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Tecnologias para o Setor Imobiliário em 2025: prioridades práticas para vender mais e operar melhor

Tecnologias para o Setor Imobiliário em 2025: prioridades práticas para vender mais e operar melhor

A digitalização do setor imobiliário deixou de ser “diferencial” e virou condição de competitividade. Em 2025, a disputa acontece em três frentes ao mesmo tempo: velocidade de atendimento, precisão na qualificação de demanda e eficiência operacional sob pressão de custos. Nesse contexto, pense nas Tecnologias para o Setor Imobiliário como um painel de controle (dashboard) onde cada alavanca impacta um KPI claro: lead-to-visit, visita-to-proposta, tempo de ciclo e custo por venda.

Este artigo organiza o que priorizar, como implementar e quais métricas acompanhar. O cenário é realista: uma incorporadora e uma imobiliária redesenhando a operação em 90 dias para reduzir gargalos, padronizar dados e ganhar previsibilidade. Você vai sair com um mapa de decisão, workflows replicáveis e regras práticas para aplicar Inteligência Artificial, automação e experiências imersivas sem “projetos infinitos”.

Mapa de prioridades: Tecnologias para o Setor Imobiliário por impacto e maturidade

Se você tentar adotar tudo ao mesmo tempo, o time vira integrador de ferramentas e não vendedor. O primeiro passo é classificar Tecnologias para o Setor Imobiliário em uma matriz simples: Impacto no funil (alto ou médio) versus Maturidade de implementação (fácil, moderada, complexa). Use isso como regra de portfólio para os próximos 90 dias.

Priorize primeiro o que reduz tempo de resposta e aumenta conversão. Plataformas de CRM e atendimento automatizado costumam gerar retorno mais rápido do que iniciativas profundas de dados. Soluções como o ecossistema de CRM e automação do mercado, citado por players como a CVCrm, normalmente atacam o principal desperdício do funil: lead não respondido ou respondido tarde.

Um framework de decisão em 5 perguntas

  1. Onde está a maior perda hoje? (leads sem contato, baixa taxa de visita, no-show, propostas lentas, distrato).
  2. Você mede o tempo de primeira resposta por canal? Se não mede, comece por atendimento e CRM.
  3. Seu cadastro de empreendimentos é único e confiável? Se não, qualquer algoritmo ou modelo vira “lixo entra, lixo sai”.
  4. O processo depende de papel e retrabalho? Se sim, assinar e organizar documentos é prioridade.
  5. Você consegue rodar um piloto em 2 semanas? Se não, o projeto está grande demais.

Checklist operacional (para sair do PowerPoint)

  • Defina 4 KPIs: tempo de 1ª resposta, taxa de agendamento de visita, conversão visita-proposta, ciclo até contrato.
  • Centralize a entrada de leads (portais, WhatsApp, mídia, indicação) no CRM.
  • Crie um “padrão mínimo de dados” para lead e imóvel (campos obrigatórios).
  • Só depois disso, escale Inteligência Artificial para scoring, preço e personalização.

Este encadeamento reduz risco e acelera ganhos. É o tipo de sequência defendida por plataformas e análises setoriais que apontam tecnologia como requisito para sustentar crescimento e produtividade, mesmo com desafios macroeconômicos. Um bom norte é combinar tendências locais (como as analisadas pela Kenlo) com benchmarks globais como os da JLL.

Inteligência Artificial nas Tecnologias para o Setor Imobiliário: do lead scoring ao preço

A forma mais útil de pensar em Inteligência Artificial no imobiliário é separar três camadas: dados, modelo e ação. Sem ação, IA vira relatório. Sem dados, vira adivinhação. Sem modelo, vira regra manual.

Na prática, o que funciona primeiro é IA para priorização e atendimento, não “IA que vende sozinha”. Vemos isso em iniciativas e produtos voltados ao setor, como as aplicações de IA para qualificação, precificação e personalização descritas por soluções como a Kenlo e por análises de adoção de automação no relacionamento com cliente.

Workflow de IA em 4 etapas (com linguagem de time de operação)

  1. Treinamento: reúna histórico de leads e vendas (origem, perfil, faixa de preço, tempo de resposta, visitas, proposta, fechamento). Padronize categorias e trate duplicidades.
  2. Modelo: aplique um algoritmo de classificação para prever “chance de agendar visita” e “chance de fechar”. Aqui, “Algoritmo, Modelo, Aprendizado” não é jargão, é escolha de método e qualidade de base.
  3. Inferência: rode o modelo diariamente para gerar scores por lead e por imóvel. “Treinamento, Inferência, Modelo” vira rotina operacional.
  4. Ação: use o score para disparar tarefas, roteamento para corretores, mensagens e ofertas. O ganho vem do SLA e da personalização.

