Plataformas Low-Code/No-Code em Marketing: como escalar campanhas com agilidade

Imagine um painel de controle de campanha montado com blocos Low-Code/No-Code encaixáveis, onde cada bloco representa uma automação, um formulário ou um app. Em vez de tickets para TI e meses de espera, o próprio time de marketing conecta esses blocos em poucos dias.

Agora coloque esse painel dentro de uma sala de guerra de campanha: analistas, coordenação e conteúdo acompanhando métricas em tempo real, ajustando jornadas, segmentações e criativos sem tocar em código. Este é o novo padrão competitivo trazido pelas Plataformas Low-Code/No-Code.

Enquanto o mercado pressiona por personalização em escala e ciclos de teste cada vez menores, quem ainda depende apenas de desenvolvimento tradicional fica para trás. Ao longo deste artigo você verá como usar Plataformas Low-Code/No-Code para transformar estratégias de marketing, da campanha à performance, com foco em ROI, conversão e segmentação.

O que são Plataformas Low-Code/No-Code e por que importam para marketing

Plataformas Low-Code/No-Code são ambientes visuais em que você constrói fluxos, páginas, apps e integrações arrastando componentes, configurando campos e regras em vez de escrever código. Elas conectam dados, canais e automações em uma camada única, acessível ao time de marketing.

Estudos recentes, como os consolidados no relatório de tendências de low-code em 2025 da Hostinger sobre low-code, mostram reduções de até 90% no tempo de desenvolvimento de aplicações internas. Isso significa lançar uma landing page, um fluxo de onboarding ou um dashboard em semanas em vez de meses.

Análises de mercado compiladas pela Zebracat sobre estatísticas de low-code e no-code indicam que o segmento Low-Code/No-Code movimenta dezenas de bilhões de dólares em 2025, com crescimento acelerado. Metade ou mais das novas aplicações de negócios já nasce neste modelo em muitas organizações.

Para marketing, o impacto direto aparece na capacidade de testar mais hipóteses, com menor custo experimental. Não é apenas “fazer mais rápido”, mas executar mais ciclos de aprendizado: mais audiências, criativos, jornadas e ofertas, sem multiplicar o time.

Outro ponto crítico é o surgimento do chamado citizen developer de marketing. Conteudistas, analistas e coordenadores passam a montar automações e miniaplicações próprios, como destacam discussões sobre criatividade em LCNC no CMSWire ao falar de criatividade em low-code/no-code. A TI continua garantindo segurança e governança, mas não é mais gargalo para todo pequeno ajuste.

Como Plataformas Low-Code/No-Code transformam estratégias de marketing do planejamento à execução

Em estratégias de marketing modernas, o gargalo raramente é ideia ou mídia, e sim execução. Plataformas Low-Code/No-Code encurtam o caminho entre o planejamento da campanha e a performance real na ponta, conectando ideação e implementação em um mesmo ambiente visual.

Na etapa de planejamento, o time pode prototipar rapidamente fluxos de jornada, telas de captura e regras de segmentação dentro da própria plataforma. Em vez de um diagrama estático em slides, você monta o fluxo real que será publicado, com passos, eventos e triggers já configurados.

Ao desenhar uma Estrutura de Estratégia, Campanha e Performance, faz sentido consolidar tudo em um único workspace Low-Code/No-Code. Por exemplo, você configura objetivos de campanha, define quais dados ativarão cada automação e já conecta isso a formulários, landing pages e e-mails dentro da mesma solução.

Ferramentas focadas em automação, como as destacadas pela Noloco ao tratar de automação de marketing e vendas com no-code, mostram ganhos reais. Agências relatam cortes de 50% no tempo de onboarding de clientes e aumentos consistentes em taxa de abertura e conversão quando automatizam jornadas personalizadas sem fricção.

Em cenários brasileiros, integrações de Plataformas Low-Code/No-Code com hubs de automação como o RD Station detalhando tendências de low-code/no-code para marketing permitem que o próprio time de marketing crie sequências de nutrição, fluxos de qualificação e campanhas reativas comportamentais. O resultado é menos dependência de desenvolvedores e maior agilidade tática.

Operacionalmente, uma boa prática é tratar a plataforma LCNC como a camada onde a estratégia ganha forma técnica. O documento de planejamento de campanha já nasce com uma parte “parametrização”, indicando quais fluxos, tags, eventos e integrações serão criados e por quem, com SLA claro.

Aplicações práticas focadas em ROI, conversão e segmentação

Para justificar investimento em Plataformas Low-Code/No-Code, o caminho mais efetivo é conectar casos de uso diretamente a indicadores como ROI, conversão e segmentação. Isso significa escolher projetos em que o ganho financeiro possa ser rapidamente observado.

