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Mensuração de ROI de Marketing em 2025: framework prático para gestores e PMMs

A cada ano o orçamento de marketing fica mais disputado dentro das empresas. Em 2025, não basta mostrar cliques e leads para defender investimentos. Em uma reunião mensal de diretoria em que o CMO apresenta o ROI de marketing, o que o board quer enxergar é impacto direto em receita, margem e crescimento futuro.

Para chegar lá, você precisa transformar dados fragmentados em um modelo consistente de mensuração de ROI de marketing, que funcione do nível de campanha até decisões estratégicas de portfólio e marca. Este artigo traz um framework prático, apoiado em benchmarks recentes e nas melhores práticas de automação, atribuição e Product Management, para você sair do discurso genérico de “resultado” e construir um sistema robusto de decisão de investimento.

Por que a mensuração de ROI de marketing mudou de patamar

A jornada de compra é cada vez mais longa, multicanal e influenciada por conteúdo, mídia paga e recomendações. Relacionar um único anúncio à receita final já não representa a realidade. Estudos de especialistas como o Think with Google mostram que existe um “ROI oculto” importante no longo prazo, que não aparece quando se olha apenas para janelas curtas de conversão.

Ao mesmo tempo, pesquisas recentes indicam que mais de 80% dos líderes de marketing colocam ROI no topo das prioridades, mas quase metade ainda tem dificuldade em medir o impacto real das ações digitais. Relatórios como os da Firework e de players como a HubSpot Brasil reforçam o desafio de atribuição em jornadas complexas e com múltiplos toques ao longo de vários meses.

Na prática, isso significa que mensuração de ROI de marketing deixou de ser apenas aplicar uma fórmula em planilhas. Ela passa a exigir integração de dados, definição clara de escopo, modelos de atribuição mais avançados e uma leitura equilibrada entre curto e longo prazo. Se o seu ciclo de vendas é superior a 60 ou 90 dias, olhar apenas para o mês corrente tende a subestimar resultados e levar a cortes de orçamento que prejudicam o crescimento futuro.

Uma boa regra operacional é trabalhar com três horizontes de avaliação: mensal para otimização tática, trimestral para ajustes de mix de canais e anual para decisões estruturais de marca, produto e expansão. Dessa forma, você minimiza decisões precipitadas baseadas em variações de curto prazo e cria um diálogo mais maduro com a diretoria.

Fundamentos da mensuração de ROI de marketing

O ponto de partida continua sendo a fórmula clássica de ROI: (ROI = (Receita atribuída – Custo total) / Custo total x 100). Conteúdos como o da Credicitrus explicam bem essa base, mostrando exemplos em que um investimento de R$ 5 mil gerando R$ 15 mil de receita resulta em 200% de ROI. O mesmo raciocínio permite enxergar campanhas com ROI negativo, essenciais para identificar rapidamente onde você está destruindo valor.

O primeiro erro de muitas empresas é subestimar o custo total. Além de mídia, é preciso considerar horas de time, fees de agência, ferramentas de automação, produção de conteúdo e até custos de dados. Materiais como os da HubSpot Brasil reforçam a importância de consolidar tudo isso em um único centro de custo por canal, para que a mensuração de ROI de marketing seja financeiramente defensável perante a controladoria.

Outra decisão crítica é definir qual receita será atribuída. Você pode trabalhar com receita bruta, receita líquida, margem de contribuição ou valor de vida do cliente (LTV). Para produtos com forte recorrência, como SaaS, vale a pena mensurar ROI sobre LTV, pois um ciclo de aquisição de 30 dias pode gerar receita por anos. Já em varejo de baixo tíquete, faz mais sentido olhar para a margem por pedido.

Um fluxo operacional simples para padronizar o cálculo é:

  1. Definir, por canal, que tipo de receita será usada (pedido, contrato, LTV estimado).
  2. Consolidar todos os custos diretos e indiretos relacionados aos esforços de marketing.
  3. Aplicar a fórmula de ROI por campanha, canal e período.
  4. Criar faixas de performance (por exemplo: abaixo de 0% é crítico, 0% a 100% é revisão, acima de 200% é escala controlada).

