Como usar a publicidade para fortalecer o posicionamento da sua marca em 2025

Como usar a publicidade para fortalecer o posicionamento da sua marca em 2025

Em 2025, publicidade não é mais só comprar mídia e disputar leilão de cliques. É decidir com precisão onde sua marca vai se posicionar na cabeça das pessoas em meio a IA generativa, retail media, CTV, influenciadores e um consumidor mais desconfiado do que nunca. Se o seu planejamento ainda se resume a “subir campanha no Meta e Google”, você corre o risco de virar ruído.

Pense na publicidade como uma bússola de navegação. Ela não é o destino, mas orienta cada escolha de canal, mensagem e investimento para apontar na direção certa do seu posicionamento. Agora imagine um time de marketing reunido em um war room de mídia durante a Black Friday, acompanhando um painel de dados em tempo real. É esse nível de foco e agilidade que você precisa para transformar publicidade em um ativo estratégico de marca.

Neste artigo, você vai entender como conectar tendências, dados e criatividade para usar publicidade de forma mais inteligente e consistente com o posicionamento da sua marca.

O novo papel da publicidade no posicionamento de marca

Nos últimos anos, a pressão por resultado imediato empurrou muitos times para uma visão de publicidade puramente de performance. Só que os dados mais recentes mostram um movimento de reequilíbrio entre construção de marca e captura de demanda. Um estudo global da Nielsen, divulgado pelo Meio & Mensagem sobre tendências de publicidade em 2025, aponta que os profissionais seguem investindo forte em CTV e retail media, justamente para conectar awareness com vendas.

No Brasil, pesquisa da Conversion sobre tendências de marketing para 2025 mostra que a maioria dos orçamentos ainda está concentrada em performance, mas a preocupação com crescimento de marca está subindo. Isso confirma o que você provavelmente sente na prática: só performance não sustenta CAC saudável, e só branding sem conversão não fecha a conta.

Operacionalmente, o ponto de partida é clareza brutal sobre posicionamento antes de falar em mídia. Responda com o time:

  • Em que território a marca quer ser reconhecida nos próximos 3 anos?
  • Que promessa central diferencia a marca em relação aos principais concorrentes?
  • Quais atributos não podem faltar em nenhuma peça de publicidade, independentemente do canal?

A partir daí, publicidade deixa de ser uma lista de formatos e passa a ser um sistema. Cada campanha deve reforçar um mesmo núcleo de posicionamento, ainda que adaptado a contextos, públicos e funis diferentes.

Tendências de publicidade em 2025 que impactam diretamente o posicionamento

Várias pesquisas recentes apontam na mesma direção: IA, dados próprios e criatividade específica por plataforma estão redesenhando o jogo da publicidade. A Kantar, em seu estudo de tendências de marketing para 2025, reforça que não basta adaptar um mesmo anúncio para todos os canais. O algoritmo recompensa peças pensadas para o comportamento de consumo de cada ambiente.

A Agência Floki, ao discutir tendências de marketing digital, destaca a hiperpersonalização via IA, que leva em conta contexto, momento e até humor. Isso tem impacto direto no posicionamento, porque permite entregar versões da mesma promessa de marca mais aderentes a cada microsegmento. Já a Orgânica Digital, em sua análise das principais tendências de marketing digital, aponta o avanço de AR/VR e microinfluenciadores para experiências mais imersivas e autênticas.

Do lado de mídia paga, artigos de players como Amazon Ads sobre tendências de marketing para 2025 e de redes de retail media mostram como a combinação de vídeo curto, vídeo longo e anúncios em jornada de compra permite posicionar a marca em diferentes profundidades de intenção.

Para transformar essas tendências em ação, use um quadro simples de experimentação trimestral:

  • Trimestre 1: testar uma campanha de vídeo curto com foco em mensagem de posicionamento core em plataformas de social.
  • Trimestre 2: rodar experimentos em retail media ou marketplaces, alinhando criativos com o mesmo posicionamento.
  • Trimestre 3: incluir formatos imersivos ou experiências com criadores que reforcem atributos da marca.
  • Trimestre 4: consolidar aprendizados e definir um “playbook de publicidade por canal” baseado no que mais ajudou a fixar posicionamento e gerar resultado.

