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Marketing Omnichannel em 2025: experiência, dados e receita na mesma mesa

Consumidores já não enxergam canais, enxergam apenas a própria experiência. Em média, uma compra envolve vários pontos de contato, e marcas que usam três ou mais canais de forma integrada aumentam de forma relevante a taxa de conversão e o valor de vida do cliente. Mesmo assim, muitas empresas ainda operam cada canal de forma isolada, sem visão unificada da jornada.

Neste contexto, o Marketing Omnichannel deixa de ser um diferencial e se torna o novo padrão mínimo de experiência. Ao longo deste artigo, você vai ver como transformar canais soltos em uma experiência única, usando métricas, dados e insights para orientar decisões. Vamos partir de um cenário concreto, desenhar um painel de controle omnichannel e terminar com um roadmap de 90 dias para sair do plano e ir para a execução.

Por que o Marketing Omnichannel é o novo padrão de experiência do cliente

Imagine um cliente que descobre sua marca em um vídeo no Instagram, pesquisa preços no Google, entra no site, faz uma pergunta pelo WhatsApp e decide retirar o pedido na loja física. Para ele, tudo isso é uma única história. Para muitas empresas, porém, ainda são cinco sistemas, cinco equipes e cinco visões diferentes do mesmo cliente.

Marketing Omnichannel é a capacidade de oferecer uma experiência integrada entre canais, com mensagens consistentes, contexto compartilhado e continuidade da jornada. Estudos de estatísticas de omnichannel mostram que clientes que interagem em três ou mais canais compram mais, retornam com maior frequência e geram receitas significativamente superiores.

Outro levantamento de estatísticas de marketing omnichannel reforça o impacto: usuários que transitam entre canais têm maior valor de vida e mais engajamento. O ponto central não é estar em muitos canais, mas garantir que os dados e as interações conversem entre si.

Para gerenciar essa complexidade, pense em um painel de controle omnichannel. Em vez de relatórios separados de mídia paga, e-mail, loja física e WhatsApp, você enxerga a jornada completa por pessoa, por segmento e por campanha. Esse painel não é apenas um dashboard bonito. Ele é a tradução visual de como sua empresa conecta experiência, custos, receita e operação em um único lugar.

Um checklist rápido para saber se você já está jogando o jogo omnichannel:

  • O cliente pode começar uma interação em um canal e terminar em outro, sem repetir dados.
  • Suas campanhas consideram o histórico completo, e não apenas o último clique.
  • Os times de marketing, vendas e atendimento compartilham metas e indicadores.
  • Você mede receita e experiência por jornada, não apenas por canal.

Se duas ou mais respostas foram “não”, há espaço imediato para evolução.

Do multicanal ao omnichannel: alinhando jornada e operação

Ter presença em vários canais é apenas multicanal. Virar omnichannel exige que jornada e operação estejam alinhadas. Isso significa unificar estoque, preços, regras promocionais, atendimento e logística em todos os pontos de contato.

O conceito de unified commerce, destacado em análises de tendências de omnichannel no varejo, leva essa lógica ao extremo. Em vez de plataformas separadas para e-commerce, loja física e marketplace, tudo roda em uma base única. Preço, disponibilidade e histórico do cliente são os mesmos em qualquer lugar.

Relatórios sobre tendências de omnichannel no varejo global mostram que o consumidor espera conseguir pesquisar no celular, comparar online, receber ofertas relevantes e concluir como preferir: entrega, retirada na loja, locker ou mesmo direct mail com QR code. Por trás disso, a operação precisa garantir promessas factíveis, prazos realistas e informação em tempo real.

Um modelo prático de maturidade para orientar decisões:

  • Nível 1 – Multicanal desconectado: campanhas e relatórios por canal, sem visão de cliente.
  • Nível 2 – Campanhas integradas: mesma campanha em vários canais, porém com dados ainda fragmentados.
  • Nível 3 – Jornada orquestrada: regras que respeitam o estágio do cliente, com parte da comunicação automatizada.
  • Nível 4 – Unified commerce: dados, estoque, preços e atendimento unificados em tempo real.

