Plataformas de Marketing para Eventos: como montar a stack que realmente gera ROI

O mercado de eventos virou, de vez, um pilar de receita e geração de demanda. Em 2025, com híbridos consolidados, pressão por receita atribuída e times mais enxutos, depender apenas de planilhas e disparos manuais é pedir para desperdiçar orçamento. É aqui que entram as plataformas de marketing para eventos como o cérebro que conecta dados, canais e jornada do participante.

Neste artigo, vamos mostrar como escolher e combinar plataformas de marketing para eventos para transformar cada inscrição em oportunidade mensurável. Vamos usar como cenário um grande congresso híbrido de marketing em São Paulo, com trilhas presenciais e online, para ilustrar campanhas, fluxos e decisões. No fim, você terá critérios claros, um modelo de stack mínima e um checklist de KPIs para aumentar ROI, conversão e segmentação em qualquer porte de operação.

O papel estratégico das plataformas de marketing para eventos em 2025

Plataformas de marketing para eventos deixaram de ser apenas sistemas de inscrição. Elas se tornaram hubs de dados que conectam aquisição, engajamento, relacionamento e vendas em torno de um calendário de eventos. Em muitos negócios B2B e B2C, boa parte do pipeline qualificado vem justamente desses touchpoints ao vivo.

Relatórios recentes de estatísticas de marketing de eventos, como os divulgados pela Thunderbit, mostram crescimento consistente do mercado de virtuais e híbridos, além de maior uso de inteligência artificial para personalização. Plataformas como Cvent e Bizzabo já oferecem segmentação dinâmica de públicos, recomendações de sessões e relatórios de ROI em tempo quase real.

Em vez de rodar campanhas soltas, a empresa passa a operar eventos por meio de um painel de controle integrado. Cada clique em um anúncio, cada abertura de e-mail e cada interação em uma sessão vira dado acionável na plataforma, pronto para alimentar sua estratégia de marketing e a priorização de leads para o time comercial.

Operacionalmente, isso muda o jogo. Em vez de perguntar apenas quantas pessoas foram ao evento, o marketing consegue responder quanto de receita foi influenciada, qual campanha trouxe o público mais qualificado e quais temas geraram maior engajamento. Plataformas de marketing para eventos tornam visível aquilo que antes era uma caixa-preta.

Critérios essenciais para avaliar plataformas de marketing para eventos

Antes de comparar telas e preços, é fundamental traduzir necessidades de negócio em critérios objetivos. Isso evita escolher plataformas de marketing para eventos apenas pelo apelo da interface ou por recomendações genéricas.

Use os critérios abaixo como check-list inicial:

  • Perfil de eventos: volume anual, porte, se são pagos ou gratuitos, presença de híbridos e virtuais.
  • Objetivo principal: geração de leads, venda de ingressos, retenção de clientes, fortalecimento de marca.
  • Complexidade de jornada: inscrição simples ou múltiplos tipos de ingressos, trilhas e credenciais.
  • Integrações obrigatórias: CRM, automação, meios de pagamento (PIX, cartão, boleto), BI.
  • Time disponível: quantas pessoas vão operar a plataforma e com qual senioridade.
  • Requisitos de dados e LGPD: consentimento, armazenamento, anonimização e direitos do titular.

Uma regra prática: se mais de 40% da sua meta de pipeline anual passa por eventos, trate a escolha da plataforma como decisão de CRM, e não como simples ferramenta tática. Isso implica incluir TI, Vendas e Jurídico na RFP.

Outro ponto-chave é a aderência às suas Estrate9gias de Marketing. Se a prioridade é performance, você precisa de relatórios detalhados por campanha e fonte de tráfego. Se o foco é relacionamento, funcionalidades como networking, agenda 1:1 e comunidades pós-evento são mais relevantes.

Sempre que possível, peça um piloto focado em um evento real, com dados de campanhas reais. Avalie tempo de setup, clareza dos relatórios e facilidade para ler performance sem depender do suporte da plataforma.

Tipos de plataformas e como encaixá-las na sua estrate9gia de marketing

Nem toda solução precisa ser um canivete suíço. Em muitos casos, o melhor caminho é orquestrar tipos distintos de plataformas de marketing para eventos em torno de uma visão única de dados.

Os principais tipos são:

  1. Plataformas all in one de gestão e marketing de eventos

    • Exemplos: Cvent, Bizzabo, Whova.
    • O que fazem: inscrição, agenda, aplicativos de participante, e-mails, check-in, relatórios e integrações.
    • Quando usar: operações com calendário intenso, múltiplos países ou forte exigência de ROI detalhado.
  2. Plataformas de inscrição e ticketing

    • Exemplos: Eventbrite, Eventzilla.
    • O que fazem: criação de páginas de evento, venda de ingressos, gestão de lotes e relatórios básicos.
    • Quando usar: eventos pontuais, produções independentes, testes de formato ou projetos-piloto.
  3. Plataformas de alcance e descoberta de eventos

    • Exemplos: 10Times, marketplaces setoriais.
    • O que fazem: ampliar alcance do evento com base em base global de usuários e sinais de intenção.
    • Quando usar: eventos com foco em geração de novos públicos e expansão internacional.
  4. Ferramentas complementares de marketing

Na prática, sua estrate9gia, campanha, performance e governança de dados devem guiar quais blocos entram na arquitetura. Um bom desenho começa listando cada etapa da jornada do participante, da descoberta do evento até o pós, e mapeando qual tipo de plataforma sustenta cada passo.

