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Desenvolvimento em 2025: IA, Low-Code e DevSecOps na prática

O desenvolvimento de software em 2025 se parece cada vez mais com um painel de controle de avião. Há dezenas de indicadores acesos, alertando sobre velocidade, risco, custo, segurança e experiência do usuário. Para um squad de desenvolvimento em uma fintech brasileira, pressionado a modernizar seu stack até o fim de 2025, ler esse painel com clareza virou questão de sobrevivência. Este artigo mostra como organizar esse painel, priorizar tecnologia, testes, QA e automação, e transformar tendências em decisões práticas de implementação.

Pesquisas recentes sobre tendências de desenvolvimento de software para 2025 apontam uma convergência clara. IA, low-code, DevSecOps, serverless e hyperautomation deixaram de ser buzzwords e viraram alavancas competitivas. Estudos de engenharia de software e de tendências tecnológicas reforçam que a disputa não é apenas por features. A disputa está em quem consegue equilíbrio saudável entre velocidade de implementação, qualidade de código, cobertura de testes e segurança. É isso que vamos destrinchar, com foco em métricas e passos operacionais.

Panorama do desenvolvimento em 2025 no Brasil

O desenvolvimento hoje opera sob três forças simultâneas. Pressão por velocidade, exigência de segurança e escassez de talentos qualificados. Conteúdos sobre TI em 2025 mostram crescimento de serverless, DevSecOps e automação como respostas diretas a esse cenário. Ao mesmo tempo, estudos de tendências de software development evidenciam a adoção massiva de low-code e IA para reduzir esforço repetitivo.

Na prática, isso muda o que significa gerenciar desenvolvimento. Não basta controlar backlog e entregas em sprints. Líderes precisam acompanhar métricas como lead time de mudança, frequência de deploy, taxa de falhas em produção e tempo médio de recuperação. A área deixa de ser apenas de tecnologia e passa a ser infraestrutura de negócio. Cada decisão de arquitetura, testes ou implementação reflete diretamente em churn, NPS e margem.

Uma boa forma de organizar o painel de controle de desenvolvimento é separar quatro eixos. Arquitetura e infraestrutura, fluxo de código e implementação, pipeline de testes e QA, e competências do time. Para cada eixo, defina uma métrica principal e duas complementares. Por exemplo, para fluxo de código, acompanhe tempo entre PR aberto e merge, porcentagem de PR com revisão de pares e taxa de bugs encontrados após o deploy. Essa estrutura torna decisões tecnológicas mais objetivas e rastreáveis.

Desenvolvimento com IA: do código aos testes inteligentes

Ferramentas de IA já são parte do dia a dia de qualquer time moderno de desenvolvimento. Assistentes como GitHub Copilot, ChatGPT, Amazon CodeWhisperer e similares ajudam a gerar código, criar testes e revisar implementação. Relatórios sobre tendências de IA para 2025 indicam que a próxima fronteira está em integrar esses recursos diretamente ao pipeline de CI/CD.

Para código, o uso prático da IA segue um fluxo simples. O desenvolvedor escreve um esqueleto de função ou classe e usa prompts específicos para gerar implementações alternativas. Em seguida, combina sugestões, simplifica a lógica e elimina trechos desnecessários. A regra operacional é clara. Nunca aceite código de IA sem revisão crítica. Use a IA como par programador, não como substituto do raciocínio.

Nos testes, a IA gera casos e cenários que cobrem mais variações do que o desenvolvedor geralmente lembra. Ela ajuda a aumentar cobertura de testes unitários, de integração e de API com menos esforço manual. Uma prática eficiente é pedir à IA que proponha casos de borda e cenários de falha para cada endpoint. Depois, o time de QA e desenvolvimento valida, ajusta e automatiza esses casos no pipeline.

O fluxo recomendado para adoção segura de IA no desenvolvimento é em quatro etapas. Primeiro, defina políticas de uso, incluindo privacidade de código e limites de dependência. Segundo, escolha duas áreas piloto, como geração de testes e refatoração de código legado. Terceiro, acompanhamento com métricas de tempo médio de implementação, bugs por feature e cobertura de testes. Quarto, formalize boas práticas em um playbook interno, com exemplos de prompts, padrões aceitos e erros comuns a evitar.

Low-code e no-code na implementação: acelerar sem perder controle

Relatórios de tendências tecnológicas apontam que low-code e no-code estão deixando de ser ferramentas periféricas. Conteúdos da Artia sobre tendências tecnológicas e da Exploding Topics em software development trends mostram o crescimento acelerado dessa categoria. Plataformas como Power Apps, Mendix e OutSystems permitem que áreas de negócio criem fluxos e telas sem escrever código tradicional. Para o desenvolvimento corporativo, o desafio é aproveitar essa velocidade sem gerar caos de governança.