Um primeiro caso de uso clássico é o funil de aquisição com testes de oferta. Com uma plataforma LCNC, o time lança múltiplas variações de landing pages, formulários e e-mails em paralelo, trocando blocos de mensagem e criativo em poucos cliques. Mais variações em menos tempo, com dados consolidados em um único painel.

No eixo de conversão, automações no-code permitem criar fluxos condicionais sofisticados com base em comportamento, sem scripts personalizados. Exemplo: se o lead visita uma página de preço mais de três vezes, dispara-se uma sequência de nutrição específica, ou um alerta para o time comercial, ajustando o discurso.

Para segmentação, o valor está em combinar dados que antes ficavam dispersos. Plataformas com foco em integrações e transformações de dados, como as estudadas pela Integrate.io ao abordar tendências de transformações no-code, ajudam a unificar eventos de navegação, CRM, e-commerce e atendimento. Tudo isso vira critérios visuais para criar audiências dinâmicas.

Em termos de ROI, relatórios recentes de automação de marketing apontam retornos superiores a 5 vezes o investimento em alguns horizontes de três anos, especialmente quando o time consegue testar e otimizar jornadas continuamente. O ganho não vem apenas de mais vendas, mas também de redução de retrabalho manual e de dependência da TI.

Uma forma prática de selecionar casos iniciais é usar a matriz impacto x esforço específica para Low-Code/No-Code. Escolha iniciativas com alto potencial de impacto em receita ou conversão e esforço técnico baixo, como fluxos de carrinho abandonado, reengajamento de leads frios ou upsell pós-compra em e-commerce.

Tipos de Plataformas Low-Code/No-Code e principais ferramentas para marketing

Embora “Plataformas Low-Code/No-Code” pareça um rótulo único, há diferentes tipos de soluções, cada uma atendendo peças distintas do painel de controle de campanha. Entender essa divisão é essencial para desenhar uma stack coerente.

O primeiro grupo reúne construtores de aplicativos, especialmente mobile e web. Ferramentas como as destacadas pela Adalo em conteúdos sobre ferramentas no-code para líderes de marketing permitem criar apps de fidelidade, experiências de evento e portais de clientes com recursos de login, notificações e integrações com bases de leads.

Um segundo grupo é formado por plataformas de automação e orquestração de fluxos. Aqui entram soluções orientadas a jornadas e processos, onde você arrasta blocos de triggers, condições e ações, conectando CRM, e-mail, mídia paga e sistemas internos. São o motor que liga dados de comportamento a mensagens e ações.

Há ainda plataformas focadas em dados e integrações, que simplificam ETLs, sincronismos e transformações sem código, aproximando marketing de uma visão unificada do cliente. Este tipo de solução é crucial para projetos de segmentação avançada e atribuição de performance multicanal.

Por fim, surge um grupo de plataformas Low-Code/No-Code orientadas a IA e agentes. Ecossistemas como os analisados em relatórios da Salesforce sobre tecnologias low-code e no-code para desenvolvedores e IA posicionam a construção de agentes inteligentes como próxima fronteira. Isso abre espaço para playbooks em que agentes de IA auxiliam desde a criação de criativos até a priorização de leads.

Na prática, poucas empresas precisarão de todas as categorias no início. Um bom ponto de partida é escolher uma plataforma principal de automação e, quando fizer sentido, conectá-la a um construtor de aplicativos e a uma solução de dados, sempre garantindo integrações sólidas.

Como escolher a plataforma ideal para sua estratégia, campanha e performance

Escolher uma plataforma Low-Code/No-Code não é apenas comparar funcionalidades, e sim garantir alinhamento com sua estratégia, campanhas prioritárias e metas de performance. Por isso, vale seguir um framework de decisão estruturado, inspirado em guias de compra como os discutidos pela comunidade da Bubble ao tratar de fatores de escolha de plataformas no-code.

O primeiro eixo de avaliação é o foco de uso. Defina se a prioridade está em automação de marketing e CRM, criação de apps de relacionamento, operações internas ou unificação de dados. Plataformas horizontais podem parecer atraentes, mas uma solução especializada em marketing tende a entregar valor mais rápido.

O segundo eixo é a integração com sua stack atual. Verifique se a plataforma possui conectores nativos para CRM, mídia paga, ferramentas de atendimento e data warehouse já usados. Cada conector nativo reduz risco de customizações frágeis no futuro.

O terceiro eixo é governança e segurança. Em especial para empresas médias e grandes, TI precisa avaliar controle de acesso, trilhas de auditoria, políticas de dados e opções de ambiente isolado. Relatórios de mercado, como análises de tendências de ferramentas de desenvolvedor para 2025 da daily.dev Business ao abordar tendências de ferramentas para 2025, enfatizam exatamente esse equilíbrio entre agilidade e controle.

