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Métricas de Usabilidade em 2025: dados, decisões e impacto no produto

Pense nas métricas de usabilidade como o painel de controle de um avião.
Sem elas, você até consegue levantar voo, mas não sabe se está na rota certa, se está consumindo combustível demais ou se seus passageiros estão confortáveis.

No digital, os usuários são ainda menos pacientes que passageiros reais.
Levantamentos da comScore sobre engajamento digital mostram usuários passando mais de cem horas por mês em apps móveis, o que torna a competição por atenção brutal.
Ao mesmo tempo, relatórios de plataformas como Maze, com estatísticas de UX para 2025 indicam que a maioria dos sites ainda é pouco acessível, afastando milhões de pessoas.

Nesse cenário, times de produto e marketing que tratam usabilidade apenas como sensação perdem terreno para quem trabalha com dados.
Imagine uma equipe de produto reunida em uma sala de war room, acompanhando dashboards em tempo real e tomando decisões rápidas a partir de números claros.
Este texto mostra como chegar lá, transformando métricas de usabilidade em decisões concretas para o seu próximo roadmap.

O que são métricas de usabilidade e onde elas entram em Análise & Métricas

Métricas de usabilidade são indicadores que mostram o quão fácil, eficiente e agradável é usar seu produto digital.
Elas nascem da interseção entre experiência do usuário e Análise & Métricas de negócio, conectando o comportamento real das pessoas ao desempenho do funil.

Seguindo a norma ISO 9241-11, qualquer avaliação de usabilidade passa por três perguntas básicas: as pessoas conseguem completar suas tarefas, em quanto tempo e com qual nível de satisfação.
Recursos como a lista de métricas de testes de usabilidade da Dovetail traduzem essas perguntas em números acompanháveis no dia a dia.

É importante diferenciar métricas de usabilidade de KPIs puramente de negócio.
Conversão, receita e ROI são resultados.
Taxa de sucesso na tarefa, taxa de erro e percepção de facilidade de uso são sinais de qualidade da jornada que explicam esses resultados.
Guias como o da Qualaroo sobre métricas e KPIs de UX mostram como combinar as duas camadas.

Para evitar paralisia por análise, trabalhe com três níveis.
No núcleo, escolha até três métricas de usabilidade críticas, como taxa de sucesso em tarefas chave, tempo médio para conclusão e um índice de satisfação.
Numa segunda camada, mantenha entre cinco e sete métricas de diagnóstico que ajudam a explicar quedas nos resultados.
Em uma terceira camada, adicione métricas táticas usadas apenas em experimentos específicos, como um novo fluxo de cadastro.

Um bom teste é perguntar: 'Se esta métrica piorar 20% neste mês, eu sei exatamente o que revisar no produto?'
Se a resposta for não, provavelmente não vale ocupar espaço no seu painel.

Frameworks práticos para Métricas de Usabilidade: HEART, SUS e UX-Lite

Frameworks organizam o caos e evitam que seu time colete dados desconectados.
O mais popular hoje é o HEART, que aparece em materiais como o artigo da tldv sobre medir a experiência do usuário.
O acrônimo resume cinco dimensões: Happiness, Engagement, Adoption, Retention e Task Success.

Na prática, você escolhe de um a três objetivos de produto, como reduzir frustração no onboarding ou aumentar retenção no app em três meses.
Para cada um, define de um a dois sinais de comportamento e escolhe até duas métricas de usabilidade.
Por exemplo, para onboarding fluido: tempo para concluir o cadastro, taxa de erro por etapa e nota de satisfação pós-tarefa.

Ferramentas mais recentes, como o framework da Parallel HQ para métricas de UX em contexto de IA, sugerem complementar o HEART com indicadores como True Positive Rate para recursos inteligentes.
A lógica continua a mesma: alinhar cada número a um objetivo de produto claramente formulado.

Já o SUS (System Usability Scale) é um questionário padronizado com dez afirmações que o usuário responde ao final de um teste ou uso real do sistema.
Conforme explicado por soluções como a Qualaroo, essa escala gera uma nota de 0 a 100 que permite comparar versões de um produto ao longo do tempo.

Quando o time precisa de algo mais leve, o UX-Lite reduz a avaliação a poucas perguntas, como mostra o artigo da UX Collective Brasil sobre UX-Lite para medir usabilidade e utilidade.
Em cenários de sprint apertado, duas perguntas bem formuladas sobre facilidade e utilidade já oferecem um pulso confiável da experiência.

Operacionalmente, você pode seguir este fluxo em cada grande iniciativa de produto:

  1. Definir um objetivo de UX alinhado ao resultado de negócio.
  2. Escolher um framework principal (HEART + SUS ou HEART + UX-Lite).
  3. Selecionar de três a cinco métricas de usabilidade.
  4. Planejar quando medir: antes, durante e depois da mudança.
  5. Fechar o ciclo com decisões explícitas baseadas nos resultados.