Um princípio importante é separar claramente domínios core e não core. Funções que definem vantagem competitiva, algoritmos proprietários e regras críticas de negócio devem continuar em código tradicional. Já fluxos de aprovação, dashboards internos, formulários simples e automações de backoffice são excelentes candidatos para low-code. Isso libera o time de desenvolvimento para focar na parte mais complexa de tecnologia e arquitetura.

Para manter controle, estabeleça um modelo de governança de três camadas. Cidadãos desenvolvedores criam soluções em low-code com autonomia limitada. Um time de desenvolvimento supervisiona padrões, integrações e segurança. E a arquitetura define conectores oficiais, APIs expostas e limites de dados. Toda aplicação low-code que cruza fronteiras de sistemas críticos deve passar por esteira de QA, validação de segurança e revisão de cobertura de testes.

Métricas práticas ajudam a medir se low-code está apoiando ou prejudicando o desenvolvimento. Meça percentual de demandas de negócio atendidas via plataformas low-code, tempo médio de entrega dessas demandas e volume de incidentes gerados por essas soluções. Se a taxa de incidentes crescer, é sinal de que o equilíbrio entre agilidade e qualidade foi rompido e o modelo precisa ser ajustado.

DevSecOps, QA e testes contínuos como alavancas de qualidade

Estudos recentes mostram que times maduros de desenvolvimento que adotam DevSecOps reduzem significativamente incidentes de segurança. Análises sobre TI em 2025 destacam que equipes com segurança integrada ao ciclo de vida do software têm queda relevante em vulnerabilidades em produção. Para isso, o papel de QA e de testes contínuos deixa de ser um filtro de última etapa e passa a ser parte do design do produto.

Um pipeline moderno de desenvolvimento precisa contemplar diferentes camadas de testes. Testes unitários para funções críticas, testes de integração entre serviços, testes de contrato de APIs, testes end-to-end e testes de segurança automatizados. Ferramentas de SAST e DAST devem rodar junto com a pipeline de CI/CD. Idealmente, nenhum merge em branch principal acontece se a cobertura mínima de testes e os checks de segurança não forem atendidos.

A área de QA ganha protagonismo ao atuar como designer de estratégia de testes, em vez de apenas executora. Profissionais de QA e QA Automation definem quais cenários precisam de automação, quais continuam manuais e como garantir cobertura adequada. Eles trabalham em parceria com desenvolvimento para criar suites de regressão que rodam a cada deploy e suites mais leves para validação rápida em PR.

Para colocar DevSecOps em prática, comece definindo uma política mínima por tipo de serviço. Por exemplo, todo microserviço deve ter ao menos 80 por cento de cobertura de testes unitários, pipelines com análise estática, varredura de dependências vulneráveis e testes básicos de performance. Em seguida, incorpore reviews de segurança nas cerimônias ágeis, incluindo checklists específicos para validação de dados, autenticação e autorização. Desenvolvimento, testes e segurança passam a compartilhar responsabilidade objetiva pelos indicadores.

Arquiteturas cloud, serverless e microservices no dia a dia do desenvolvimento

Tendências globais de desenvolvimento apontam um movimento consistente em direção a arquiteturas cloud native. Estudos de engenharia de software e análises de mercado mostram o avanço de serverless, containers e microservices. No Brasil, isso se reflete em times de desenvolvimento migrando monólitos para arquiteturas mais modulares, com foco em escalabilidade e manutenção.

No entanto, não existe arquitetura correta universalmente. Monólitos bem estruturados ainda fazem muito sentido para produtos em estágio inicial, com times menores e domínio pouco estável. Microservices trazem benefícios quando o produto já tem escopo consolidado, muitos desenvolvedores e necessidade clara de deploys independentes. Serverless funciona especialmente bem para workloads event-driven, APIs com picos imprevisíveis e sistemas que precisam escalar automaticamente sem grande esforço de operação.

Um fluxo de decisão útil para desenvolvimento é responder a três perguntas. Primeiro, qual é o ritmo esperado de mudança naquele domínio funcional. Segundo, qual é o perfil de tráfego e exigência de disponibilidade. Terceiro, qual é a capacidade atual de operação e observabilidade do time. Se o domínio muda pouco, o tráfego é previsível e a equipe é pequena, comece por um monólito modular. Se o domínio muda muito e há necessidade de escalar partes do sistema de forma independente, microservices e serverless tornam-se mais interessantes.

Independentemente da escolha arquitetural, o desenvolvimento precisa incorporar boas práticas de observabilidade desde o início. Logging estruturado, métricas de negócio, tracing distribuído e alertas por serviço devem fazer parte das histórias técnicas. Isso reduz tempo de diagnóstico de incidentes e evita que o painel de controle do desenvolvimento fique "cego" em produção.

Competências e organização de times de desenvolvimento modernos

A mudança nas tendências tecnológicas está redefinindo o que significa ser desenvolvedor sênior. Conteúdos como o da Forbes Brasil sobre tecnologia em 2025 reforçam a importância de combinar profundidade técnica com entendimento de negócio. Em 2025, desenvolvedores precisam saber programar bem, entender arquitetura, ler métricas de produto e colaborar com áreas de negócio.

