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Make: como automatizar workflows e escalar seu marketing

Aprenda a usar o Make para criar workflows de marketing B2B, conectar CRM, WhatsApp e BI em um único painel de automações e medir eficiência em 30 dias.

Make: como automatizar workflows e escalar seu marketing

O Make é uma plataforma de workflow automation no-code que permite conectar centenas de apps — CRM, WhatsApp, BI, e-mail — em fluxos visuais com múltiplas ramificações, filtros e integrações de IA, sem escrever código. Times de marketing B2B usam o Make para orquestrar desde a captura de leads até o pós-venda em um único painel de controle de automações.

O problema é que a maioria das empresas ainda usa o Make como um simples conector de apps, sem desenhar workflows estratégicos, medir eficiência ou pensar em escala. Resultado: cenários quebrando, custo por operação explodindo e nenhuma visão clara de processo.

A explosão de ferramentas no-code e low-code tirou a automação da mão exclusiva de times de TI. Plataformas como o Make permitem que marketing, vendas e operações orquestrem automações complexas em poucas horas. Neste guia, você vai aprender a transformar o Make em um painel de controle de automações para o seu negócio — partindo de um cenário concreto de marketing B2B, detalhando como estruturar workflows com triggers e ações, com exemplos práticos e um plano de implementação em 30 dias.

Por que o Make virou peça-chave nas automações de marketing

O Make evoluiu de um simples integrador para uma plataforma completa de AI Workflow Automation, com milhares de apps conectáveis e centenas de integrações de IA prontas para uso. Isso significa que você consegue automatizar desde tarefas básicas, como copiar dados para uma planilha, até orquestrar agentes de IA que analisam leads, classificam tickets e geram conteúdo.

Em vez de depender de desenvolvimento interno, times de marketing criam automações visuais ligando blocos de gatilhos, ações e filtros. Ferramentas como o Make se destacam quando o fluxo deixa de ser linear e passa a ter múltiplas ramificações — algo que o comparativo da Parseur entre Zapier, Make e Power Automate ilustra bem.

Pense no Make como um painel de controle de automações. Nele, você enxerga todos os fluxos de marketing em tempo real: geração de leads, nutrição, qualificação, passagem para vendas e pós-venda. Isso reduz dependência de planilhas manuais, diminui erros de digitação e libera o time para análises e testes.

Regra prática para decidir se vale criar um workflow no Make:

  • Se uma tarefa se repete pelo menos uma vez por dia, automatize.
  • Se envolve mais de dois sistemas (site, CRM, WhatsApp, e-mail etc.), centralize no Make.
  • Se um erro humano gera impacto financeiro direto (lead perdido, pedido sem faturamento), priorize essa automação.

Como funciona o workflow no Make: triggers, ações e módulos

Para dominar o Make, você precisa pensar em três blocos principais: trigger (gatilho), ação e módulo de apoio.

Trigger (gatilho) é o evento que dispara o workflow. Pode ser um formulário enviado, uma nova linha em planilha, uma mudança de estágio no CRM ou um webhook vindo do seu site. No cenário de um time de marketing B2B, o trigger clássico é "novo lead enviado pelo formulário de contato".

Ações são os passos que o Make executa depois do gatilho: criar ou atualizar registro no CRM, enviar mensagem no WhatsApp, gerar tarefa no ClickUp ou criar uma linha em uma tabela de dados.

Módulos de apoio cobrem enriquecimento de dados, transformações (parse de texto, datas, moeda), roteamento condicional, loops e chamadas de API.

A documentação de integração do ClickUp com Make mostra esse modelo na prática: você instala o app, escolhe se o ClickUp será gatilho ou ação, adiciona outros apps, testa e ativa o cenário.

Workflow básico no Make para marketing:

  1. Trigger: webhook do site (novo formulário enviado)
  2. Ação 1: criar negócio no CRM (HubSpot, Pipedrive etc.)
  3. Ação 2: enviar mensagem automática no WhatsApp de boas-vindas
  4. Ação 3: criar tarefa no ClickUp para o SDR com prazo e prioridade
  5. Módulo de apoio: registrar log em planilha ou base de dados para BI

Quando você enxerga cada automação como uma sequência clara de trigger → ação → apoio, fica mais simples documentar e escalar processos sem que os fluxos virem uma teia impossível de manter.