Métricas de usabilidade essenciais para produtos digitais em 2025

Em 2025, não falta lista de métricas, mas sim foco.
A partir de referências como o artigo da Criação.cc sobre principais métricas de sites, os guias de UX metrics que realmente importam da Search Atlas e os estudos de comportamento digital no Brasil da comScore, podemos priorizar um conjunto enxuto para a maioria dos produtos.

Abaixo, um conjunto de métricas de usabilidade com decisões claras associadas:

  1. Task Success Rate (TSR). Percentual de usuários que concluem uma tarefa crítica, como finalizar cadastro ou concluir compra.
    Se o TSR cair abaixo de 80% em um fluxo simples, priorize imediatamente investigação de barreiras de interface ou textos.
  2. Tempo na tarefa. Mede eficiência.
    Use medianas para evitar distorções.
    Se o tempo mediano cresce após uma release, abra gravações de sessão e testes moderados para localizar pontos de atrito.
  3. Taxa de erro. Quantidade média de erros por tarefa, como campos inválidos, cliques em elementos errados ou mensagens de falha.
    Uma taxa alta com TSR estável indica esforço excessivo para o usuário.
  4. Satisfação pós-tarefa. Perguntas rápidas de 1 a 5 ou escalas como SUS e UX-Lite ajudam a capturar percepção.
    Se a nota média cair mais de 10 pontos entre versões, trate como alerta vermelho.
  5. Engajamento de uso. Métricas como DAU/MAU e sessões por usuário, discutidas em plataformas como a Maze em seu estudo de estatísticas de UX para 2025, ajudam a entender se as pessoas voltam espontaneamente.
  6. Adoção e retenção de recursos. Em frameworks HEART, métricas como percentual de usuários que usam uma funcionalidade nova na primeira semana e que a mantêm após 30 dias mostram se a solução realmente pegou.
  7. Desempenho técnico percebido. Core Web Vitals, como LCP e INP, impactam tanto SEO quanto usabilidade, como reforçam materiais da Search Atlas.
    Se seu LCP estiver acima de 2,5s em mobile, trate performance como prioridade de produto.
  8. Abandono em formulários e checkouts. Fontes como a Criação.cc destacam taxa de abandono de carrinho e formulários como um dos melhores termômetros de fricção.
    Quedas súbitas de conversão costumam estar ligadas a microdetalhes de design, mensagem de erro e etapas desnecessárias.
  9. Bounce rate em páginas chave. Ferramentas brasileiras como a LiveDune, em seus conteúdos sobre métricas de eficácia de conteúdo, mostram como bounces altos em landing pages podem sinalizar desalinhamento entre expectativa e experiência real.
  10. Indicadores de acessibilidade. Dado que estudos como o da Maze apontam para uma grande parcela de sites ainda inacessíveis, acompanhar percentual de componentes auditados, issues abertas e resolvidas por sprint é essencial para não excluir uma fatia relevante da sua base.

O ponto central é que cada métrica de usabilidade precisa estar ligada a uma reação automática.
Se a taxa de sucesso cair abaixo do alvo, você abre um ciclo de teste; se o tempo na tarefa sobe, revisa jornada e microcópias; se a acessibilidade estagna, reposiciona prioridade de backlog.

Do dado ao insight: desenhando um Dashboard de Métricas de Usabilidade

Sem um bom dashboard, métricas de usabilidade viram planilhas esquecidas.
O objetivo é criar um painel que funcione como o painel de controle de um avião: em poucos segundos, qualquer pessoa entende se o voo está estável ou em turbulência.

Comece definindo para quem é o dashboard.
Para liderança, destaque KPIs de alto nível, como Task Success Rate em fluxos críticos, conversão por dispositivo e retenção de 30 dias.
Para o time de produto e UX, aprofunde em métricas de diagnóstico: tempo por etapa, taxa de erro por campo, distribuição de notas SUS ou UX-Lite.

Ferramentas de analytics como GA4, Mixpanel e soluções SEO-UX como a Search Atlas ou plataformas locais como a LiveDune permitem construir painéis que combinam comportamento de navegação, funil e conteúdo.
Use UTM e eventos bem nomeados para garantir que cada KPI seja traqueado de forma consistente entre campanhas, páginas e apps.

Ao montar seu dashboard, pense nas seções principais:

  • Visão geral: duas ou três métricas de usabilidade que funcionam como sinais vitais do produto.
  • Jornadas críticas: performance de onboarding, busca interna, checkout, fluxo de assinatura ou outra jornada central.
  • Dispositivos e canais: segmentação por desktop, mobile web e app, apoiando-se em dados de consumo como os da comScore que evidenciam o peso dos apps móveis no Brasil.
  • Qualidade técnica: Core Web Vitals, erros de JavaScript, falhas de API e alertas de disponibilidade.
  • Voz do usuário: NPS, SUS, feedbacks abertos e principais temas discutidos em pesquisas qualitativas.