Para um squad de desenvolvimento, isso se traduz em uma combinação de papéis complementares. Engenheiros de software focados em código e arquitetura, especialistas em QA e automação de testes, DevOps ou engenheiros de plataforma, e product managers que conectam backlog a objetivos de negócio. Em cenários mais complexos, faz sentido incluir um engenheiro de segurança dedicado à esteira de DevSecOps.

As competências técnicas prioritárias incluem proficiência em ao menos uma linguagem principal, entendimento de cloud, pipelines de CI/CD, boas práticas de testes e noções de performance. Cada vez mais, times valorizam familiaridade com ferramentas de IA aplicadas a desenvolvimento, tanto para geração de código quanto para testes. Conhecimento em linguagens como Rust, citadas em análises internacionais de tendências, pode ser um diferencial em cenários que exigem alta performance e segurança.

No plano de desenvolvimento de pessoas, vale trabalhar em três frentes paralelas. Primeiro, trilhas técnicas estruturadas por senioridade, com foco em código, arquitetura e qualidade. Segundo, trilhas de produto e negócio, para que desenvolvedores entendam impacto real do que entregam. Terceiro, trilhas de colaboração e liderança, preparando profissionais para coordenar squads, revisar decisões técnicas e orientar menos experientes.

Roadmap de 90 dias para evoluir o desenvolvimento na sua empresa

Transformar o desenvolvimento não exige uma revolução caótica. Um roadmap de 90 dias bem estruturado gera resultados visíveis com risco controlado. No primeiro bloco, de 0 a 30 dias, o foco é diagnóstico. Mapeie arquitetura atual, pipeline de testes, práticas de QA, ferramentas de CI/CD e uso de IA. Levante métricas básicas como lead time, frequência de deploy, taxa de falhas em produção e cobertura de testes.

Entre 31 e 60 dias, ataque ganhos rápidos de desenvolvimento e qualidade. Introduza um assistente de IA para apoio a código e testes, começando por um ou dois squads. Estruture um pipeline mínimo de CI com testes automatizados para um serviço prioritário. Crie também um padrão simples de PR com checklist obrigatório de testes, QA e segurança. Nesse período, escolha um caso piloto de low-code para uma demanda interna de baixa criticidade.

De 61 a 90 dias, concentre-se em consolidar práticas e preparar escala. Defina uma política mínima de DevSecOps para todos os serviços, incluindo limites de cobertura e checagens de segurança. Documente as melhores práticas de uso de IA, low-code e testes em um playbook acessível. Ajuste o modelo de organização dos times de desenvolvimento, garantindo que haja clareza de responsabilidades sobre arquitetura, QA, testes e operação.

Ao final dos 90 dias, revise indicadores e faça uma retrospectiva ampla com todos os envolvidos. O objetivo é entender quais iniciativas geraram maior impacto em velocidade, qualidade, cobertura de testes e estabilidade. Use esse aprendizado para desenhar o roadmap dos próximos seis meses, conectando desenvolvimento diretamente à estratégia de produto e de negócio.

Síntese e próximos passos para o seu time de desenvolvimento

O desenvolvimento em 2025 combina tecnologia avançada, novas formas de organização e um volume crescente de automação. IA, low-code, DevSecOps, serverless e microservices criam oportunidades reais de aumentar velocidade e qualidade, mas também elevam a complexidade de decisões diárias. A imagem do painel de controle de desenvolvimento ajuda a lembrar que nada disso faz sentido sem métricas claras e responsabilidade compartilhada.

Times que conseguem integrar código, implementação, QA, testes e segurança em um fluxo contínuo saem na frente. Eles usam IA para acelerar, mas não abrem mão de revisão crítica. Aproveitam low-code para demandas menos críticas, mantendo o core em engenharia tradicional. E tratam a qualidade não como uma etapa final, mas como parte do design de cada funcionalidade.

O próximo passo prático é escolher um eixo prioritário para começar. Você pode focar em aumentar cobertura de testes, estruturar DevSecOps, adotar IA para apoio a desenvolvimento ou organizar melhor a arquitetura. O importante é evitar paralisação por complexidade. Trate seu painel de desenvolvimento como um sistema vivo, ajuste os instrumentos continuamente e alinhe todo o time em torno dos mesmos indicadores de sucesso.

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Dionatha Rodrigues

Dionatha é bacharel em Sistemas de Informação e especialista em Martech, com mais de 17 anos de experiência na integração de Marketing e Tecnologia para impulsionar negócios, equipes e profissionais a compreenderem e otimizarem as operações de marketing digital e tecnologia. Sua expertise técnica abrange áreas-chave como SEO técnico, Analytics, CRM, Chatbots, CRO (Conversion Rate Optimization) e automação de processos.

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