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PageRank: o que é, como funciona e boas práticas para ganhar autoridade com links

PageRank: o que é, como funciona e boas práticas para ganhar autoridade com links

Introdução

Em SEO, muita coisa mudou com IA, entidades e sinais de experiência do usuário, mas um princípio segue firme: links ainda ajudam o Google a entender o que é importante. O PageRank é a peça clássica que explica isso. Mesmo sem existir uma “nota pública” de PageRank há anos, o conceito continua sendo essencial para decisões práticas como arquitetura de informação, links internos e digital PR.

Pense no seu site como um mapa de metrô: cada página é uma estação e cada link é uma linha que direciona fluxo. O cenário típico em marketing é o time reorganizando essas linhas, conectando estações estratégicas (páginas pilar) e encurtando o caminho até páginas de conversão. Neste artigo você vai ver o que é PageRank, como ele funciona e boas práticas para aplicar a lógica de forma operacional.

O que é PageRank

PageRank é um algoritmo de análise de links que modela a “importância” de uma página com base na estrutura do grafo da web, tratando links como sinais de recomendação. A ideia foi central na proposta original do Google como mecanismo de busca baseado em hipertexto, não apenas em correspondência de palavras. citeturn5view0

Para que serve (no contexto de SEO e Marketing)

Na prática, PageRank ajuda a responder a uma pergunta operacional: quais páginas merecem mais atenção na classificação porque recebem mais “endosso” do ecossistema de links.

Isso tem implicações diretas para marketing e growth:

  • Aquisição orgânica: mais capacidade de ranquear conteúdos que abrem topo e meio de funil.
  • Distribuição de autoridade interna: páginas de alta visibilidade podem “empurrar” relevância para páginas de produto, trial, pricing e comparativos.
  • Digital PR e parcerias: priorização de links editoriais e contextuais que realmente transferem valor.

E, embora o algoritmo de ranking seja muito mais amplo hoje, análises recentes de documentos e cobertura especializada indicam que sinais associados a PageRank e links seguem presentes nas features internas de ranking. citeturn3search0

O que PageRank não é (para evitar confusão)

Para usar PageRank do jeito certo, é crucial entender o que ele não representa:

  • Não é uma métrica pública confiável: você não consegue “ver o PageRank real” do Google.
  • Não é sinônimo de Domain Authority, DR, UR ou Authority Score: essas são métricas proprietárias de ferramentas, úteis como proxy, mas não equivalentes ao PageRank interno.
  • Não é só “quantidade de backlinks”: a lógica é recursiva. Links de páginas fortes tendem a pesar mais do que links de páginas fracas.
  • Não substitui relevância de conteúdo: PageRank é sobre estrutura de links. A relevância vem de outros componentes do sistema de busca.

Onde o PageRank se encaixa na stack moderna de marketing

Em uma stack martech real, PageRank não é “uma ferramenta” dentro do CRM ou da automação. Ele é um mecanismo conceitual que orienta o módulo de SEO, que por sua vez alimenta o funil.

Uma leitura prática de stack:

  1. SEO (técnico + conteúdo + links) cria a superfície de aquisição.
  2. Analytics mede aquisição e conversão.
  3. CRM/Automação captura, nutre e converte os leads gerados.

O PageRank entra no passo 1 como uma heurística de decisão para:

  • priorizar páginas que precisam de links internos;
  • definir quais páginas devem receber links externos (via PR e conteúdo);
  • reduzir desperdício de autoridade em páginas pouco estratégicas.

Como o PageRank funciona

Se o seu site é um mapa de metrô, o PageRank é uma forma matemática de estimar para quais estações um usuário chegaria com mais frequência se ficasse clicando em linhas aleatoriamente.

A seguir, um modelo operacional (sem entrar em álgebra pesada) que você pode usar em planejamento e auditoria.

Passo a passo do funcionamento (modelo operacional)

  1. O Google forma um grafo de links

    • Páginas são nós.
    • Links são arestas direcionadas (A aponta para B).
  2. Cada página começa com uma “cota” de importância
    O sistema parte de uma distribuição inicial e vai refinando o valor com iterações.

  3. Cada página repassa parte do seu valor pelos links de saída
    Regra intuitiva: se uma página tem “força” e linka para 10 URLs, ela divide essa força entre essas saídas.

