Tudo sobre

Outros canais de Marketing para elevar a experiência do cliente

Outros canais de Marketing para elevar a experiência do cliente

Os grandes orçamentos ainda se concentram em mídia paga, redes sociais tradicionais e e-mail. Só que o cliente já não enxerga mais esses pontos de contato separados: ele vive jornadas fluídas, que começam em um vídeo curto, passam por um podcast, seguem para o WhatsApp e terminam em uma experiência presencial. Se a sua marca ignora esses outros canais de marketing, perde relevância justamente nos momentos em que o consumidor está mais receptivo.

Este artigo mostra como sair do piloto automático e estruturar um portfólio de canais alternativos conectado à experiência do cliente. Você vai entender quais canais priorizar, como integrá-los em uma estratégia Omnichannel, quais métricas acompanhar e como testar sem desperdiçar orçamento. A ideia é que você saia com um plano prático para diversificar canais, reduzir dependência dos mesmos players e, principalmente, aumentar retenção e LTV.

Por que olhar para outros canais de Marketing agora

A realidade é simples: a concorrência disputa os mesmos espaços de sempre, o custo por clique cresce e a atenção cai. Ao mesmo tempo, estudos de tendências de marketing digital em 2025 mostram consumidores buscando experiências mais imersivas, úteis e contextualizadas. Ou seja, não basta alcançar pessoas; é preciso estar presente nos momentos e formatos certos.

Outro ponto crítico é a concentração de risco. Muitas empresas dependem de 1 ou 2 canais para a maior parte da receita. Uma mudança de algoritmo, custo de mídia ou política de privacidade pode desestabilizar resultados em poucos meses. Canais complementares funcionam como um seguro de crescimento e permitem testar abordagens mais criativas e de relacionamento.

Antes de escolher qualquer alternativa, faça um check-up rápido da sua estratégia atual:

  • Quanto da receita hoje vem dos 2 principais canais de aquisição.
  • Qual é o CAC e o LTV médio por canal, considerando todo o ciclo.
  • Em quais pontos da jornada o cliente abandona mais e quais canais estão presentes ali.

Se a resposta mostrar dependência alta, pouco relacionamento pós-venda e baixa diversidade de formatos, é sinal de que está na hora de investir em outros canais de marketing focados em experiência, e não apenas em performance.

Outros canais de Marketing que fortalecem relacionamento e retenção

Diversificar não significa espalhar esforços em todos os lugares. Significa escolher outros canais de marketing que aprofundam relacionamento, aumentam tempo de atenção e geram prova social. Estudos de canais de marketing digital a serem enfocados em 2025 e de tipos de marketing para promover sua marca ajudam a enxergar quais formatos estão ganhando tração.

Alguns canais alternativos particularmente relevantes para experiência:

  • WhatsApp e superapps
    Objetivo: atendimento rápido, suporte e ofertas personalizadas.
    Métrica foco: tempo de resposta, taxa de resolução no primeiro contato, taxa de recompra.
    Primeira ação: implementar um fluxo de pós-compra automatizado no WhatsApp Business com mensagens segmentadas por categoria de produto.

  • Podcasts
    Objetivo: aprofundar autoridade e relacionamento em contextos de alta atenção.
    Métrica foco: tempo médio de escuta, retenção por episódio, tráfego gerado por calls to action.
    Primeira ação: lançar uma minissérie temática de 6 episódios e medir impacto em leads qualificados, usando links rastreáveis em cada episódio.

  • Push e in-app messages
    Objetivo: reengajar usuários inativos e estimular upsell no momento exato.
    Métrica foco: taxa de opt-in, clique, conversão por campanha.
    Primeira ação: configurar campanhas de reativação segmentadas em plataformas como a Braze.

  • Eventos e experiências presenciais ou híbridas
    Objetivo: gerar conexão emocional e leads altamente qualificados.
    Métrica foco: taxa de comparecimento, leads gerados, negócios influenciados.
    Primeira ação: realizar um workshop exclusivo para clientes com transmissão online, integrando inscrições ao CRM.

O ponto em comum entre esses canais é que eles criam interações mais profundas e memoráveis, o que favorece retenção e recomendação orgânica.

Arquitetando uma estratégia Omnichannel centrada em experiência

Trabalhar Omnichannel não é apenas estar presente em muitos lugares. É garantir que cada interação em WhatsApp, e-mail, app, loja física ou evento compartilhe o mesmo contexto de cliente. Isso exige uma visão integrada de dados e uma orquestração clara de mensagens, ofertas e atendimento.