Decisões práticas que evitam desperdício

  • Se você não tem 12 meses de histórico confiável, comece com regras determinísticas e evolua para modelo supervisionado depois.
  • Se o time não segue CRM, a IA vira “opinião” e não processo. Trate adesão como projeto de receita.
  • Se você precisa escalar rápido, use serviços prontos de ML para protótipos, como Google Cloud Vertex AI, e só depois invista em algo customizado.

Métricas para provar valor em 30 dias

  • Queda do tempo de 1ª resposta (por canal e por plantão).
  • Aumento do contato efetivo (conseguiu falar) e da taxa de agendamento.
  • Redução de leads “parados” por falta de roteamento.

O benchmark global da JLL reforça a IA entre as tecnologias com maior impacto percebido. A vantagem competitiva, porém, está menos no hype e mais em colocar o modelo dentro do fluxo de trabalho.

Jornada digital e atendimento 24/7: chatbots, WhatsApp e automação de CRM

Atendimento é o lugar onde tecnologia mais rapidamente vira receita. Em um cenário de alta concorrência, a regra é simples: quem responde primeiro, visita primeiro. Por isso, um arranjo eficiente costuma combinar: canal conversacional, automação de triagem e CRM como fonte única.

Comece pelo canal onde o cliente já está. Para muitas operações no Brasil, isso significa WhatsApp Business como porta de entrada. O objetivo não é “conversar bonito”, e sim padronizar perguntas, coletar dados mínimos e garantir continuidade do atendimento.

Roteiro de implementação (em 2 sprints)

Sprint 1 (7 a 10 dias)

  • Defina o questionário de triagem: bairro, faixa de preço, tipo, prazo, forma de pagamento.
  • Crie regras de roteamento: por região, por faixa de ticket, por etapa (primeiro imóvel, investimento, troca).
  • Integre o canal ao CRM para criar lead automaticamente.

Sprint 2 (10 a 15 dias)

  • Automatize follow-ups por etapa (D+1, D+3, D+7) com mensagens diferentes.
  • Crie uma fila de “leads quentes” baseada em ações: clique em tour, envio de documentos, simulação.
  • Estabeleça SLAs: tempo máximo de resposta e número mínimo de tentativas.

Ferramentas de mercado, como as práticas citadas em conteúdos de plataformas como a CVCrm, ajudam a estruturar automações de atendimento e eliminar tarefas repetitivas. Além disso, análises setoriais publicadas por entidades e veículos do setor, como a ABECIP, frequentemente apontam o desafio de produtividade e adoção tecnológica como tema central.

Regra de ouro para não “robotizar” a venda

  • O bot deve coletar e encaminhar, não fechar.
  • A passagem para humano precisa ser explícita: “Posso te conectar com um consultor agora?”.
  • O CRM precisa registrar motivo de perda e etapa, ou você não aprende.

Quando o atendimento 24/7 está bem desenhado, você ganha previsibilidade. A automação vira uma esteira de qualificação, e o corretor entra onde realmente agrega.

Visitas virtuais e experiência imersiva: VR/AR, tour 3D e conteúdo que converte

A experiência imersiva não serve apenas para “impressionar”. Ela reduz atrito, aumenta clareza e qualifica melhor a intenção. Em operações com volume, visitas virtuais filtram curiosos e elevam a proporção de visitas presenciais com chance real de proposta.

A adoção de VR e AR aparece como tendência recorrente em análises de mercado, incluindo discussões sobre visitas remotas e eficiência comercial em materiais como os da Flying Studio e em leituras sobre a jornada de compra cada vez mais digital.

O que implementar primeiro (para não travar em produção de conteúdo)

  1. Tour 3D do decorado e áreas comuns para o empreendimento com maior verba de mídia.
  2. Planta humanizada interativa com medidas e possibilidades de layout.
  3. Vídeos curtos por tipologia (30 a 60 segundos), focados em dor e ganho.

Se você precisa de um padrão de mercado para tour 3D, plataformas como Matterport são referência na criação e publicação desse tipo de experiência. O foco é consistência: melhor ter 10 imóveis com tour bem feito do que 200 com material inconsistente.

Workflow de conversão com visita virtual (simples e mensurável)

  • Anúncio ou conteúdo leva para landing page do empreendimento.
  • Lead escolhe tipologia e agenda uma “visita guiada virtual” de 15 minutos.
  • Após a visita, o CRM dispara um kit: memorial, condições, simulador e próxima etapa.

Métricas que valem acompanhar

  • Taxa de clique no tour versus clique em galeria.
  • Taxa de agendamento após consumir o tour.
  • Redução de no-show em visitas presenciais.

Um cuidado crítico: experiência precisa ser verdade

Se o tour promete algo que o produto não entrega, você aumenta distrato e desgaste. Por isso, alinhe conteúdo com engenharia e incorporação. Tendências e indicadores setoriais, como os discutidos pela Ademi, reforçam como variações de preço e demanda exigem comunicação objetiva e qualificação real, não apenas volume.

