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Gestão de orçamento de marketing para priorizar canais e produtos

Orçamentos de marketing nunca foram tão vigiados. Em muitos negócios, o pedido é claro: fazer mais com menos. Pesquisas recentes sobre tendências de marketing para 2025 mostram aumento de investimento em mídia paga, mas com forte pressão por ROI. Sem um método estruturado de gestão de orçamento de marketing, essa pressão vira caos, retrabalho e desperdício.

Imagine ter um painel de controle financeiro de marketing em tempo real, acessível para todo o time. Nele, cada linha do orçamento está conectada a metas, métricas e resultados de negócio. O squad de marketing e produto se reúne em um war room para ajustar o orçamento em tempo real, conforme dados chegam. Este artigo mostra como construir essa gestão de orçamento de marketing, unindo benchmarks, Product Management e otimização contínua.

Por que a gestão de orçamento de marketing ficou mais complexa em 2025

A jornada do cliente se espalhou por diversos pontos de contato, do orgânico ao pago, passando por influenciadores e UGC. Estudos como as tendências de marketing para 2025 da Conversion indicam que cerca de 74 por cento dos orçamentos já vão para performance. Além disso, mais da metade das empresas brasileiras planeja aumentar investimentos em mídia paga. Ou seja, cada real precisa comprovar seu retorno com dados.

Ao mesmo tempo, muitas equipes enfrentam cortes ou congelamentos de verba. Relatórios sobre tendências e estratégias de marketing da Asana mostram que uma parte relevante das empresas viu redução de orçamento nos últimos anos. Mesmo assim, cerca de 80 por cento dos líderes consideram a experiência do cliente tão importante quanto o produto. O desafio é conciliar menos recursos com mais exigência por personalização e atendimento.

Esse cenário torna perigoso trabalhar com orçamentos anuais fixos, sem espaço para ajustes. Sem gestão de orçamento de marketing estruturada, o time tende a repetir o que sempre fez ou a seguir apenas demandas pontuais. O resultado é dinheiro preso em iniciativas que não performam, enquanto oportunidades estratégicas ficam sem verba.

Fundamentos da gestão de orçamento de marketing orientada a dados

O primeiro passo da gestão de orçamento de marketing madura é dominar as métricas financeiras básicas. Conteúdos como o planejamento de marketing do Sebrae e o guia de orçamento da Orgânica Digital reforçam a importância de olhar histórico. Você precisa enxergar quanto custou gerar leads, clientes e receita em cada canal. Sem esse mapa, qualquer orçamento é chute sofisticado.

As principais métricas para pilotar o orçamento são:

  • CAC: investimento em marketing e vendas dividido pelo número de novos clientes no período.
  • CPL: investimento em campanhas dividido pelo número de leads gerados.
  • LTV: receita líquida média por cliente multiplicada pela quantidade de ciclos de recompra.
  • ROI de marketing: receita atribuída ao marketing menos investimento, dividida pelo investimento.
  • ROAS: receita gerada diretamente por anúncios dividida pelo custo dos anúncios.

Construa um processo simples para coletar e consolidar esses dados. Um fluxo possível é:

  1. Extrair custos e resultados por canal do seu CRM ou planilha de vendas.
  2. Usar ferramentas como Google Analytics 4 e plataformas de anúncios para obter dados de tráfego, conversões e receita.
  3. Unificar tudo em uma planilha única de gestão de orçamento de marketing, com colunas por canal e campanha.
  4. Calcular automaticamente CAC, CPL, LTV e ROI para o ano anterior.
  5. Identificar rapidamente os canais com melhor e pior retorno.

Esse painel de controle financeiro de marketing passa a ser a base de qualquer nova decisão de investimento. Em vez de discutir opiniões, o time decide olhando números históricos e projeções. Você sai da conversa subjetiva para um debate estruturado sobre eficiência e prioridades.

Materiais recentes sobre estratégias de gestão de marketing da Digaí reforçam outro ponto essencial: metas SMART e KPIs claros. Defina objetivos específicos para cada canal, como reduzir o CAC em 15 por cento ou aumentar o ROI em 20 por cento. Isso facilita tanto a negociação do orçamento com a diretoria quanto o acompanhamento mensal da performance.