Use perguntas simples para se posicionar:

  • Suas metas são por canal ou por jornada do cliente?
  • Você consegue saber, em poucos cliques, quais jornadas omnichannel trazem mais margem?
  • A loja física enxerga o histórico digital do cliente na hora do atendimento?

Quanto mais respostas positivas, mais perto você está de um Marketing Omnichannel de fato.

Como estruturar o Marketing Omnichannel orientado por dados

Sem dados conectados não existe omnichannel. O primeiro passo é transformar métricas, dados e insights em decisões de rotina, e não em relatórios enviados uma vez por mês.

Um bom ponto de partida é revisar sua estratégia com base em recomendações de estratégias de marketing omnichannel, que destacam o aumento de ativos e pontos de contato. Em seguida, aplique um processo em quatro etapas:

  1. Mapeie jornadas reais e não o funil idealizado
    Entrevistas, análise de navegação, pesquisas de pós-compra e dados de atendimento revelam por onde o cliente realmente passa. Priorize as jornadas com maior impacto em receita e volume.

  2. Unifique dados em um identificador único de cliente
    Conecte CRM, e-commerce, loja física, app, contact center e mídias pagas via um CDP ou camada de integração. O objetivo é conseguir responder: “o que este cliente já viu, fez ou comprou em qualquer canal”.

  3. Construa uma base sólida de first-party data com consentimento
    Estudos sobre o fim dos cookies e estratégias de first-party data no omnichannel reforçam a necessidade de capturar dados diretamente em canais próprios. Foque em cadastros de valor, programas de fidelidade e benefícios claros para o cliente.

  4. Desenhe um painel de controle omnichannel focado em decisão
    Em vez de dezenas de gráficos, selecione poucos indicadores críticos por etapa da jornada. A ideia é que qualquer gestor consiga saber, em minutos, se precisa reforçar mídia, ajustar oferta, revisar jornada ou atuar na operação.

Relatórios como os de frameworks de KPIs omnichannel mostram que empresas de alta performance conectam métricas de receita, custo e experiência em cada ponto de contato. Isso permite comparar o “peso” de cada canal na jornada em vez de olhar apenas o custo por clique.

Ferramentas específicas podem variar, mas o stack mínimo costuma incluir:

  • Analytics de jornada (GA4, soluções de product analytics ou equivalentes).
  • CRM ou CDP para unificar perfis, consentimentos e eventos.
  • Plataforma de automação para orquestrar campanhas em vários canais.
  • Camada de BI para consolidar indicadores e explorar insights.

O segredo não é ter a ferramenta perfeita, mas fazer com que métricas, dados e insights cheguem rápido a quem precisa tomar decisão.

Métricas essenciais para Marketing Omnichannel e experiência

Medir apenas cliques e conversões não diz se a experiência omnichannel está funcionando. Você precisa de um conjunto de indicadores que conecte aquisição, jornada, resultado e lealdade.

Aquisição e cobertura de jornada

  • Alcance omnichannel: número de pessoas expostas a campanhas em mais de um canal em um período.
  • Custo incremental por canal: quanto cada canal adiciona de alcance ou conversão, além do que os demais já entregam.
  • Touchpoints médios por conversão: quantos pontos de contato são necessários para gerar uma venda.

Benchmarks de tendências e estatísticas omnichannel indicam que jornadas com mais pontos de contato tendem a gerar clientes mais valiosos, desde que a experiência seja fluida.

Engajamento e consideração

  • Tempo até a primeira ação relevante: quantos dias entre o primeiro contato e o primeiro clique em oferta, wishlist ou carrinho.
  • Engajamento cruzado: percentual de clientes que interagem em mais de um canal em um período.
  • Respostas a campanhas de remarketing omnichannel: taxa de retorno de quem recebeu estímulos em diferentes meios.

Relatórios de tendências de marketing omnichannel reforçam a importância de testar novos formatos como social commerce e live shopping para aumentar engajamento.

Conversão e receita

  • Taxa de conversão omnichannel: conversões de clientes expostos a múltiplos canais dividido pelo total desses clientes.
  • Receita média por cliente omnichannel: receita total de clientes com mais de um canal de interação, dividida pelo número de clientes nesse grupo.
  • Adoção de modelos híbridos (BOPIS, clique e retire): percentual de pedidos que envolvem mais de um canal de compra e entrega.