O objetivo é que cada teste responda a uma pergunta clara de posicionamento, não só de CPA.

Como traduzir posicionamento em briefing de publicidade

A lacuna entre “discurso de marca” e “criativo final” costuma nascer em um ponto: o briefing. Um bom documento de briefing é o elo entre o que a marca é e o que a campanha precisa comunicar. Em um cenário em que IA e automação aceleram a produção de peças, a qualidade desse insumo é ainda mais crítica.

Um briefing de publicidade pensado para posicionamento precisa ir além de público-alvo genérico e lista de entregáveis. Ele deve traduzir escolhas estratégicas em instruções práticas para mídia e criação. Use este checklist:

  1. Território de marca: qual é o espaço mental que queremos ocupar? Exemplo: “saúde simples”, “finanças descomplicadas”, “beleza responsável”.
  2. Inimigo ou tensão: que problema real da vida do público a marca está combatendo?
  3. Prova: que evidências concretas sustentam a promessa? Dados, cases, selos, depoimentos.
  4. Tom de voz: como a marca fala? Didática, bem humorada, técnica, inspiradora.
  5. Mandatórios de posicionamento: que palavras, conceitos ou elementos visuais precisam aparecer.
  6. Limites éticos e de dados: o que pode ou não ser usado em termos de segmentação, remarketing e IA.

Incorporar um bloco específico de diretrizes de IA e dados é fundamental. Materiais como o recurso da Asana sobre tendências e estratégias de marketing reforçam o papel da automação e da personalização, mas também a necessidade de transparência e consentimento.

Com esse nível de detalhe, a publicidade deixa de “inventar” o posicionamento em cada job e passa a escalá-lo de forma consistente.

Arquitetando campanhas full funnel sem perder o foco em posicionamento

Falar em posicionamento sem olhar para o funil completo é receita para frustração. De um lado, há pressão por awareness. Do outro, a diretoria cobra vendas no curto prazo. A chave é desenhar campanhas de publicidade que conectem topo, meio e fundo de funil sob a mesma ideia central de marca.

Comece mapeando o funil com o time:

  • Topo: quais mensagens e formatos melhor expressam o território de marca para quem ainda não conhece você?
  • Meio: que conteúdos reforçam autoridade e prova, aproximando o público da consideração?
  • Fundo: que ofertas e argumentos de urgência convertem sem distorcer o posicionamento?
  • Pós-compra: como a experiência e a comunicação de CRM reforçam a promessa feita na publicidade?

Um jeito simples de garantir consistência é definir um “fio condutor” verbal e visual. Por exemplo: a mesma frase-chave de promessa aparece adaptada na campanha de vídeo, no anúncio de pesquisa, no criativo de retail media e nas comunicações de CRM. Isso conversa diretamente com recomendações de estudos como o da Mundo do Marketing sobre tendências globais de marketing, que destacam a importância de consistência em meio à fragmentação de canais.

Do ponto de vista de métricas, saia do binário “brand vs performance”. Para cada grande iniciativa de publicidade, defina pelo menos:

  • 1 indicador de atenção e lembrança de marca.
  • 1 indicador de intenção ou consideração.
  • 1 indicador de resultado de negócio.

Relatórios mais maduros mostram como as peças que melhor reforçam atributos de posicionamento tendem também a performar melhor em conversão, especialmente em janelas de tempo um pouco mais longas.

Mídia, dados e IA: do planejamento à otimização criativa

O salto de eficiência da publicidade em 2025 vem da combinação de dados próprios, IA e inventário de mídia cada vez mais granular. Projeções como as divulgadas por players globais e por plataformas como a já citada Amazon Ads apontam IA generativa produzindo criativos em escala, enquanto algoritmos otimizam entregas quase em tempo real.

No Brasil, análises da Criteo, comentadas pela CNDL ao tratar de tendências de publicidade digital, destacam o boom de retail media e o uso de machine learning para adaptar formatos, preços e mensagens conforme o comportamento do shopper. É o sonho do “anúncio certo, na hora certa” ficando mais próximo.