Definindo o tamanho do orçamento com benchmarks realistas

Depois de entender o histórico, vem a pergunta crítica: quanto investir no próximo ciclo. Análises como as da 02Neuronio sugerem faixas de 5 a 12 por cento da receita para empresas mais consolidadas. Negócios em crescimento acelerado ou startups podem chegar a 8 a 20 por cento, especialmente quando o digital é principal canal de vendas. O ponto central é ajustar a porcentagem à maturidade do negócio e às metas de crescimento.

Uma forma prática de decidir a faixa é:

  • Marca consolidada, foco em margem: 5 a 7 por cento da receita em marketing.
  • Empresa em expansão moderada: 8 a 12 por cento, com forte foco em canais de maior ROI.
  • Startup ou novo produto estratégico: 15 a 20 por cento, priorizando aquisição e testes rápidos.
  • Negócios digitais com alta dependência de tráfego pago: avaliar até mais de 20 por cento em fases específicas.

Definido o tamanho do bolo, é hora de dividi-lo. O hub de orçamentos de marketing da Taboola popularizou a regra 70-20-10. Setenta por cento da verba vai para canais e campanhas já comprovadas, vinte por cento para iniciativas de crescimento e dez por cento para experimentos. Esse modelo equilibra previsibilidade de resultado com espaço para inovação e aprendizado.

Outra boa prática recorrente em materiais da Making Net e do Sebrae é reservar de 10 a 15 por cento de contingência. Essa folga cobre oportunidades inesperadas ou variações de custo de mídia ao longo do ano. Em vez de estourar o orçamento, você já nasce com uma margem planejada para imprevistos. Para a diretoria, isso transmite controle e responsabilidade financeira.

Como conectar o orçamento de marketing ao Product Management

Gestão de orçamento de marketing eficiente não olha só para canais, mas também para produtos e features. Conteúdos sobre planejamento de marketing da Unidcom reforçam a integração entre os 4 Ps, incluindo Produto e Promoção. Em empresas digitais, isso significa alinhar o orçamento ao roadmap de Product Management. Cada grande entrega de produto precisa de um plano claro de go to market e verba correspondente.

Um fluxo simples de conexão entre orçamento e roadmap é:

  1. Listar as principais iniciativas de produto dos próximos doze meses, como novos módulos ou features chave.
  2. Classificar cada item por impacto esperado em receita, churn ou satisfação do cliente.
  3. Definir objetivos de marketing específicos para cada iniciativa, como número de trials, leads gerados ou upgrades.
  4. Estimar o investimento mínimo necessário por iniciativa, considerando canais mais adequados para aquele público.
  5. Priorizar investimentos onde há maior combinação de impacto de produto e retorno de marketing.

Pense no orçamento como um backlog financeiro que precisa ser priorizado junto com o backlog de produto. Não faz sentido lançar uma funcionalidade estratégica sem verba para divulgação adequada. Também não vale dedicar grande parte do orçamento a produtos com baixo potencial de receita ou baixa aderência ao mercado.

Por isso, vale institucionalizar rituais em que o squad de marketing e produto se reúne periodicamente no war room. Nessas reuniões, o time revisa o painel de controle financeiro de marketing, o roadmap e o desempenho recente. A cada ciclo, o orçamento é realocado para features e campanhas com melhor combinação de impacto e eficiência. Essa dinâmica aproxima ainda mais a gestão, o roadmap e as decisões de investimento.

Planejamento e replanejamento trimestral do orçamento

Em vez de travar o orçamento uma vez por ano, trabalhe com ciclos trimestrais. Assim, você mantém um norte anual, mas ganha flexibilidade tática. Muitas referências de orçamento de marketing para 2025 recomendam revisões regulares ao longo do ano. Isso permite cortar rapidamente o que não performa e reforçar o que gera retorno.

Um processo em cinco etapas que funciona bem é:

  1. Definir objetivos de negócio e metas SMART de marketing para o trimestre.
  2. Montar a grade de campanhas e ações por canal, ligada ao roadmap de produto.
  3. Distribuir o orçamento trimestral seguindo a lógica 70-20-10 e a reserva de contingência.
  4. Registrar tudo em uma planilha de gestão de orçamento de marketing, com datas, responsáveis e metas.
  5. Agendar checkpoints quinzenais para revisar resultados e redistribuir verba conforme o desempenho.

Suponha que o orçamento trimestral seja de 300 mil reais. Você poderia alocar 210 mil em campanhas já validadas, como search e remarketing, 60 mil em iniciativas de crescimento, como novos criativos de social e parcerias, e 30 mil em testes, como influenciadores ou novos formatos. Dentro de cada bloco, a distribuição entre produtos e features segue as prioridades definidas em conjunto com Product Management.