Estudos de estatísticas de omnichannel no varejo mostram que marcas que dominam esses formatos podem elevar significativamente a taxa de compra e a receita por cliente.

Retenção, lealdade e experiência

  • Recompra omnichannel: percentual de clientes que voltam por um canal diferente do primeiro.
  • Churn por jornada: abandono por etapa, como pós-primeira compra, pós-atendimento ou após uma devolução.
  • NPS ou CSAT por jornada: medidos logo após eventos chave, como entrega, atendimento ou devolução.

Use esse conjunto de métricas para guiar otimização, eficiência e melhorias contínuas. O foco não é ter dezenas de indicadores, e sim poucos números que orientem decisões claras, como “onde investir mais”, “qual jornada simplificar” ou “que canal ajustar”.

Personalização com IA: da segmentação à jornada orquestrada

Nos últimos anos, a personalização saiu da teoria e se tornou diretamente ligada a resultados. Análises de tendências de personalização com IA apontam uma “renascença da personalização”, em que marcas usam dados e algoritmos para antecipar necessidades com muito mais precisão.

Relatórios de tendências de IA no omnichannel mostram que CDPs e motores preditivos permitem construir perfis unificados e prever qual o melhor próximo passo para cada pessoa. Em vez de segmentações estáticas, você passa a trabalhar com pontuações dinâmicas, como probabilidade de compra, churn ou engajamento.

Casos reais documentados em exemplos de marketing omnichannel com IA relatam aumentos expressivos de ROI ao combinar web, app, e-mail, SMS e canais de mensagens em jornadas únicas. O padrão é sempre o mesmo: dados unificados, modelos que geram pontuações, regras de orquestração e monitoramento constante.

Um fluxo simplificado de personalização orientada por IA:

  1. Coletar dados relevantes: comportamento de navegação, compras, preferências declaradas, respostas a campanhas, interações de atendimento.
  2. Gerar sinais inteligentes: propensão a comprar, probabilidade de abandono, afinidade com categorias e conteúdos.
  3. Definir regras de orquestração: que mensagem enviar, em qual canal e em que momento, respeitando limites de frequência.
  4. Medir impacto incremental: comparar grupos expostos à personalização com grupos de controle, isolando o efeito real da estratégia.

Para começar sem complexidade excessiva, priorize três jornadas:

  • Abandono de carrinho ou de navegação com mensagens personalizadas.
  • Reativação de clientes inativos com base no histórico de compra e interesse.
  • Pós-compra inteligente com recomendações, educação de uso e convites para programas de fidelidade.

O objetivo é usar IA para potencializar o Marketing Omnichannel, e não substituí-lo. Sem uma boa base de dados e um desenho de jornada coerente, algoritmos apenas automatizam confusão.

Tendências de Marketing Omnichannel para 2025 que você pode aplicar agora

Relatórios recentes apontam uma convergência forte entre experiência, tecnologia e operação. Algumas tendências de Marketing Omnichannel já são acessíveis para times de qualquer porte e podem gerar ganhos rápidos se bem aplicadas.

  1. Social commerce e conteúdo comprável
    Estudos sobre tendências de omnichannel em 2025 e de estatísticas de marketing omnichannel destacam o crescimento de experiências que permitem comprar direto de vídeos, lives ou posts. Aplique começando por tags de produto em redes sociais, landing pages dedicadas a coleções e campanhas de remarketing específicas para quem engajou com esses conteúdos.

  2. Edge channels: CTV, voz e retail media
    Relatórios de tendências de omnichannel no varejo global e tendências de mídia e personalização mostram o crescimento de canais como TV conectada, assistentes de voz e redes de mídia em varejistas. Você pode começar com pequenos pilotos, medindo alcance incremental, custo por visita qualificada e impacto em busca de marca.

  3. AR/VR e experiências imersivas
    Relatos de tendências de experiência omnichannel citam realidade aumentada para provadores virtuais, testes de produto e visualização de ambientes. Mesmo que sua empresa ainda não esteja pronta para grandes investimentos, é possível testar filtros simples, demonstrações em vídeo 360 e catálogos interativos que agreguem valor à jornada.

