Tudo sobre

Modelos de Receita em Tecnologia: como desenhar, otimizar e escalar em 2025

Imagine um tabuleiro de xadrez no centro da mesa de uma reunião de planejamento em uma scale-up de tecnologia. Cada peça representa um tipo de receita possível, com riscos, margens e previsibilidade diferentes. Escolher o movimento errado não quebra o jogo de imediato, mas compromete todas as jogadas seguintes.

Com Modelos de Receita acontece o mesmo. Em 2025, enquanto empresas brasileiras destinam cerca de 20% da receita à inovação digital e IA, segundo estudos divulgados por veículos como o IT Forum e a TI Inside, a pressão para transformar investimento em retorno concreto é brutal. Neste artigo, você vai ver como estruturar, comparar, otimizar e fiscalizar seus modelos de receita em negócios digitais, com foco em eficiência, melhoria contínua e novas oportunidades trazidas por IA.

Por que Modelos de Receita são o tabuleiro estratégico de tecnologia em 2025

Modelos de Receita não são apenas uma forma de cobrar do cliente. Eles definem previsibilidade de caixa, capacidade de investimento, valuation e até o tipo de talento que você precisa trazer para o time. Em tecnologia, onde o custo marginal tende a zero e a escala é global, o modelo certo pode multiplicar o potencial de um mesmo produto.

Estudos recentes da PwC mostram que empresas que usam IA de forma estratégica conseguem ganhos de produtividade entre 20% e 30%, afetando diretamente a capacidade de gerar nova receita sobre a mesma base de ativos. Em paralelo, análises como a do Roberto Dias Duarte indicam que o gasto com tecnologia já representa perto de 9% da receita no Brasil, acima da média global, o que reforça a necessidade de eficiência e retorno.

Para quem trabalha com marketing, produto ou growth, entender Modelos de Receita virou habilidade central. O impacto vai de decisões de pricing à priorização de backlog, passando pela definição de canais de aquisição e metas de LTV. Não basta vender mais; é preciso vender com o modelo que melhor converte esforço de aquisição em valor de longo prazo.

Tipos de Modelos de Receita mais usados em negócios de tecnologia

Na prática, a maioria dos negócios digitais combina alguns poucos Modelos de Receita em arquiteturas relativamente repetidas. Um bom ponto de partida é mapear estes formatos e onde eles tendem a performar melhor.

  1. Assinatura recorrente (SaaS, clubes, plataformas)
    É o modelo de Spotify, Netflix, Smartfit e da maior parte dos softwares B2B. O cliente paga um valor recorrente em troca de acesso contínuo. Segundo a PlayStudio, este é um dos formatos mais escaláveis, especialmente quando o custo de servir um cliente adicional é baixo.

  2. Pay-per-use ou consumo
    Comum em nuvem, APIs e soluções de dados. O cliente paga por volume de uso, como requisições, gigabytes ou transações. Relatórios da RD Station mostram a ascensão de modelos híbridos que combinam assinatura base com cobrança variável por uso, reduzindo churn e alinhando valor percebido ao faturamento.

  3. Publicidade e dados
    Google, Meta e muitos marketplaces monetizam via mídia, aproveitando o tráfego e os dados comportamentais para vender espaço publicitário segmentado. A PlayStudio destaca que anúncios podem sustentar bilionárias fontes de receita quando a base de usuários é massiva.

  4. Comissão e intermediação
    Modelos típicos de marketplace, como Mercado Livre, Uber e iFood. A empresa ganha um percentual sobre cada transação. A vantagem está na escalabilidade sem necessidade de possuir os ativos físicos.

  5. Licenciamento, white label e revenue share
    Soluções de tecnologia podem ser licenciadas para parceiros ou marcas que customizam a oferta. Em fintechs, formatos como Credit as a Service viabilizam receitas atreladas ao volume de crédito transacionado.

  6. Multi-receita
    Segundo a Revista Empreende, modelos multi-receita têm ganhado espaço em franquias e negócios digitais por diluir risco e aumentar estabilidade. É a combinação de assinatura, serviços, comissões e mídia em um mesmo ecossistema.

O trabalho estratégico começa em entender quais desses modelos fazem sentido para seu contexto de cliente, ativo principal e proposta de valor.

Como conectar Modelos de Receita e Modelos de Negócio digitais

Modelos de Receita não existem no vácuo. Eles precisam conversar com o Modelo de Negócio, isto é, com a forma como sua empresa cria, entrega e captura valor. Se a proposta de valor é simplicidade e previsibilidade, mas o pricing é cheio de taxas, faixas e exceções, a experiência quebra.