Com essa base, você constrói linguagem comum entre marketing, finanças e diretoria.

Medindo ROI por canal: mídia paga, conteúdo e influência

Quando olhamos para mídia paga, ROI costuma aparecer com mais clareza. Um exemplo típico, trazido por análises de agências como a Agência Follow, mostra investimentos de R$ 15 mil em Google Ads gerando R$ 60 mil em receita, o que representa 300% de ROI. Aqui vale usar também indicadores complementares, como ROAS e CPA, para entender eficiência de campanha e apoiar decisões de corte ou escala.

No caso de conteúdo, a mensuração de ROI de marketing exige outra lógica. Materiais como os da Web Estratégica defendem calcular o “valor financeiro” do tráfego orgânico por meio de métricas como net SEO value, que combina volume de sessões orgânicas com o CPC médio das palavras-chave, menos o custo de produção daquele conteúdo. Esse método ajuda a sair de métricas de vaidade, como visualizações isoladas, e conecta SEO diretamente ao caixa.

Já em marketing de influência, referências como o blog da Influency.me e reportagens da Forbes Brasil mostram que mais da metade das marcas brasileiras planeja aumentar investimentos no canal, especialmente quando orçamentos anuais superam R$ 1,5 milhão. Para justificar esse crescimento, é vital combinar KPIs de engajamento, tráfego com UTMs, cupons de desconto e até estudos de brand lift ao cálculo de ROI financeiro.

Uma abordagem prática é criar uma matriz de mensuração por canal, com quatro colunas obrigatórias: objetivo de negócio, principal KPI, janela de atribuição e método de cálculo de ROI. Para campanhas de influência, por exemplo, você pode definir uma janela de 30 a 60 dias para capturar conversões tardias, enquanto anúncios de performance de fundo de funil podem trabalhar com janelas mais curtas.

Conectando ROI à gestão e ao Product Management de marketing

Mensurar ROI não é só tarefa de analytics. É também um insumo crítico de gestão e de Product Management aplicado ao seu ecossistema de marketing. Em vez de tratar ferramentas, integrações e campanhas como projetos isolados, comece a enxergá-los como um produto em evolução contínua, com um roadmap de features diretamente conectado a impacto em receita.

Estudos como os da Thunderbit mostram que empresas que implementam automação de marketing estruturada chegam a 544% de ROI em três anos e aumentam em até 25% a receita, reduzindo custos em mais de 10%. Ferramentas de automação, CRM e analytics passam a ser features desse produto interno, que precisa ser priorizado com base em métricas de eficiência, não apenas em demandas pontuais de canais.

Aqui entra o papel de um painel de controle de marketing. Ele funciona como a interface principal entre o time de Growth, o time de produto e a liderança. A partir dele, você enxerga quais iniciativas do roadmap trazem mais retorno e onde há gargalos. Conecte esse painel a plataformas como HubSpot Brasil, RD Station, Google Analytics e ferramentas de BI para que as decisões de gestão, roadmap e features não sejam baseadas em percepções, mas em dados comparáveis de ROI.

Um fluxo de trabalho prático é aplicar uma lógica de priorização como RICE ou ICE. Liste todas as iniciativas de marketing e martech, estime alcance, impacto em ROI, confiança na estimativa e esforço. Em seguida, ordene o backlog e discuta com o time de Product Management e liderança quais apostas têm melhor relação entre impacto e custo. Isso transforma mensuração de ROI de marketing em motor de priorização e não apenas em relatório de fim de mês.

Modelos avançados de atribuição e MMM para ROI de longo prazo

À medida que você avança na maturidade, modelos básicos de last click deixam de responder às principais perguntas. Conteúdos de players como HubSpot, Firework e Think with Google mostram que 47% dos profissionais ainda lutam com atribuição em jornadas de múltiplos toques e devices. Sem modelos mais sofisticados, uma grande parte do ROI de marketing permanece invisível.

Modelos multi-touch, como linear, decaimento temporal ou data driven, tentam dividir o crédito de receita entre todos os pontos de contato relevantes. Na prática, isso significa que um anúncio de descoberta, um webinar, uma sequência de email e uma ligação comercial podem receber partes diferentes do valor de uma venda. Ferramentas de automação e CRM mais avançadas já oferecem essas opções nativamente, reduzindo o trabalho manual.