Como desenhar processos eficientes no Make: do formulário ao CRM

Antes de abrir o Make, você precisa de clareza de processo. A plataforma só vai automatizar aquilo que está bem definido.

Use este framework em 5 passos para qualquer workflow de aquisição de leads:

1. Mapa do caminho ideal Desenhe o fluxo "do clique ao contrato": canal de origem, formulário, qualificação, primeiro contato, proposta, fechamento.

2. Entradas mínimas de dados Defina quais campos são obrigatórios em cada etapa (nome, e-mail, telefone, origem, produto de interesse, ticket estimado). Sem isso, o workflow vai quebrar ou gerar leads inúteis.

3. Regra de distribuição Como os leads serão distribuídos entre vendedores ou atendentes? Round-robin, por carteira, por região ou por produto?

4. SLA por etapa Quantas horas o time tem entre a geração do lead e o primeiro contato? Defina metas claras para poder monitorar.

5. Eventos críticos Falha de envio de WhatsApp, erro de criação de registro no CRM, telefone inválido. Liste o que não pode passar despercebido.

Com esse desenho pronto, você entra no Make e constrói um workflow que reflita o processo — não o contrário. O ganho de eficiência vem de automatizar processos bem definidos, não de sair automatizando tudo, como reforça o artigo da Zeev sobre ferramentas de automação.

Exemplo prático: cenário completo de marketing B2B no Make

Objetivo: responder novos leads em menos de 5 minutos, registrar todos no CRM, notificar o time certo e alimentar o funil em tempo real.

Trigger Webhook do formulário do site (landing de proposta comercial).

Validação e limpeza de dados Módulos de formatação de telefone, normalização de nome e validação de e-mail.

Roteamento condicional (filtros)

  • Se país = Brasil e ticket estimado ≥ R$ 5.000, enviar para time Enterprise.
  • Se país ≠ Brasil, enviar para time Internacional.
  • Se dados incompletos, criar tarefa de enriquecimento.

Ações principais

  • Criar ou atualizar contato e negócio no CRM.
  • Enviar mensagem no WhatsApp com link de calendário para agendar reunião.
  • Criar tarefa no ClickUp para o SDR responsável, com prazo de contato.

Camada de BI e logs

  • Registrar cada evento em um banco (Airtable, BigQuery, Sheets).
  • Marcar origem do lead, campanha e segmento para análise posterior.

Alertas e exceções

  • Se uma ação crítica falhar (ex: CRM fora do ar), enviar alerta para Slack.
  • Se o lead não for contatado em 4 horas, reabrir tarefa e notificar gestor.

O resultado é um workflow completo que o time enxerga como um painel de controle: o marketing vê quantos leads entraram por canal, vendas enxerga próximos passos e a diretoria visualiza gargalos em tempo real.

Aproveitando integrações e templates do Make para ganhar velocidade

Uma das maiores vantagens do Make é a biblioteca com milhares de apps e templates prontos que encurtam o caminho na implementação. O blog oficial do Make sobre automação destaca como usar a plataforma como ponte entre ferramentas como ClickUp, Airtable, Slack, Notion, HubSpot e muitas outras.

Para marketing e vendas, comece explorando:

  • Templates de lead management com HubSpot, Pipedrive ou Salesforce.
  • Workflows de notificação em Slack ou MS Teams para novos negócios.
  • Integrações com ferramentas de atendimento e WhatsApp para follow-up rápido.

Outra alavanca importante são as integrações com IA. O Make oferece centenas de conexões com modelos generativos — OpenAI, Google Vertex e outras soluções — permitindo criar automações que classificam leads, resumem chamadas, sugerem respostas e geram conteúdos personalizados dentro do próprio fluxo.

Ideias práticas para aplicar IA nos seus cenários:

  • Classificar automaticamente o fit de um lead com base na mensagem enviada.
  • Gerar resumos de calls de vendas a partir de transcrições e salvar no CRM.
  • Criar variações de e-mails de nutrição a partir de um briefing padronizado.

Para ver cenários reais sendo construídos passo a passo, vale assistir um curso completo de Make.com em vídeo.

Métricas que importam nos workflows do Make

Automatizar por automatizar não traz resultado. Você precisa medir eficiência e impacto de cada workflow.