  4. Existe um fator de amortecimento (damping factor)
    Isso evita que o sistema fique preso em ciclos e modela a ideia de que o usuário pode “teleportar” para outra página sem seguir um link.

  5. O cálculo é iterativo até estabilizar
    O valor converge: depois de várias rodadas, as notas mudam cada vez menos.

Ferramentas que calculam métricas inspiradas em PageRank usam explicitamente princípios como damping factor e tratamento de nofollow. citeturn1search0

Exemplo simples (o suficiente para tomar decisões)

Imagine uma página de categoria que recebe muitos links externos e internos. Se ela aponta para 50 páginas pouco relevantes (tags, filtros infinitos, paginações sem estratégia), ela dilui a distribuição.

No “mapa de metrô”, é como criar linhas demais para estações sem demanda. O resultado não é necessariamente “penalidade”, mas perda de foco: páginas estratégicas recebem menos força relativa.

Um erro comum em times é achar que “bloquear” ou “noindex” resolve tudo sobre fluxo de autoridade.

Coberturas técnicas do funcionamento de buscadores destacam que a análise de links (e PageRank) é tratada separadamente do evento de crawl, o que muda a forma de pensar em arquitetura e directives. citeturn0search1

No SEO moderno, o Google recomenda qualificar links de acordo com natureza:

  • rel="sponsored" para links pagos.
  • rel="ugc" para links gerados por usuários.
  • rel="nofollow" quando você não quer endossar.

A documentação do Google detalha quando usar esses atributos em links de saída. citeturn1search2turn1search6

E um ponto que muda a estratégia: desde 2019, o Google passou a tratar nofollow, sponsored e ugc como hints, não como regras absolutas, para ajudar o sistema a analisar melhor a web e padrões de links. citeturn4search1

O que isso significa para marketing na prática

No cenário do “mapa de metrô”, o time de marketing geralmente tem duas alavancas:

  1. Reorganizar as linhas internas (links internos)

    • Menos cliques até páginas de conversão.
    • Páginas pilar apontando para clusters.
    • Remoção de caminhos redundantes.
  2. Conectar sua rede a redes fortes (links externos de qualidade)

    • Digital PR, estudos, templates, ferramentas gratuitas.
    • Parcerias editoriais reais.

E precisa fazer isso sem cair em práticas que o Google classifica como manipulação de ranking por links.

Boas práticas de PageRank

Aqui estão práticas que um time de SEO e conteúdo consegue aplicar em sprints, com impacto em aquisição e distribuição de autoridade.

1) Modele a arquitetura com páginas pilar e clusters (antes de “criar mais conteúdo”)

Em vez de publicar 30 artigos isolados, desenhe o mapa:

  • 3 a 8 páginas pilar (temas que você quer dominar).
  • 8 a 20 clusters por pilar (tópicos de suporte).
  • 3 a 6 páginas de money por pilar (produto, comparação, pricing, demo).

Regra de decisão:

  • Se um conteúdo não tem um destino claro de link interno (para pilar e para money page), ele tende a virar uma estação sem conexão.

Checklist operacional:

  • Corrigir páginas órfãs (sem links internos).
  • Reduzir profundidade: páginas estratégicas em até 3 cliques.
  • Revisar menus e rodapés: evitar repetição de centenas de links sem função.
  • Consolidar tags e categorias que criam milhares de URLs fracas.

Essa é a parte em que o “mapa de metrô” fica legível: menos linhas inúteis, mais linhas para estações importantes.

Se sua operação envolve publis, afiliados, posts patrocinados, widgets ou UGC, você precisa de política clara.

Boas práticas alinhadas ao Google:

  • Marcar links comerciais com sponsored (ou nofollow). citeturn1search2turn6search4
  • Marcar links em comentários e fóruns com ugc quando apropriado. citeturn1search2
  • Evitar campanhas de artigos em larga escala cujo objetivo principal seja “fabricar links”. citeturn6search0

O Google é explícito em tratar compra e venda de links que passam PageRank como violação de diretrizes. citeturn6search4

O que fazer em vez disso (táticas mais resilientes):

  • Digital PR orientado a dados (pesquisas, benchmarks, relatórios).
  • Ferramentas gratuitas simples (calculadoras, checklists interativos).
  • Conteúdos com opinião técnica e exemplos reais (mais citáveis).
  • Páginas de comparação honestas (com critérios claros).