Quando falamos de construção de marca e impacto de longo prazo, entram em cena os modelos de Marketing Mix Modeling (MMM). Relatórios como os do Think with Google sugerem que, ao considerar efeitos de longo prazo, o retorno médio de campanhas pode mais que dobrar. Além disso, há uma recomendação recorrente de alocar algo em torno de 50% a 60% do orçamento em ações de marca, e o restante em performance, justamente para capturar esse ROI estendido.

Como regra prática, se o seu tíquete médio é alto, o ciclo de vendas é longo e você investe pesado em mídia de topo de funil, vale priorizar um roadmap de dados que viabilize modelos multi-touch e MMM nos próximos 12 a 24 meses. Para negócios de tíquete baixo e decisão rápida, last click pode continuar sendo um bom atalho, desde que você complemente a análise com testes de incremento e estudos de brand lift periódicos.

Workflow em 90 dias para criar um painel de controle de ROI

Depois de estabelecer conceitos e modelos, é hora de transformar tudo em operação. O objetivo aqui é ter, em até 90 dias, um painel de controle de marketing funcional, que permita acompanhar a mensuração de ROI de marketing em tempo quase real e suportar as decisões da liderança.

No primeiro bloco de 30 dias, foque na fundação de dados. Faça um inventário de todos os canais e ferramentas, padronize nomenclaturas de campanhas, implemente UTMs consistentes e garanta que plataformas como Google Analytics, CRM e automação estejam recebendo os mesmos identificadores. Aproveite para alinhar com finanças como os custos serão consolidados por canal.

Entre os dias 31 e 60, construa um dashboard mínimo viável em ferramentas como Looker Studio ou Power BI, conectando mídia paga, tráfego, leads, oportunidades e vendas. Use referências como os relatórios da HubSpot Brasil e da Web Estratégica para definir quais cortes são realmente decisivos: ROI por canal, por campanha, por estágio de funil e por segmento de cliente. Nesta etapa, não busque perfeição, e sim responder às principais perguntas de gestão.

Nos últimos 30 dias, entre em modo de otimização contínua. Agende rituais quinzenais para revisar o painel com o time de marketing, vendas e, sempre que possível, com a diretoria. Relatórios de mercado como os da Firework, Thunderbit e Forbes Brasil podem servir como benchmark externo para avaliar se seus números de ROI estão competitivos. A partir daí, alimente um backlog de otimização, com hipóteses claras, testes A/B e ajustes de orçamento por canal.

Ao final dos 90 dias, o objetivo é que aquela reunião mensal de diretoria em que o CMO apresenta o ROI de marketing deixe de ser um momento tenso de justificativas e passe a ser uma conversa estratégica sobre quais alavancas acelerar, quais canais reequilibrar e quais iniciativas encerrar.

A jornada de mensuração de ROI de marketing não termina em um único projeto. Ela evolui à medida que seu negócio cresce, novos canais surgem e a pressão por eficiência aumenta. O caminho mais sólido é combinar fundamentos financeiros claros, benchmarks de mercado e uma mentalidade de Product Management aplicada à gestão de marketing.

Comece definindo a fórmula padrão de ROI, alinhando custos e receita com finanças. Em seguida, estruture a mensuração por canal, com especial atenção para conteúdo e influência, que tendem a ser subvalorizados. Por fim, invista na construção do seu painel de controle de marketing e em ciclos regulares de revisão de roadmap, otimização, eficiência e melhorias.

Com esse framework em prática, você passa a discutir orçamento a partir de dados robustos, reduz a dependência de opiniões isoladas e posiciona o time de marketing como protagonista das decisões de crescimento da empresa.

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Dionatha Rodrigues

Dionatha é bacharel em Sistemas de Informação e especialista em Martech, com mais de 17 anos de experiência na integração de Marketing e Tecnologia para impulsionar negócios, equipes e profissionais a compreenderem e otimizarem as operações de marketing digital e tecnologia. Sua expertise técnica abrange áreas-chave como SEO técnico, Analytics, CRM, Chatbots, CRO (Conversion Rate Optimization) e automação de processos.

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