Pense na sua operação como um verdadeiro painel de controle de voo. Cada canal é um instrumento que mostra sinais diferentes sobre o cliente, mas você precisa enxergar o conjunto para tomar decisões seguras. Essa visão se materializa em uma sala de controle de marketing monitorando em tempo real múltiplos canais, com dashboards de jornada, alertas de SLA e indicadores de satisfação.

Um fluxo prático para desenhar essa arquitetura:

  1. Mapeie jornadas críticas
    Use jornadas de aquisição, onboarding e fidelização como base, e liste em quais pontos cada canal atual aparece.

  2. Defina o papel de cada canal
    Exemplo: TikTok para descoberta, podcast para aprofundar, WhatsApp para conversão, e eventos para fidelização.

  3. Unifique dados de contato e comportamento
    Consolide tudo em um CRM ou CDP, integrando plataformas como DataSaga, ferramentas de automação e o e-commerce.

  4. Crie regras de orquestração
    Exemplo: se o cliente clica em um e-mail de oferta mas não finaliza a compra, dispara-se um lembrete via WhatsApp em até 2 horas.

  5. Monitore métricas de experiência
    Baseie-se em fontes como as tendências em experiência do cliente para acompanhar NPS, CSAT, tempo de resposta e esforço do cliente.

A partir dessa arquitetura, fica mais fácil saber quais canais alternativos fortalecer, quais desligar e como garantir consistência na experiência.

Como priorizar outros canais de Marketing usando métricas, dados e insights

Com tantos formatos emergindo, a pergunta deixa de ser onde é moda estar e passa a ser onde faz sentido investir. A resposta está em organizar métricas, dados, insights em um modelo simples de priorização, que considere impacto potencial, esforço de implementação e aderência ao seu público.

Comece criando uma matriz para cada canal candidato:

  • Impacto esperado
    Avalie possível ganho em receita, retenção ou satisfação. Exemplo: e-mail ainda apresenta retorno médio alto por real investido em estudos de ROI de canais de marketing digital.

  • Esforço de implementação
    Considere complexidade técnica, conteúdo necessário, tempo até o primeiro resultado.

  • Sinergia com a base atual
    Pergunte-se se seu público já consome aquele formato, usando benchmarks de tendências de marketing para 2025.

Você pode atribuir notas de 1 a 5 para cada critério e calcular um score simples:

  • Score de canal = (Impacto x 2) + Sinergia – Esforço

Canais com maior score entram no plano de teste prioritário. Para cada um, defina:

  • Hipótese clara, por exemplo: 'podcast quinzenal aumenta em 20% o volume de leads qualificados'.
  • Métricas principais: conversão, ROI incremental, custo por lead.
  • Janela de avaliação mínima: 2 ou 3 ciclos completos de campanha.

Esse processo evita decisões baseadas em modismos e favorece escolhas ancoradas em dados, o que aumenta a chance de alocar orçamento em canais alternativos realmente eficientes.

O papel de UGC, comunidade e indicação em canais alternativos

Um dos aprendizados mais consistentes em estudos recentes sobre canais de marketing digital e tendências de marketing é que a voz do cliente convence mais do que qualquer anúncio. Canais baseados em user generated content, comunidades e indicação funcionam como multiplicadores de alcance e confiança.

Três frentes práticas que podem ser ativadas rapidamente:

  • Programas de indicação estruturados
    Crie um benefício claro para quem indica e para quem é indicado. Exemplo: desconto progressivo ou upgrade de plano. Use códigos únicos e landing pages para rastrear com precisão.

  • Campanhas de UGC em redes sociais e eventos
    Lance desafios com hashtags específicas, peça relatos de uso do produto ou bastidores da jornada. Estudos citados por players como a Shopify mostram que concursos simples geram grande volume de conteúdo espontâneo.

  • Comunidades proprietárias
    Utilize grupos em WhatsApp, Discord ou comunidades em plataforma própria para trocar experiências, antecipar lançamentos e colher feedbacks rápidos.

Para gerir esses canais de forma consistente:

  1. Defina guidelines claros de participação e moderação.
  2. Crie rituais de engajamento, como encontros mensais ou quadros fixos de conteúdo.
  3. Meça indicadores como volume de menções, tráfego de indicação, taxa de conversão e número de clientes ativos vindos de UGC.