MétricaO que medePor que importa
Tempo médio do processoDo evento inicial ao próximo passo desejadoMede o ganho real de velocidade da automação
Taxa de erro por cenário% de execuções com falhaIndica onde o processo quebra e precisa de ajuste
Volume processado por mêsItens executados no períodoControla custo por operação e necessidade de reestruturação
Conversão lead → reuniãoTaxa após automação de boas-vindasMede impacto direto no funil de vendas
Taxa de no-showApós automações de lembreteAvalia eficácia dos fluxos de confirmação

O comparativo da Parseur entre ferramentas de automação ajuda a entender quando o Make é mais adequado para fluxos complexos, enquanto alternativas como Zapier brilham em tarefas simples.

Transforme essas métricas em um painel de controle de automações na sua ferramenta de BI. Assim, cada novo cenário criado no Make já nasce com metas de tempo, qualidade e impacto claro em funil ou receita.

Make, Zapier, n8n ou Power Automate: como escolher

Ao olhar para o ecossistema de automação, você encontra diversas alternativas. O segredo é não escolher ferramenta apenas pelo hype.

Zapier: ótimo para fluxos simples e unidirecionais, com poucos passos e lógica básica.

Make: ideal para workflows complexos, com várias ramificações, loops, filtros avançados e integrações de IA.

n8n / Latenode: mais apropriados quando você precisa de hospedagem própria, maior controle técnico ou quer combinar no-code com código customizado.

O comparativo Make vs Latenode aponta que o modelo de cobrança por operação do Make exige atenção em cenários de alto volume.

Checklist para decidir se o Make é a escolha certa:

  • Precisa conectar muitos apps diferentes da sua stack?
  • Tem processos com múltiplas ramificações, filtros e condições?
  • Quer orquestrar IA dentro dos seus fluxos de marketing e vendas?
  • Seu time de negócio está disposto a aprender uma interface visual de cenários?

Se a maioria das respostas for "sim", o Make provavelmente é a base certa para o seu hub de automações.

Plano de 30 dias para ter um painel de controle de automações no Make

Semana 1 — Diagnóstico e priorização

  • Liste todos os processos repetitivos em marketing, vendas e atendimento.
  • Marque aqueles que usam mais de dois sistemas e têm maior impacto em receita.
  • Escolha de 3 a 5 workflows prioritários para prototipar no Make.

Semana 2 — Desenho de processos e arquitetura

  • Desenhe os fluxos em quadro visual (Miro, FigJam ou papel).
  • Defina triggers, ações, dados mínimos e SLAs de cada etapa.
  • Revise com os times envolvidos para alinhar expectativas.

Semana 3 — Construção de cenários no Make

  • Crie um workspace dedicado a marketing no Make.
  • Implemente os primeiros cenários usando templates e integrações oficiais, como os exemplos do blog do Make sobre AI automation.
  • Adicione logs, alertas e rotas de exceção para cada workflow.

Semana 4 — Testes, métricas e roll-out

  • Rode testes com dados de sandbox ou leads internos.
  • Ajuste validações, filtros e mensagens antes de ir a produção.
  • Publique um mini manual interno explicando para o time como funciona o novo painel de controle de automações.

Ao final desse ciclo, o time de marketing deve enxergar o Make não como um conector de ferramentas, mas como o cérebro operacional que orquestra workflows, triggers e ações de ponta a ponta.

Ao tratar o Make como um verdadeiro painel de controle de automações, você cria uma camada única de orquestração sobre site, CRM, WhatsApp, e-mail, calendário e BI. O cenário do time de marketing B2B que conecta tudo em um único workflow deixa de ser um desenho bonito em slide e vira operação diária, auditável e escalável.

O próximo passo é direto: escolha um processo crítico, aplique o framework de priorização, implemente o primeiro cenário no Make e acompanhe as métricas de eficiência por 30 dias. A partir daí, use o aprendizado para padronizar como a empresa projeta, documenta e expande automações. Quem dominar esse ciclo contínuo vai escalar receita e atendimento com muito mais controle do que quem ainda depende de trabalho manual.

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Dionatha Rodrigues

Dionatha é bacharel em Sistemas de Informação e especialista em Martech, com mais de 17 anos de experiência na integração de Marketing e Tecnologia para impulsionar negócios, equipes e profissionais a compreenderem e otimizarem as operações de marketing digital e tecnologia. Sua expertise técnica abrange áreas-chave como SEO técnico, Analytics, CRM, Chatbots, CRO (Conversion Rate Optimization) e automação de processos.

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