Um bom exercício é cruzar três dimensões básicas do Modelo de Negócio com o modelo de receita desejado:

  1. Quem é o cliente principal
    Empresas B2B, B2C ou enterprise suportam elasticidades de preço diferentes. Em B2B enterprise, contratos anuais com valor mínimo alto e implantação consultiva fazem mais sentido. Em B2C, modelos freemium ou camadas de assinatura com baixo ticket tendem a funcionar melhor.

  2. Qual é o ativo central de valor
    Plataformas de dados, software, comunidades, infraestrutura ou expertise humana pedem estruturas diversas. Se o ativo central é software, faz sentido usar assinaturas, uso ou licenciamento. Se o ativo é uma rede de sellers, comissão por transação vira protagonista.

  3. Como o custo escala
    Se o custo marginal por cliente é baixo, Modelos de Receita recorrentes podem capturar margens muito altas. Já em negócios com forte componente humano, como consultoria, o preço precisa refletir o tempo e a especialização.

Ferramentas como o Business Model Canvas ajudam a alinhar Modelo de Negócio e Modelo de Receita em uma visão única. O objetivo é garantir coerência entre proposta de valor, canais, estrutura de custos e fontes de receita.

IA, treinamento, inferência e novos fluxos de Modelos de Receita

O avanço da IA abre uma fronteira de Modelos de Receita totalmente novos, especialmente em negócios baseados em modelos de machine learning. A discussão deixa de ser apenas "quanto custa o software" e passa a considerar ciclos de treinamento e inferência do modelo, além da infraestrutura que suporta cada etapa.

Relatórios recentes da McKinsey apontam ganhos de 20% a 30% de produtividade quando a IA é integrada a processos de ponta a ponta. Na prática, isso significa que o mesmo time de vendas, marketing e atendimento consegue gerar muito mais receita com apoio de modelos preditivos e agentes inteligentes.

Do ponto de vista de modelo de receita, surgem algumas oportunidades claras:

  • Cobrança por número de chamadas de inferência a um modelo
  • Camadas de preço baseadas em volume de dados usados para treinamento
  • Planos premium com acesso a modelos mais atualizados, precisos ou especializados
  • Revenue share sobre ganhos de performance obtidos com otimização via IA

A PwC destaca ainda a tendência de substituir grandes projetos de upgrade de sistemas por agentes de IA que trabalham sobre os ERPs existentes. Isso desloca o modelo de receita de licenças pontuais para contratos contínuos de valor agregado, ligados à performance entregue.

Para lideranças de marketing e produto, o desafio é desenhar ofertas que comuniquem claramente estes benefícios, evitando que o cliente veja IA apenas como um custo adicional de infraestrutura.

Otimização, eficiência e melhoria contínua dos Modelos de Receita

Uma vez escolhido o modelo inicial, começa o trabalho de otimização, eficiência e melhoria contínua. O foco deixa de ser apenas "qual modelo" e passa a incluir "quão bem ele captura valor".

Estudos apontados pelo IT Forum mostram que empresas brasileiras devem destinar mais de 20% da receita à inovação digital em 2025. Ao mesmo tempo, análises da Gartner indicam que iniciativas de Revenue Operations integradas a IA podem aumentar a receita em cerca de 15% por meio de melhor previsão, pricing dinâmico e alinhamento entre marketing, vendas e customer success.

Na prática, você pode estruturar a melhoria contínua do modelo de receita em quatro frentes:

  1. Métricas de unidade econômica
    Acompanhe CAC, LTV, payback, margem bruta e receita recorrente mensal ou anual. O objetivo é garantir que o modelo seja sustentável e escalável.

  2. Experimentação de pricing e pacotes
    Teste faixas de preço, bundles, limites de uso e descontos por volume. Use abordagens de experimentação controlada em segmentos específicos, reduzindo risco.

  3. Automação de cobrança e RevOps
    Integre CRM, billing e ferramentas de automação, como plataformas de marketing multitouch. Isso reduz erros, melhora previsão de receita e libera o time para atividades de maior valor.

  4. Feedback de valor percebido
    Use pesquisas de NPS, entrevistas e análise de uso para entender se o cliente associa claramente o preço ao valor recebido.

O ponto central é tratar Modelos de Receita como um produto vivo, que passa por ciclos de descoberta, teste e escala, e não como uma decisão única tomada na fundação da empresa.

Riscos, compliance e fiscalização digital em modelos de plataforma

À medida que Modelos de Receita digitalizados se sofisticam, a agenda de compliance ganha peso. Em 2025, a Receita Federal intensifica o uso de IA para fiscalização de plataformas e marketplaces, como detalha a Confab Live University. Isso reduz drasticamente as zonas cinzentas para negócios baseados em intermediação ou economia de bicos.

