GPU e TPU: quanto custa por hora e qual escolher

H100 de 80 GB entre US$ 2,89 e 3,29 por hora; RTX 4090 por US$ 0,74. A conta que decide o projeto não é o preço da placa, é o tempo que ela fica ociosa.

GPU (unidade de processamento gráfico) e TPU (unidade de processamento tensorial) são os chips que treinam e executam modelos de inteligência artificial. A GPU nasceu para renderizar imagem e se mostrou eficiente em multiplicação de matrizes — a operação central de uma rede neural; a TPU foi projetada pelo Google especificamente para essa carga. Para quem contrata infraestrutura, o que importa é o custo por hora, e a faixa é ampla: uma H100 de 80 GB custa entre US$ 2,89 e US$ 3,29 por hora conforme o fornecedor, uma A100 sai por US$ 1,39 e uma RTX 4090 de 24 GB por US$ 0,74. No topo, a B300 de 288 GB chega a US$ 7,89 por hora. A conta que decide o projeto não é o preço da placa: é quanto tempo ela fica ligada sem produzir.

Quanto custa por hora, por modelo de placa

GPUVRAMRunPod (US$/h)Lambda (US$/h)
RTX 409024 GB0,74
L40S48 GB0,99
A100 PCIe80 GB1,391,99
H100 PCIe80 GB2,893,29
H100 SXM80 GB3,294,29
H200141 GB4,59não oferece
B200180 GB6,79
B300288 GB7,89

Valores de tabela oficial, sob demanda, em agosto de 2026. Em instâncias de oito placas, o preço por GPU cai — na Lambda, a H100 SXM sai por US$ 3,99.

⚠️ Comparativos publicados erram esses preços

Ao verificar esses valores nas páginas oficiais, encontrei um agregador conhecido afirmando que a H100 PCIe custava US$ 1,99 na RunPod. O preço real da tabela é US$ 2,89 — diferença de 45% numa conta que decide investimento de infraestrutura.

A lição vale para qualquer número de custo de nuvem: confira na fonte antes de dimensionar orçamento. Páginas de preço mudam com frequência, e comparativos envelhecem sem aviso.

A diferença entre GPU e TPU

Em termos práticos, para quem contrata:

  • GPU — de propósito mais geral, disponível em praticamente todos os provedores, com ecossistema de software maduro. É a escolha padrão para quem quer portabilidade entre fornecedores.
  • TPU — projetada para carga tensorial, disponível essencialmente na nuvem do Google. Pode render melhor em cargas específicas, ao custo de ficar preso a um fornecedor.

A afirmação de que “TPU é sempre mais barata” não se sustenta como regra — depende da carga, do volume contratado e do quanto o seu código está atrelado a um ecossistema. Para a maioria das operações de marketing, que consomem IA por API e não treinam modelo, a discussão é irrelevante: você paga por token, não por hora de chip.

O que isso muda na prática

Três pontos que costumam decidir o resultado financeiro:

  • Máquina ociosa custa igual a máquina em uso. Utilização abaixo de cerca de 60% inviabiliza a conta de infraestrutura própria frente à API.
  • A GPU é só parte do custo. O investimento total costuma sair de duas a três vezes o valor do chip, somando rede, armazenamento, monitoramento e engenharia.
  • Dimensione pela memória, não pelo nome. O que define se o modelo roda é a VRAM disponível frente ao tamanho dele — assunto tratado em quantização.

Para a maior parte dos casos em marketing, a resposta honesta é que contratar API sai mais barato que manter GPU. A conta completa, com os critérios que invertem essa lógica — soberania de dados e volume constante —, está no guia de self-host. Sobre o custo por token, veja inferência.

Fontes

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