Para que isso beneficie o posicionamento e não apenas o clique, estruture um workflow de mídia orientado por dados:

  1. Planejamento: defina hipóteses de posicionamento por público e canal. Exemplo: “para o segmento X, enfatizar atributo Y”.
  2. Configuração de campanhas: organize grupos de anúncios por hipótese, não apenas por estrutura de leilão.
  3. Configuração de testes criativos: use IA para gerar variações, mas trave elementos-chave do posicionamento.
  4. Monitoramento em war room: em datas críticas, simule o cenário de um time de marketing reunido em um war room de mídia durante a Black Friday, acompanhando um painel de dados em tempo real, para tomar decisões ágeis.
  5. Pós-análise: consolide aprendizados em um repositório vivo de “regras de ouro de publicidade da marca”.

Vídeo tende a continuar dominante na disputa por atenção. Conteúdos como o vídeo da VTSD sobre tendências de marketing digital para 2025 reforçam esse protagonismo, trazendo benchmarks práticos de performance. Use esses insights para orientar escolhas de formato e mensagem, sempre com a sua bússola de navegação do posicionamento guiando o caminho.

Boas práticas para publicidade ética e relevante em um cenário de IA

O outro lado da hiperpersonalização e da IA é o risco de perder a confiança do consumidor. Pesquisas citadas por veículos como o Mundo do Marketing mostram um público preocupado com anúncios enganosos, deepfakes e uso obscuro de dados. Materiais de tendência como os da Orgânica Digital reforçam a importância de dados próprios e transparência.

Publicidade ética não é só um tema jurídico. É parte do posicionamento. Marcas que abusam de segmentações invasivas ou criativos enganosos podem até gerar resultado de curto prazo, mas corroem o território de confiança que tentam construir.

Use este checklist para orientar suas práticas de publicidade:

  • Trabalhar com base em consentimento explícito e políticas claras de privacidade.
  • Ser transparente sobre a presença de IA em conteúdos e interações quando relevante.
  • Evitar mensagens que explorem medos sensíveis sem oferecer soluções reais.
  • Priorizar criadores e influenciadores que reflitam de fato os valores do posicionamento.
  • Monitorar percepção em comentários, social listening e NPS para identificar sinais de fadiga ou rejeição.

Fontes como estudos de mercado da Kantar e da Conversion reforçam que a construção de marca passa por coerência. Sua publicidade precisa ser uma extensão fiel do que a marca promete, inclusive no cuidado com dados e com o impacto social das mensagens.

Próximos passos para transformar publicidade em posicionamento consistente

Se você chegou até aqui, já percebeu que publicidade eficaz em 2025 exige muito mais do que escolher canais e orçamentos. É alinhar tendências, dados e criatividade em torno de um posicionamento claro e defendido em cada ponto de contato. A boa notícia é que você não precisa refazer tudo de uma vez.

Comece revisitando sua estratégia atual como quem ajusta uma bússola de navegação: verifique se campanhas, mensagens e investimentos apontam para o mesmo norte estratégico. Em seguida, selecione 2 ou 3 frentes prioritárias para os próximos 90 dias, como melhorar o briefing, testar vídeos focados em posicionamento ou estruturar um war room em datas-chave.

Ao tratar cada decisão de mídia como uma oportunidade de reforçar quem a sua marca é, você transforma publicidade de custo em ativo. E constrói, campanha a campanha, um posicionamento mais forte, reconhecível e difícil de copiar pelos concorrentes.

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Dionatha Rodrigues

Dionatha é bacharel em Sistemas de Informação e especialista em Martech, com mais de 17 anos de experiência na integração de Marketing e Tecnologia para impulsionar negócios, equipes e profissionais a compreenderem e otimizarem as operações de marketing digital e tecnologia. Sua expertise técnica abrange áreas-chave como SEO técnico, Analytics, CRM, Chatbots, CRO (Conversion Rate Optimization) e automação de processos.

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