Na prática, isso significa que Modelos de Receita precisam ser "fiscalmente proof" desde a concepção. Algumas orientações operacionais:

  • Garanta rastreabilidade completa das transações, inclusive em modelos de comissão e multi-receita
  • Automatize emissão de notas, retenções e conciliações sempre que possível
  • Mantenha contratos e termos de uso alinhados ao que efetivamente é cobrado e entregue
  • Revise com frequência a matriz de riscos tributários por tipo de receita

Negócios que atuam como plataformas devem cuidar também da transparência com sellers e parceiros, detalhando regras de comissão, retenções e serviços acoplados. Com o avanço de fiscalização digital, problemas que antes eram tratados como "ajustes de fim de ano" podem se tornar multas significativas ou bloqueios de operação.

Pensar em Modelos de Receita em tecnologia implica considerar, desde o início, como a estrutura de cobrança dialoga com obrigações fiscais em tempo quase real.

Roteiro prático em 90 dias para evoluir seu Modelo de Receita

Para sair da reflexão conceitual e entrar em execução, vale um roteiro pragmático de 90 dias. Volte mentalmente ao tabuleiro de xadrez do início: o objetivo não é mudar todas as peças de uma vez, mas melhorar consistentemente sua posição.

Dias 1 a 30: Diagnóstico e alinhamento

  • Mapeie todos os fluxos atuais de receita, inclusive aqueles considerados "acessórios"
  • Cruze dados de receita com margens, churn, LTV e CAC por segmento
  • Revise o Modelo de Negócio, identificando se o modelo de receita atual reforça ou fragiliza a proposta de valor
  • Explore benchmarks em fontes como RD Station, PlayStudio e relatórios de consultorias

Dias 31 a 60: Desenho e experimentação controlada

  • Defina de um a três ajustes de modelo de receita com maior potencial de impacto
  • Desenhe hipóteses claras, como "híbrido assinatura + uso reduz churn em X%"
  • Estruture pilotos por segmento, canal ou região, com métricas e janelas de tempo bem definidas
  • Prepare comunicação transparente ao cliente sobre qualquer mudança de preço ou condição

Dias 61 a 90: Escala, automação e aprendizado

  • Analise resultados dos pilotos, comparando grupos expostos e não expostos
  • Decida o que deve escalar, ser ajustado ou abortado
  • Atualize sistemas de billing, CRM e automação para refletir o novo modelo de receita
  • Documente aprendizados em playbooks internos e material de treinamento para marketing, vendas e CS

Ao final desses 90 dias, o objetivo é ter um Modelo de Receita mais bem alinhado ao Modelo de Negócio, com hipóteses testadas e um plano claro de otimização contínua.

Como dar o próximo passo com Modelos de Receita em tecnologia

Modelos de Receita estão no centro da estratégia digital. Em um cenário em que empresas brasileiras elevam o investimento em IA, nuvem e automação, como apontam análises de veículos como TI Inside e consultorias globais, a pressão sobre marketing e produto é transformar capacidade tecnológica em receita sustentável.

O próximo passo é tratar seu modelo de receita como um sistema vivo. Use dados para decidir, IA para otimizar, automação para ganhar eficiência e times alinhados para capturar valor. Volte ao seu "tabuleiro" atual, mapeie peças fortes e frágeis e escolha as próximas jogadas de forma consciente.

Se sua organização ainda decide preços e formatos de cobrança apenas por costume ou benchmarking superficial, este é o momento de estruturar um projeto dedicado de revisão de Modelos de Receita. Com disciplina, métricas claras e uso inteligente de tecnologia, é possível destravar entre 15% e 30% de ganho de receita sobre a mesma base de ativos e clientes que você já possui hoje.

Compartilhe:
Foto de Dionatha Rodrigues

Dionatha Rodrigues

Dionatha é bacharel em Sistemas de Informação e especialista em Martech, com mais de 17 anos de experiência na integração de Marketing e Tecnologia para impulsionar negócios, equipes e profissionais a compreenderem e otimizarem as operações de marketing digital e tecnologia. Sua expertise técnica abrange áreas-chave como SEO técnico, Analytics, CRM, Chatbots, CRO (Conversion Rate Optimization) e automação de processos.

Sumário

Receba o melhor conteúdo sobre Marketing e Tecnologia

comunidade gratuita

Cadastre-se para o participar da primeira comunidade sobre Martech do brasil!