Modelos de plano de marketing para 2025 de agências e consultorias trazem exemplos de cronogramas com valores por mês e canal. Use esses modelos apenas como referência inicial. O que torna seu processo robusto é a disciplina de revisar, comparar com metas e ajustar o rumo a cada trimestre.

Otimização, eficiência e melhorias contínuas no orçamento

Definir o orçamento é só metade do trabalho. A outra metade é otimizar continuamente, buscando mais eficiência e melhorias a cada ciclo. Em cenários de pressão por custos, pequenas decisões de otimização acumuladas fazem enorme diferença no fim do ano. Por isso, sua gestão de orçamento de marketing precisa de um processo claro de revisão e ajustes.

Um framework simples para as reuniões mensais de orçamento é classificar cada campanha em três grupos:

  • Cortar: campanhas com ROI consistentemente negativo ou CAC acima do limite máximo aceitável.
  • Corrigir: ações com resultado mediano, que podem melhorar com ajustes de segmentação, criativo ou oferta.
  • Escalar: iniciativas com ROI muito acima da média ou CAC bem abaixo do alvo.

Defina faixas objetivas. Por exemplo, campanhas com ROI abaixo de zero por dois meses seguidos entram em corte. Iniciativas com ROI entre 0 e 200 por cento vão para correção. Ações acima de 200 por cento de ROI, dentro da qualidade de lead desejada, recebem orçamento adicional. Esse tipo de regra evita decisões baseadas apenas em impressão ou preferências pessoais.

Ferramentas de automação como a plataforma da RD Station ajudam a conectar dados de campanhas, leads e vendas em um só lugar. Combinadas com relatórios de canais pagos e do Google Analytics 4, elas facilitam enxergar a jornada completa. O importante é que todas as decisões de otimização passem pelo mesmo painel de controle financeiro de marketing usado para planejar. Assim, planejamento, execução e melhoria contínua ficam alinhados.

Modelo de planilha e rituais de gestão para times enxutos

Mesmo sem grandes sistemas, é possível ter uma gestão de orçamento de marketing profissional usando uma planilha bem desenhada. Estruture linhas por canal, campanha e, quando fizer sentido, por produto ou feature. Nas colunas, inclua pelo menos: orçamento planejado, investimento realizado, leads, clientes, receita atribuída, CAC, ROI e observações qualitativas.

Defina também rituais simples, que caibam na agenda do time. Uma rotina possível é ter uma reunião rápida semanal para olhar principais desvios e uma reunião mensal mais profunda para revisar cada canal. A cada trimestre, realize um encontro de algumas horas com marketing, produto, vendas e financeiro. Nesse encontro, valide resultados, reprojete o orçamento e ajuste prioridades de roadmap.

Para tangibilizar, imagine que no primeiro trimestre o CAC médio em mídia paga foi de 500 reais, com ROI de 80 por cento. Após cortar campanhas deficitárias e realocar verba para iniciativas de alta performance, o CAC cai para 380 reais e o ROI sobe para 150 por cento. Essa diferença, repetida trimestre após trimestre, transforma a relação entre marketing, lucro e capacidade de investimento futuro.

Fechamento e próximos passos

Gestão de orçamento de marketing é muito mais do que preencher uma planilha de custos. É um processo contínuo de priorização entre canais, produtos e iniciativas, orientado por dados e conectado ao roadmap de Product Management. Quando você organiza métricas, benchmarks e rituais, o orçamento deixa de ser dor de cabeça e vira alavanca estratégica.

O próximo passo é simples e prático. Comece consolidando os dados do último ano e definindo o percentual de receita que fará sentido investir. Em seguida, aplique a lógica 70-20-10, mova uma parte do orçamento para experimentos e crie seus rituais trimestrais de revisão. Com um bom painel de controle financeiro de marketing e um squad alinhado em war room, você estará preparado para crescer com eficiência em 2025 e além.

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Dionatha Rodrigues

Dionatha é bacharel em Sistemas de Informação e especialista em Martech, com mais de 17 anos de experiência na integração de Marketing e Tecnologia para impulsionar negócios, equipes e profissionais a compreenderem e otimizarem as operações de marketing digital e tecnologia. Sua expertise técnica abrange áreas-chave como SEO técnico, Analytics, CRM, Chatbots, CRO (Conversion Rate Optimization) e automação de processos.

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