Operação sem papel e compliance: assinaturas digitais, documentos e integrações

A transformação mais subestimada no setor é documental. Quando você elimina papel, você reduz tempo, retrabalho e risco. O benefício aparece em duas pontas: acelera o fechamento e melhora governança, especialmente quando há múltiplos envolvidos (comprador, corretor, incorporadora, banco).

O primeiro marco é adotar assinatura eletrônica e fluxos claros de documentos. Soluções como DocuSign se tornaram padrão em vários mercados por criarem rastreabilidade, autenticação e auditoria. O segundo marco é integrar isso ao CRM e ao repositório oficial de documentos, com um “dono do processo” bem definido.

Checklist de implementação (em 30 dias)

  • Defina quais documentos entram na assinatura digital (reserva, proposta, aceite de condições, autorizações).
  • Padronize templates e campos obrigatórios.
  • Defina permissões e trilha de auditoria.
  • Integre com o CRM para criar tarefas automáticas por etapa.

Regras de decisão que evitam travar o fechamento

  • Um documento, um responsável: quem coleta e quem valida não pode ser “todo mundo”.
  • Sem anexo fora do padrão: se o cliente envia algo, o fluxo precisa absorver sem virar exceção manual.
  • Validação antes da proposta: se o perfil exige checagem mínima, antecipe antes de “prometer taxa”.

KPIs que mostram ROI rápido

  • Tempo médio entre “proposta enviada” e “assinatura concluída”.
  • Taxa de devolução por erro ou falta de documento.
  • Horas gastas por venda em tarefas administrativas.

Em cenários de pressão por eficiência, análises de desempenho e desafios do setor publicadas por entidades como a ABECIP ajudam a sustentar o business case: produtividade não é opcional. A operação sem papel vira uma das Tecnologias para o Setor Imobiliário com maior retorno por reduzir custo invisível.

Smart homes e sustentabilidade: IoT como argumento de valor e pós-venda

A conversa sobre casa conectada evoluiu. Não é só automação por conforto, é controle, economia e segurança. Para o comprador, isso aparece como “qualidade de vida”. Para a operação, vira argumento de diferenciação e oportunidade de pós-venda.

Tendências de IoT e automação integradas a sustentabilidade são recorrentes em leituras do mercado, incluindo abordagens sobre casas inteligentes e eficiência, como as discutidas em conteúdos do setor e em análises de evolução do produto imobiliário.

O que realmente vende (e o que é só gadget)

  • Controle de consumo (energia e água) com relatórios simples.
  • Segurança (fechaduras, câmeras e sensores) com acionamento remoto.
  • Conforto térmico com rotinas básicas (liga e desliga, geolocalização, horários).

Quando for falar de ecossistema de dispositivos e padrões, referencie plataformas amplamente adotadas, como Google Home, para mostrar compatibilidade e reduzir insegurança do comprador.

Um pacote de “smart readiness” para incorporadoras

  • Infra mínima por unidade: pontos de rede, quadro preparado, previsão de sensores.
  • Infra de condomínio: CFTV com acesso controlado, gestão de acesso e portaria.
  • Manual do morador com recomendações de uso e boas práticas.

Como transformar IoT em receita e retenção

  • Ofereça upgrade opcional por tipologia (pacote básico, intermediário, premium).
  • Crie uma esteira de pós-venda com educação e suporte no primeiro mês.
  • Use dados agregados de suporte para melhorar especificação do próximo lançamento.

O crescimento e as mudanças de comportamento do consumidor, discutidos em análises de mercado como as publicadas pela Portas, ajudam a sustentar a tese: o comprador compara experiência e conveniência, não só metragem. Neste ponto, Tecnologias para o Setor Imobiliário deixam de ser “sistema interno” e passam a ser parte do produto.

Conclusão

Em 2025, tecnologia no imobiliário é estratégia de funil e de operação. Comece pelo que dá tração: atendimento com SLA, CRM com dados padronizados, automação de follow-up e uma jornada digital coerente. Em seguida, escale Inteligência Artificial com foco em ação, usando algoritmo, modelo, aprendizado, treinamento e inferência como rotina de processo, não como promessa vaga.

Se você precisa de um próximo passo claro, faça um plano de 90 dias: 2 semanas para padronizar dados e canais, 4 semanas para automação e documentos sem papel, e o restante para pilotos de IA e experiência imersiva. Esse encadeamento transforma Tecnologias para o Setor Imobiliário em resultado mensurável, com menos retrabalho e mais previsibilidade comercial.

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Dionatha Rodrigues

Dionatha é bacharel em Sistemas de Informação e especialista em Martech, com mais de 17 anos de experiência na integração de Marketing e Tecnologia para impulsionar negócios, equipes e profissionais a compreenderem e otimizarem as operações de marketing digital e tecnologia. Sua expertise técnica abrange áreas-chave como SEO técnico, Analytics, CRM, Chatbots, CRO (Conversion Rate Optimization) e automação de processos.

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