  4. Retorno do direct mail integrado ao digital
    Análises de varejo mostram que malas diretas com QR codes personalizados e ofertas dinâmicas podem se integrar bem ao Marketing Omnichannel. O segredo é tratar esse canal como parte do painel de controle omnichannel: rastrear scans, visitas e conversões, conectando tudo ao perfil do cliente.

  5. Evolução para unified commerce
    Estudos de tendências de unified commerce reforçam que o futuro passa por plataformas que unificam vendas, estoque e atendimento. Mesmo que a mudança completa seja um projeto de longo prazo, decisão de arquitetura tomada hoje determina o quão rápido você poderá inovar amanhã.

O importante é selecionar poucas tendências alinhadas à sua realidade, definir hipóteses claras e medir impacto incremental desde o primeiro experimento.

Roadmap em 90 dias para evoluir seu Marketing Omnichannel

Para transformar conceitos em prática, é útil ter um plano de ação claro. A seguir, um roadmap em 90 dias para elevar o nível do seu Marketing Omnichannel sem paralisar a operação.

Dias 1 a 30 – Diagnóstico e fundamentos

  • Mapear canais atuais, jornadas principais e indicadores disponíveis.
  • Identificar pontos de fricção mais críticos na experiência.
  • Consolidar um inventário de dados: onde estão, quem é dono, como são acessados.
  • Definir um conjunto inicial de métricas chave por etapa da jornada.
  • Esboçar o primeiro rascunho do painel de controle omnichannel, mesmo que em planilha.

Dias 31 a 60 – Integração e primeiros fluxos omnichannel

  • Conectar pelo menos duas grandes fontes de dados (por exemplo, e-commerce e CRM) em um modelo único de cliente.
  • Implementar identificadores consistentes, como login ou CPF, para unificar histórico em canais físicos e digitais.
  • Configurar fluxos automatizados simples para abandono de carrinho, boas-vindas e pós-compra.
  • Criar relatórios semanais com foco nos indicadores críticos definidos.
  • Envolver operações e atendimento para ajustar políticas de frete, troca e SLA ao novo desenho de jornada.

Dias 61 a 90 – Otimização, eficiência e melhorias contínuas

  • Iniciar testes A/B em mensagens, ofertas e canais prioritários.
  • Refinar segmentações com base em comportamento real, usando dados de engajamento e conversão.
  • Ajustar o painel de controle omnichannel para incluir indicadores de custo, margem e experiência.
  • Priorizar investimentos em canais e jornadas com maior impacto incremental em receita e CLTV.
  • Documentar aprendizados em playbooks para que a equipe replique boas práticas.

Ao final de 90 dias, você não precisa ter um ecossistema perfeito, mas deve ter um núcleo sólido: dados mínimos integrados, alguns fluxos automatizados relevantes, indicadores confiáveis e um painel de controle omnichannel que ajude a tomar decisões melhores.

Conectando experiência, métricas e operação no seu Marketing Omnichannel

Marketing Omnichannel não é apenas uma estratégia de comunicação. É uma forma de operar o negócio em torno da jornada do cliente. Quando você usa métricas, dados e insights para conectar canais, pessoas e processos, a experiência melhora, a eficiência sobe e a receita acompanha.

O caminho passa por três movimentos: unificar dados, desenhar jornadas relevantes e medir o que realmente importa. A partir daí, entra um ciclo de otimização, eficiência e melhorias contínuas guiado pelo seu painel de controle omnichannel.

Comece escolhendo uma jornada crítica, como primeira compra ou recompra, e aplique o roadmap de 90 dias. À medida que você evolui, as barreiras entre canais vão desaparecendo aos olhos do cliente. Ele percebe apenas o que mais importa: uma experiência simples, coerente e valiosa em todos os pontos de contato com a sua marca.

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Foto de Dionatha Rodrigues

Dionatha Rodrigues

Dionatha é bacharel em Sistemas de Informação e especialista em Martech, com mais de 17 anos de experiência na integração de Marketing e Tecnologia para impulsionar negócios, equipes e profissionais a compreenderem e otimizarem as operações de marketing digital e tecnologia. Sua expertise técnica abrange áreas-chave como SEO técnico, Analytics, CRM, Chatbots, CRO (Conversion Rate Optimization) e automação de processos.

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