Ao tratar UGC e comunidade como canais estratégicos, você transforma clientes em coprodutores da experiência e reduz a dependência de mídia paga.

Fluxo prático para testar, otimizar e escalar novos canais

Uma vez escolhidos os canais alternativos prioritários, o desafio é testar rápido sem perder controle financeiro. Um bom caminho é trabalhar com ciclos trimestrais de experimentação, com metas e limites de investimento bem definidos.

Um fluxo enxuto pode seguir estes passos:

  1. Planejamento de 2 semanas
    Detalhe hipóteses, público, ofertas e mensagens por canal. Defina orçamento máximo e critérios de sucesso.

  2. Execução de 6 a 8 semanas
    Rode campanhas pequenas, com 10 a 20 por cento do budget de mídia, enquanto acompanha resultados em ferramentas como Google Analytics 4, CRM e plataforma de automação.

  3. Análise e decisão nas últimas 2 semanas
    Compare canais usando métricas padronizadas: CAC, LTV, payback, taxa de recompra, NPS. Corte o que não funcionou, otimize o que mostrou sinal positivo.

Para garantir otimização, eficiência, melhorias contínuas:

  • Padronize um dashboard com visão consolidada de testes.
  • Documente aprendizados por canal: criativos, formatos, argumentos que geraram melhor resposta.
  • Crie playbooks para replicar campanhas vencedoras em regiões, segmentos ou produtos diferentes.

Esse modelo protege o caixa, cria cultura de experimentação e facilita justificar, com números, a continuidade ou não de um canal alternativo dentro da estratégia Omnichannel.

Equilibrando automação, privacidade e atendimento humano

À medida que novos canais entram na estratégia, é tentador automatizar tudo. Relatórios de experiência do cliente e de iniciativas de CX data driven mostram que chatbots e fluxos automatizados ajudam a escalar atendimento, mas o cliente ainda prefere falar com pessoas em situações mais complexas.

Uma boa prática é definir um desenho claro de triagem:

  • Bots resolvem dúvidas simples, rastreios e questões transacionais.
  • Canais humanos entram em temas de negociação, reclamações sensíveis e oportunidades de up ou cross-sell.
  • Sempre exista a opção visível de falar com um atendente.

Em paralelo, o avanço de canais baseados em dados exige atenção à privacidade. O uso de informações para personalização em push, e-mail e WhatsApp precisa respeitar consentimento explícito e transparência, em linha com a LGPD. Isso vale tanto para canais próprios quanto para experiências mediadas por plataformas de terceiros.

Um check-list rápido para cada novo canal:

  1. Existe base legal e registro de consentimento para a comunicação.
  2. O cliente entende por que está recebendo aquela mensagem e como alterar preferências.
  3. Há logs de atendimento e interações para auditoria e melhoria contínua.

Ao equilibrar automação com sensibilidade humana e governança de dados, você evita fricções desnecessárias e constrói confiança, ingrediente essencial para que outros canais de marketing entreguem todo o seu potencial.

Adotar novos canais não é um projeto pontual, e sim uma disciplina contínua. Quando você enxerga a estratégia de canais como um portfólio vivo, guiado por dados e centrado na experiência, passa a decidir com clareza onde entrar, quanto investir e o que descontinuar.

O caminho prático começa pelo diagnóstico da dependência atual, passa pela escolha criteriosa de alguns canais alternativos e segue com orquestração Omnichannel, experimentação estruturada e atenção à privacidade. Mais do que multiplicar pontos de contato, o objetivo é ampliar momentos de valor real para o cliente.

A partir daqui, escolha dois canais para testar no próximo trimestre e desenhe seu primeiro fluxo de experimentos. Com disciplina de métricas e foco em jornada, outros canais de marketing deixam de ser apostas arriscadas e se tornam alavancas consistentes de crescimento e fidelização.

Compartilhe:
Foto de Dionatha Rodrigues

Dionatha Rodrigues

Dionatha é bacharel em Sistemas de Informação e especialista em Martech, com mais de 17 anos de experiência na integração de Marketing e Tecnologia para impulsionar negócios, equipes e profissionais a compreenderem e otimizarem as operações de marketing digital e tecnologia. Sua expertise técnica abrange áreas-chave como SEO técnico, Analytics, CRM, Chatbots, CRO (Conversion Rate Optimization) e automação de processos.

Sumário

Receba o melhor conteúdo sobre Marketing e Tecnologia

comunidade gratuita

Cadastre-se para o participar da primeira comunidade sobre Martech do brasil!