de autenticação, MFA, SSO, logs e trilhas de auditoria.
  • Definir indicadores mínimos para Eficiência, Risco/Compliance e Experiência de usuário.
  • Implantar MFA imediato para acessos remotos e contas administrativas mais críticas.
  • Definir o desenho macro do painel de controle de identidade, inclusive quais fontes de dados serão integradas.

Resultado esperado: visão clara de riscos prioritários, primeiros controles fortalecidos e métricas básicas de linha de base.

Dias 31 a 60: orquestração e automação

  • Conectar o IAM a fontes oficiais de identidade, como o sistema de RH.
  • Implantar fluxos básicos de provisionamento e desprovisionamento automáticos para sistemas críticos.
  • Configurar revisões periódicas de acesso para processos sensíveis, com participação de gestores de negócio.
  • Integrar logs de IAM a um SIEM ou ferramenta de monitoramento, aproximando o cenário de uma central de monitoramento 24×7.
  • Pilotar um modelo de acesso JIT para pelo menos um grupo de administradores ou fornecedores.

Resultado esperado: menos dependência de processos manuais, rastreabilidade melhorada e primeiros ganhos de eficiência operacional.

Dias 61 a 90: inteligência, experiência e Compliance avançado

  • Iniciar uso de recursos de IA para detecção de anomalias de acesso em sistemas prioritários.
  • Implementar experiências passwordless em um grupo piloto, com apoio de Educação Corporativa.
  • Calibrar regras de risco baseadas em atributos (ABAC) para aplicações de maior criticidade.
  • Revisar políticas de acesso à luz da LGPD, documentando bases legais, minimização de dados e critérios de retenção.
  • Apresentar a executivos e ao comitê de Compliance um painel consolidado de métricas e roadmaps de evolução.

Resultado esperado: Gestão de Identidades e Acessos operando como alavanca de Compliance e de eficiência, com um plano claro para próximos trimestres.

Ao final desses 90 dias, a organização deve ter uma visão estruturada de onde está, para onde vai e quais investimentos geram mais retorno. A partir daí, ciclos trimestrais de revisão de métricas, políticas e tecnologias mantêm a estratégia viva, acompanhando tanto as mudanças regulatórias quanto a rápida evolução da Inteligência Artificial aplicada à segurança.

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Dionatha Rodrigues

Dionatha é bacharel em Sistemas de Informação e especialista em Martech, com mais de 17 anos de experiência na integração de Marketing e Tecnologia para impulsionar negócios, equipes e profissionais a compreenderem e otimizarem as operações de marketing digital e tecnologia. Sua expertise técnica abrange áreas-chave como SEO técnico, Analytics, CRM, Chatbots, CRO (Conversion Rate Optimization) e automação de processos.

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