Stack mínima recomendada: do cadastro à mensurae7e3o de ROI, converse3o e segmentae7e3o

Para boa parte das empresas B2B e B2C de médio porte, uma stack mínima de plataformas de marketing para eventos precisa cobrir cinco frentes: inscrição, comunicação, automação, dados e integrações.

Um desenho prático para o congresso híbrido de marketing em São Paulo poderia ser:

  1. Plataforma principal de evento

    • Exemplo: Cvent, Bizzabo ou Whova.
    • Função: página oficial, formulários de inscrição, agenda, credenciamento, aplicativo do participante, enquetes e relatórios.
  2. Automação e CRM

    • Exemplo: HubSpot ou RD Station Marketing acoplados ao CRM da empresa.
    • Função: nutrir leads antes, durante e depois; qualificar contatos; entregar oportunidades para vendas.
  3. Comunicação transacional e marketing

    • Exemplo: Mailchimp ou o próprio módulo de e-mail da plataforma de eventos.
    • Função: confirmações, lembretes, notificações, newsletters temáticas.
  4. Social e aquisição paga

    • Exemplo: Meta Ads, Google Ads, LinkedIn Ads; agendamento com Buffer; social walls com Taggbox.
    • Função: gerar tráfego qualificado para a landing de inscrição e ampliar alcance de palestrantes.
  5. Integrações e dados

    • Exemplo: Zapier integrando inscrições ao CRM e a um data warehouse; dashboards em ferramentas de BI.

O fluxo operacional fica assim:

  • Cadastro e segmentação: formulários coletam campos-chave (cargo, segmento, interesse). Via Zapier, os dados entram no CRM já com listas de segmentae7e3o definidas.
  • Campanhas automáticas: a automação dispara sequências diferentes por persona e estágio (prospect, cliente, parceiro).
  • Engajamento no evento: o aplicativo coleta check-ins em sessões, enquetes e downloads, enriquecendo o perfil de cada participante.
  • Pós-evento: leads com alta participae7e3o em trilhas estratégicas e alta interação recebem prioridade de follow-up.

É nessa combinação que você consegue trabalhar ROI, Converse3o, Segmentae7e3o como um trio inseparável. Mais do que olhar apenas para número de inscritos, você passa a priorizar os contatos com maior fit, maior engajamento e melhor probabilidade de fechar negócio.

Exemplo prático: campanhas para um congresso híbrido em São Paulo

Vamos voltar ao nosso cenário: um grande congresso híbrido de marketing em São Paulo, com dois dias de conteúdo presencial, trilhas online e área de negócios para patrocinadores. Como as plataformas de marketing para eventos entram, na prática, nesse projeto?

Um fluxo realista poderia seguir estas etapas:

  1. Planejamento e setup

    • Defina objetivos claros: receita de ingressos, leads qualificados para expositores, renovação de contratos.
    • Configure o evento em Cvent ou Bizzabo, com tipos de ingressos, trilhas e taxonomia de sessões.
    • Publique o evento também em uma plataforma de descoberta como 10Times para ampliar alcance internacional.
  2. Aquisição de público

    • Crie campanhas de mídia paga segmentando cargos e interesses alinhados ao tema do congresso.
    • Use os pixels de Meta e Google instalados na página do evento para ativar remarketing.
    • Dispare e-mails para bases anteriores usando RD Station ou HubSpot, testando diferentes propostas de valor.
  3. Aquecimento de audiência

    • Promova webinars pré-evento usando uma solução dedicada como eWebinar ou ON24, integrados à plataforma principal.
    • Use uma social wall da Taggbox para destacar posts com a hashtag oficial e depoimentos de palestrantes.
  4. Experiência ao vivo

    • Ofereça aplicativo do evento com agenda personalizada, networking e mensagens 1:1 (Whova ou app da própria plataforma).
    • Configure enquetes e quizzes nas sessões mais importantes para aumentar o tempo de tela.
    • Permita que participantes marquem sessões favoritas e recebam alertas.
  5. Pós-evento

    • Envie gravações sob demanda apenas para quem participou de pelo menos X sessões, reforçando a sensação de benefício exclusivo.
    • Crie campanhas de follow-up específicas para leads que visitaram stands, participaram de reuniões ou interagiram em trilhas-chave.

Com esse fluxo, cada passo é rastreado. Fica simples comparar o desempenho de cada campanha e de cada canal, alimentar o CRM com histórico rico de interações e comprovar a contribuição do evento para métricas de pipeline e receita.