Conecte esse dashboard a rituais claros de decisão.
Por exemplo, uma reunião semanal rápida de 15 minutos para revisar variações relevantes, seguida de um alinhamento quinzenal de roadmap com base em tendências das últimas quatro semanas.
Assim, 'Dashboard,Relatórios,KPIs' deixa de ser apenas uma expressão solta e passa a representar um sistema vivo que orienta escolhas concretas de design, engenharia e conteúdo.

Processo contínuo: testes de usabilidade, relatórios e ciclos de melhoria

Métricas de usabilidade não nascem sozinhas.
Elas dependem de um processo que combina pesquisa, instrumentação e comunicação.
Plataformas de pesquisa como Dovetail, Maze ou tldv ajudam a documentar sessões e transformar observações qualitativas em dados somáveis.

Um ciclo trimestral robusto pode seguir esta estrutura:

  1. Planejar: selecionar jornadas prioritárias com base em métricas atuais e objetivos de negócio.
  2. Explorar: conduzir testes de usabilidade moderados ou não moderados com usuários reais, usando ferramentas de gravação de sessão e prototipagem.
  3. Medir: aplicar questionários SUS ou UX-Lite ao final das sessões, registrando notas e comentários em uma ferramenta central.
  4. Quantificar: traduzir achados em métricas como taxa de sucesso, tempo na tarefa e taxa de erro, comparando com benchmarks internos e externos.
  5. Priorizar: alimentar o backlog com oportunidades de melhoria, ranqueadas pelo impacto esperado em métricas de usabilidade e de negócio.
  6. Comunicar: criar relatórios visuais que conectem antes e depois das mudanças, reforçando a cultura orientada a dados.

Conteúdos como o framework de métricas de UX atualizado da Parallel HQ reforçam a importância de segmentar análises por coortes, canal e tipo de usuário.
Isso evita conclusões genéricas e ajuda a identificar, por exemplo, que a usabilidade está boa para usuários recorrentes, mas ruim para novos leads vindos de mídia paga.

Ao preparar relatórios, evite slides com dezenas de gráficos.
Em vez disso, conte uma história simples: qual problema de usabilidade foi detectado, quais métricas o evidenciam, o que foi feito, que mudança se observou e qual é o próximo experimento.
Esse storytelling orientado por dados torna mais fácil conquistar apoio de stakeholders que não vivem o produto no dia a dia.

Checklist trimestral de Métricas,Dados,Insights para o seu produto

Para transformar teoria em prática, use este checklist a cada trimestre e garanta que suas métricas de usabilidade continuem relevantes:

  • Objetivos de UX claramente definidos e alinhados ao plano de negócio.
  • Três a cinco métricas de usabilidade principais documentadas, com fórmulas e fontes de dados.
  • Framework escolhido (HEART, SUS, UX-Lite) revisado e ajustado conforme o contexto atual.
  • Dashboard atualizado com visão clara de jornada, dispositivos e qualidade técnica.
  • Benchmarks internos e externos revisados, usando referências como Criação.cc, LiveDune, comScore e Maze.
  • Calendário de testes de usabilidade planejado, com número mínimo de sessões por mês.
  • Backlog priorizado com hipóteses explícitas de impacto em métricas.
  • Ritmos de comunicação definidos: quando reportar, para quem e em qual formato.

Lembre que métricas de usabilidade não são um fim em si mesmas.
Elas existem para orientar decisões mais rápidas e menos subjetivas.
Um painel bonito, mas desconectado de ações, não traz retorno.

Se hoje você ainda não tem nada estruturado, comece pequeno.
Escolha uma jornada crítica, defina duas métricas de usabilidade principais e uma pesquisa leve de satisfação.
Construa um dashboard simples, compartilhe resultados em uma reunião recorrente e aprenda com o ciclo.
Em pouco tempo, seu time estará operando como aquela equipe na sala de war room, olhando para o painel de controle de avião e ajustando o rumo do produto com confiança baseada em dados.

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Foto de Dionatha Rodrigues

Dionatha Rodrigues

Dionatha é bacharel em Sistemas de Informação e especialista em Martech, com mais de 17 anos de experiência na integração de Marketing e Tecnologia para impulsionar negócios, equipes e profissionais a compreenderem e otimizarem as operações de marketing digital e tecnologia. Sua expertise técnica abrange áreas-chave como SEO técnico, Analytics, CRM, Chatbots, CRO (Conversion Rate Optimization) e automação de processos.

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