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Google muda a punição de parasite SEO e cria regra separada para a Europa

A partir de 30 de agosto, ação manual de abuso de reputação vale fora da Europa. Dentro da EEA, o Google separa a seção em vez de punir.

Shopping de rua tem uma regra tácita: a reputação da galeria empresta credibilidade a cada loja. Quando alguém aluga um canto só para pendurar a placa da galeria em cima de um produto duvidoso, o problema não é a loja, é o empréstimo de reputação. O Google acabou de reescrever como pune exatamente esse arranjo, e criou duas regras diferentes conforme a região do usuário.

O que muda exatamente

Conforme o Search Engine Journal, que analisou o post oficial e as diretrizes atualizadas:

  • A partir de 30 de agosto, a ação manual por abuso de reputação afeta a seção violadora do site para usuários fora da Europa.
  • Para usuários dentro da EEA (Espaço Econômico Europeu), não haverá ação manual afetando ranqueamento.
  • No lugar disso, o Google pode separar a seção afetada do restante do site em seus sistemas, para que ela passe a ranquear por mérito próprio.
  • A mudança veio após conversas com a Comissão Europeia.
  • O Google enxugou a lista de exemplos de abuso e a substituiu por quatro fatores que descrevem como identifica o problema.
  • O Search Console continua notificando o dono do site, e o pedido de reconsideração segue disponível.

Por que trocar punição por separação não é alívio

A leitura apressada seria comemorar: na Europa não tem mais penalidade. Só que separar a seção para que ela ranqueie por mérito próprio é, em muitos casos, mais definitivo do que uma ação manual.

A ação manual é reversível. Você corrige, pede reconsideração e recupera. Já perder o empréstimo de reputação do domínio principal remove justamente aquilo que fazia o conteúdo ranquear. Se aquela seção só performava porque morava num domínio forte, ela não volta ao patamar anterior corrigindo texto.

Quem precisa olhar isso hoje

Não é assunto só de portal grande. O arranjo aparece em lugares comuns da operação brasileira: seção de cupons hospedada no domínio da marca, área de conteúdo patrocinado publicada por terceiro, diretório de parceiros com página por empresa, subpasta alugada para uma agência.

O critério que importa não é o formato, é a origem: conteúdo produzido por terceiro, hospedado no seu domínio, aproveitando a autoridade que você construiu com outro tipo de trabalho.

O que fazer antes que apareça no relatório

  • Liste as seções do site que não são produzidas pelo seu time. Se você não sabe de cabeça quantas são, esse é o primeiro problema.
  • Avalie cada uma pela pergunta certa: essa página ranquearia se estivesse num domínio novo, sem a sua marca? Se a resposta é não, ela depende de reputação emprestada.
  • Se você opera em vários países, separe a leitura por região. A mesma seção pode manter tráfego europeu e perder o resto, ou o inverso, e isso vai parecer bug de mensuração.
  • Não espere a notificação. O Search Console avisa quando a ação manual é aplicada, mas a separação silenciosa de uma seção não chega como alerta.

E agora?

O Google deixou uma nota explícita de que a lista de exemplos não é exaustiva e que pode não agir sobre todos os casos. Isso é desconfortável para quem quer uma regra fechada, mas é coerente com a direção: em vez de enumerar formatos proibidos, a empresa passou a descrever fatores de identificação.

Na prática, o teste que sobra é o mesmo de sempre, e ele não depende de lista: se a página existe para pegar carona na autoridade do domínio e não para servir quem chega nela, o modelo estava com prazo de validade. A novidade é que agora o prazo tem data e endereço diferentes conforme onde o seu leitor está.

Consulte o artigo na íntegra no link: https://www.searchenginejournal.com/google-updates-site-reputation-abuse-policy-removes-penalties-in-eea/587429/

📰 Consulte as referências na íntegra nos links:

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