5) Busque diversidade e relevância, não só volume

Pense em “qualidade do voto”. Um link editorial contextual em um site do seu nicho tende a ajudar mais do que dezenas de links repetidos, em páginas irrelevantes ou de baixa confiança.

E atenção: sistemas de combate a spam e atualizações de link spam têm como objetivo neutralizar efeitos de links não naturais. citeturn6search2turn6search5

6) Use métricas proxy com maturidade (sem fetichizar número)

Como você não mede PageRank diretamente, use proxies para orientar decisões, não para “comemorar pontuação”.

Duas abordagens úteis:

  • Métrica de página baseada em princípios de PageRank: por exemplo, URL Rating (UR) é descrito como inspirado nos princípios básicos de PageRank e considera links internos e externos. citeturn1search0
  • Métrica composta de autoridade (links + spam + tráfego): Authority Score, por exemplo, combina link power, sinais de tráfego orgânico e fatores de spam. citeturn2search1

Regra de decisão:

  • Use proxies para comparar URLs e priorizar ações, não como meta final.

7) Conecte PageRank a KPIs de negócio (senão vira SEO “de vaidade”)

O objetivo não é “aumentar PageRank”. É aumentar:

  • sessões orgânicas qualificadas;
  • conversão orgânica para lead/trial;
  • participação do orgânico no pipeline;
  • receita influenciada por páginas orgânicas.

Um jeito simples de amarrar:

  1. Escolha 5 a 10 URLs que são gargalo de receita (pricing, demo, comparativos).
  2. Garanta que elas recebam links internos de páginas com maior tráfego e maior número de links recebidos.
  3. Meça uplift em impressões, posições e conversão.

8) Indicadores de maturidade (para saber se seu “mapa de metrô” está bom)

Use estes sinais para avaliar maturidade:

  • Nível 1 (básico): links internos existem, mas são inconsistentes; muitas páginas órfãs.
  • Nível 2 (gerenciado): hubs e clusters implementados; páginas de money recebem links internos planejados.
  • Nível 3 (otimizado): governança de links pagos/UGC; auditorias mensais; digital PR contínuo; URLs fracas controladas.

Ferramentas para aplicar PageRank na prática (sem depender do “PageRank do Google”)

“Ferramentas” aqui significa: o que ajuda você a enxergar estrutura de links e tomar decisão.

  • Crawlers para mapear profundidade, páginas órfãs e distribuição de links.
  • Relatórios de navegação e comportamento para entender caminhos até conversão.
  • Plataformas que estimam força do perfil de links por URL e domínio, com métricas proxy inspiradas em PageRank. citeturn1search0turn2search1
  • Documentação do Google para qualificação de links (nofollow, sponsored, ugc) e boas práticas de links crawláveis. citeturn1search2turn1search6turn4search1

Conclusão

PageRank é a base conceitual que transforma “links” em um sistema de priorização: páginas conectadas por boas recomendações tendem a ganhar mais visibilidade. Na metáfora do mapa de metrô, seu trabalho não é criar mais linhas por criar, e sim conectar melhor as estações que importam para aquisição e receita.

Quando você entende o que é PageRank, fica mais fácil separar métricas proxy de realidade. Ao entender como funciona, você otimiza links internos e evita diluição. E, ao aplicar boas práticas, você reduz risco de link spam, melhora governança e transforma SEO em um canal previsível que alimenta CRM e pipeline. O próximo passo prático é escolher 5 a 10 URLs de impacto, auditar o “trajeto” até elas e redesenhar seus links internos para encurtar o caminho e aumentar a autoridade relativa.

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Dionatha Rodrigues

Dionatha é bacharel em Sistemas de Informação e especialista em Martech, com mais de 17 anos de experiência na integração de Marketing e Tecnologia para impulsionar negócios, equipes e profissionais a compreenderem e otimizarem as operações de marketing digital e tecnologia. Sua expertise técnica abrange áreas-chave como SEO técnico, Analytics, CRM, Chatbots, CRO (Conversion Rate Optimization) e automação de processos.

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