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Make apresenta o MakeOS para governar agentes de IA e automações

Colagem: mapa de parede com alfinetes e barbantes vermelhos, fila de espera de pessoas de costas e cartão com o logo da Make.

A Make, plataforma de automação de fluxos de trabalho, apresentou o MakeOS, produto que a empresa descreve em sua página oficial como o lugar onde agentes de IA fazem o trabalho da empresa de forma confiável. Em consulta feita em 23/10/2026, o MakeOS está em beta fechado: quem esteve no evento Waves ’26 pode testá-lo no Playground, e os demais podem apenas entrar na lista de espera. Não é um recurso aberto a todos.

O que foi anunciado

Segundo a página oficial do MakeOS, a proposta é uma plataforma em que cada agente, processo e ação fica visível, com permissões e possibilidade de reversão. A empresa usa a imagem de uma “caixa de vidro”, em contraste com uma caixa preta. Os pontos descritos são estes:

  • Mapa único: um painel com todos os fluxos de trabalho, mostrando cada agente, o que ele faz, quanto custa e quem é o responsável.
  • Controle de custo: o gasto com IA aparece por agente, por equipe e no nível da organização, e o produto sugere trocar etapas de IA por automação fixa quando o trabalho se repete, para conter o consumo de tokens.
  • Governança: quando um agente ultrapassa seus limites, o MakeOS o bloqueia, consulta uma pessoa e registra a tentativa. Os limites são aprovados uma vez pela área de TI.
  • Compartilhamento: agentes, automações e aplicativos podem ser usados por outros departamentos; segundo a página, o colega recebe o agente, não os dados de quem o criou.
  • Pontos de entrada: o trabalho começa por uma pergunta em chat, com a assistente Maia, da Make, com Claude, ChatGPT ou qualquer assistente que use MCP.
  • Cenários atuais da Make: a página diz que eles continuam funcionando e que será possível construir sobre eles no MakeOS.

Por que isso importa para quem faz marketing

Times de Marketing Operations já convivem com automações espalhadas por várias ferramentas, e agora somam agentes de IA que tomam decisões e consomem orçamento. Quando ninguém sabe quais agentes existem, quem responde por eles e quanto custam, a operação perde controle antes de perder desempenho.

Na leitura do Club Martech, o anúncio é um sinal de que visibilidade, responsabilidade e custo por agente estão virando requisito de plataforma, não só de planilha interna. Isso vale como critério de avaliação mesmo para quem não usa a Make, já que a integração de ferramentas só se sustenta quando alguém consegue enxergar o conjunto.

O que observar na sua operação

  • Inventário: liste os agentes e automações que rodam hoje, com ferramenta, função e responsável nomeado.
  • Custo por fluxo: verifique se você consegue atribuir o gasto de IA a um agente ou a uma equipe específica.
  • Limites e aprovação: defina o que um agente pode fazer sozinho e o que exige confirmação humana, com registro das tentativas.
  • Acesso ao produto: se a Make faz parte da sua operação, entre na lista de espera e avalie o MakeOS sem presumir que ele já está disponível.

E agora?

A página não informa data de lançamento ou de fim do beta, preços e planos, países ou regiões atendidos, nem como funcionam as recomendações de aprendizado nem o que é o Playground além de ser o espaço de teste do Waves ’26. Também não detalha certificações de segurança, tratamento de dados ou o caminho técnico para migrar cenários existentes.

Há ainda números de clientes e de redução de trabalho manual na seção da lista de espera, sem indicação de que se refiram ao MakeOS. Até que a Make publique esses detalhes, o que existe é uma proposta de produto em beta fechado, e vale acompanhar a página oficial para ver o que muda.

📰 Consulte as referências na íntegra nos links:

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