O quarto eixo é modelo de preços e escalabilidade. Avalie não apenas a mensalidade atual, mas também a forma de cobrança ao crescer: por usuários, por volume de dados, por execuções de fluxo ou por apps publicados. Projete cenários de crescimento de leads e usuários para evitar surpresas.

Por fim, considere a curva de aprendizado para o time de marketing. Plataformas com comunidades ativas, documentação clara e exemplos prontos de jornadas tendem a ter adoção muito mais fácil, especialmente para citizen developers.

Roteiro de 90 dias para implementar Low-Code/No-Code no time de marketing

Em vez de tentar transformar tudo de uma vez, faz mais sentido adotar Plataformas Low-Code/No-Code com um roteiro claro de 90 dias. O objetivo é atingir um conjunto de quick wins que comprovem valor, criando espaço político e orçamentário para expansão.

Fase 1: Diagnóstico e escolha de casos piloto

Nas primeiras quatro semanas, mapeie processos manuais que mais consomem tempo do time e que impactam diretamente KPIs. Exemplos comuns são cadastro manual de leads, follow-up repetitivo de oportunidades e tarefas operacionais de campanhas recorrentes.

Escolha de dois a quatro casos de uso com alto impacto e baixa complexidade técnica, seguindo a matriz impacto x esforço. Valide com TI os requisitos mínimos de segurança e conformidade para estes pilotos.

Fase 2: Construção guiada e sala de guerra de campanha

Na segunda etapa, com a plataforma já selecionada, monte realmente uma “sala de guerra” de campanha. Traga analistas, atendimento, conteúdo e um representante de TI, todos operando o mesmo painel Low-Code/No-Code.

Use exemplos, templates e boas práticas disponíveis em comunidades e conteúdos de fornecedores, como os compilados pela Adalo ao mostrar casos de uso de no-code em marketing. Monte fluxos reais, landing pages e integrações simples, sempre medindo o tempo de desenvolvimento em comparação ao processo anterior.

Documente cada passo em playbooks internos, com capturas de tela do painel de controle de campanha e checklists de publicação. Isso facilita replicar o padrão para novas iniciativas.

Fase 3: Medição, ajustes e escala controlada

Nos últimos 30 dias, foque em medir impactos de ROI, conversão e segmentação. Compare taxas antes e depois dos pilotos, quantifique tempo economizado e ganhos em número de experimentos rodados por mês.

Com base nesses dados, defina um backlog de expansão das Plataformas Low-Code/No-Code para outras frentes de marketing, como programas de fidelidade, portais de parceiros ou jornadas avançadas de retenção. Sempre mantenha um canal fixo de alinhamento com TI para governança.

A cada novo ciclo, refine o painel de controle de campanha com novos blocos, tornando-o um ativo estratégico do time de marketing e não apenas um conjunto de automações dispersas.

Fechando o ciclo: transformando Low-Code/No-Code em vantagem competitiva

Plataformas Low-Code/No-Code deixaram de ser experimentos de nicho e se tornaram infraestrutura crítica para estratégias de marketing orientadas a dados. Para quem olha apenas o ângulo técnico, parece uma troca de ferramenta. Para quem olha o impacto em estratégia, campanha e performance, é uma mudança de modelo operacional.

Ao encarar LCNC como um painel de controle de campanha, operado pelo próprio time de marketing em uma verdadeira sala de guerra, sua empresa ganha ciclos mais rápidos de teste, maior finesse de segmentação e respostas muito mais ágeis ao mercado. Isso se traduz em ROI mais previsível e vantagem competitiva difícil de copiar.

O passo seguinte é escolher um primeiro caso de uso de alto impacto, selecionar a plataforma mais alinhada à sua realidade e executar um roteiro de 90 dias, medindo tudo. Com resultados concretos em mão, expanda gradualmente, sempre em parceria com TI.

Organizações que tratam Plataformas Low-Code/No-Code como alavancas estratégicas, e não apenas como atalhos tecnológicos, tendem a liderar a próxima onda de marketing orientado a experimentação contínua, dados e inteligência artificial.

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Dionatha Rodrigues

Dionatha é bacharel em Sistemas de Informação e especialista em Martech, com mais de 17 anos de experiência na integração de Marketing e Tecnologia para impulsionar negócios, equipes e profissionais a compreenderem e otimizarem as operações de marketing digital e tecnologia. Sua expertise técnica abrange áreas-chave como SEO técnico, Analytics, CRM, Chatbots, CRO (Conversion Rate Optimization) e automação de processos.

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