A etiqueta que identifica uma visita pode desaparecer mesmo quando o visitante continua chegando. Em relato público no LinkedIn, Cedric Huesler, da Adobe, informou que os links do ChatGPT voltaram a receber a marcação de origem após um bug. A interpretação correta do episódio exige separar sua observação de um comunicado oficial da OpenAI.
O que foi relatado
Huesler afirma que procurou a OpenAI em 14 de outubro e recebeu a informação de que se tratava de um bug conhecido. Segundo seu relato, a correção começou a ser distribuída no dia 15. Ele associa o período de perda de identificação a links sem parâmetro de campanha e sem informação de referência.
O parâmetro citado é utm_source=chatgpt.com. Uma UTM ajuda a ferramenta de análise a classificar o tráfego. Seu retorno em uma amostra não garante comportamento idêntico em todas as contas, interfaces e horários.
A fonte consultada é uma observação direta publicada pelo profissional. Ela não deve ser apresentada como nota pública da OpenAI nem como auditoria independente de toda a plataforma. Também não permite recalcular automaticamente a origem das visitas históricas de qualquer site.

Por que tráfego direto pode crescer sem ganhar novos visitantes
A documentação do Google Analytics sobre tráfego direto explica que essa classificação pode aparecer quando falta uma origem de referência clara. Ela reúne mais situações do que pessoas digitando um endereço no navegador.
O erro comum é interpretar queda de uma origem identificada como queda real da demanda. O erro inverso é atribuir qualquer crescimento de tráfego direto à IA. Há outras causas possíveis, e uma coincidência temporal não prova qual delas ocorreu.
Uma análise responsável confere o total de visitas, páginas de entrada, alterações de identificação e eventos úteis. A distinção entre atribuição e causalidade continua valendo: melhorar a etiqueta de origem não demonstra que a plataforma causou uma compra adicional.
O que verificar no seu relatório
- Anote a ocorrência: registre o período citado pela fonte e diferencie-o do período em que seu site apresentou sinais semelhantes.
- Examine entradas reais: confira se os links recebidos mantêm parâmetros e se redirecionamentos internos os preservam.
- Compare dimensões compatíveis: origem da sessão e origem inicial do usuário respondem a perguntas diferentes.
- Preserve os dados: evite redistribuir visitas diretas entre canais por suposição.
- Ouça o cliente: uma pergunta opcional sobre descoberta complementa os registros, sem substituir a análise técnica.
Essa conferência deve incluir o comportamento dos links em dispositivos e interfaces realmente utilizados pelo público, registrando quando cada observação foi feita.
E agora?
Para quem acompanha busca com IA, o caso é um motivo para documentar a qualidade da mensuração junto dos resultados. Um relatório pode mostrar visitas identificadas, resultados comerciais associados e uma nota sobre as limitações observadas, sem fingir que toda a jornada está disponível.
Comece comparando uma página de entrada relevante antes, durante e depois da anomalia. Relacione os achados ao CRM quando houver registros compatíveis e explique o que permanece desconhecido. A primeira ação é melhorar a leitura dos dados, não reconstruir o orçamento com base em uma linha que mudou de nome.