KPIs, dashboards e o painel de controle do seu evento

Imagine o cockpit de um avião durante o pouso em Congonhas. O piloto não toma decisão olhando apenas para um único relógio; ele depende do conjunto de indicadores do painel de controle para ajustar altitude, velocidade e direção. Plataformas de marketing para eventos cumprem papel semelhante na operação de marketing.

Seu painel de controle deve consolidar, em um único lugar, KPIs pré, durante e pós-evento.

Indicadores pré-evento

  • Custo por inscrição por canal (CPC de mídia, custo por lead de e-mail, parcerias).
  • Taxa de conversão de visita em inscrição na landing page.
  • Crescimento da base confirmada vs meta por semana.
  • Proporção de novos contatos vs contatos já existentes na base.

Uma boa prática é definir faixas de alerta. Exemplo: se a taxa de conversão da landing cai abaixo de 12%, acione revisão imediata de copy e oferta.

Indicadores durante o evento

  • Taxa de comparecimento (show rate) geral e por segmento.
  • Sessões com maior taxa de check-in e permanência.
  • Volume de interações no app (mensagens, agendamentos, enquetes).
  • Uso de features específicas, como networking e marcação de reuniões.

Esses dados ajudam a ajustar a programação em tempo real, redirecionar comunicação para sessões estratégicas e oferecer mais visibilidade a patrocinadores-chave.

Indicadores pós-evento

  • Taxa de resposta a pesquisas de satisfação (NPS, CSAT).
  • Leads qualificados gerados, por trilha de conteúdo e por patrocinador.
  • Receita influenciada e receita atribuída ao evento.
  • Ciclo médio de vendas dos leads oriundos do evento vs média histórica.

Ao integrar essas métricas entre plataformas como Cvent, Eventbrite, HubSpot e seu CRM, você transforma o painel de controle de avião em uma visão clara de causa e efeito. Assim, pode decidir quais eventos escalar, quais formatos descontinuar e onde concentrar investimento para a próxima edição.

Como escolher a plataforma ideal para o seu contexto no Brasil e na Ame9rica Latina

O ecossistema de plataformas de marketing para eventos tem forte presença de players globais, mas operar no Brasil e na América Latina adiciona camadas específicas à decisão: meios de pagamento, idiomas, suporte local e conformidade com LGPD.

Considere os eixos abaixo ao montar sua matriz de decisão:

  1. Localização e suporte

    • Interface em português e espanhol.
    • Suporte em horário compatível com o país do evento.
    • Experiência comprovada em projetos regionais.
  2. Pagamentos e fiscal

    • Suporte a PIX, boleto e parcelamento em cartão.
    • Emissão de notas fiscais, integração com ERPs locais.
  3. Dados e conformidade

    • Recursos nativos para gestão de consentimento segundo LGPD.
    • Facilidades para anonimização, exclusão e portabilidade de dados.
  4. Ecossistema e benchmarks

    • Avalie rankings e reviews em fontes como a lista de melhores plataformas de gestão de eventos da G2.
    • Observe como outras empresas da sua indústria estão usando soluções citadas em listas como as melhores plataformas de marketing de eventos da 10Times.

Se o seu foco está em mercados específicos, como afiliados e iGaming, acompanhar eventos listados em rankings de eventos de marketing de afiliados na América Latina, como os compilados pela Quadcode, ajuda a entender quais plataformas são mais adotadas por organizadores relevantes.

Por fim, traga sua liderança para a discussão. Mostre cenários de impacto: o que muda na capacidade de mensurar ROI, na eficiência de campanhas e na experiência do participante ao investir em determinada solução. A escolha deixa de ser puramente tecnológica para se tornar decisão estratégica.

Colocando sua operae7e3o de eventos em outro patamar

Tratar plataformas de marketing para eventos como o painel de controle de avião da sua estratégia não é luxo, é requisito para competir em um cenário em que cada evento precisa justificar seu lugar no P&L. A combinação certa de ferramentas, processos e indicadores transforma eventos de linha de custo em canal previsível de geração de receita.

Ao longo do texto, vimos como mapear necessidades, escolher tipos de plataforma, montar uma stack mínima e operar um congresso híbrido com base em dados do planejamento ao pós-evento. Vimos também como usar KPIs para tomar decisões em tempo real e como adaptar a escolha de ferramentas ao contexto brasileiro e latino-americano.

O próximo passo é desenhar seu próprio cockpit: documentar jornada, definir KPIs, auditar o que já existe e testar, em um próximo evento, um fluxo completo de aquisição, engajamento e nutrie7e3o. Quanto mais seus eventos se aproximarem da lógica de produto recorrente, mais essencial será ter uma arquitetura sólida de plataformas orientando cada decisão de marketing.

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Dionatha Rodrigues

Dionatha é bacharel em Sistemas de Informação e especialista em Martech, com mais de 17 anos de experiência na integração de Marketing e Tecnologia para impulsionar negócios, equipes e profissionais a compreenderem e otimizarem as operações de marketing digital e tecnologia. Sua expertise técnica abrange áreas-chave como SEO técnico, Analytics, CRM, Chatbots, CRO (Conversion Rate Optimization) e automação de processos.

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