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Ciclo de Vida do Produto em 2025: estratégias práticas para PMs

Ciclo de Vida do Produto em 2025: estratégias práticas para PMs

Em 2025, falar em Product Management sem falar em ciclo de vida do produto é desperdiçar potencial. Produtos não fracassam apenas por falta de boas ideias, mas por decisões ruins em momentos críticos da curva de adoção. Orçamento, esforços de marketing, priorização de features e até estrutura de times mudam radicalmente de uma fase para outra.

Imagine uma curva S do ciclo de vida do produto desenhada em um quadro branco, enquanto um time de Product Management está em uma war room analisando métricas de MRR, LTV e churn em tempo real. Esse cenário é cada vez mais comum em empresas que já entenderam que longevidade e rentabilidade dependem de decisões alinhadas à fase do produto. Este artigo mostra, de forma prática, como usar o ciclo de vida do produto para orientar gestão, roadmap e otimização contínua.

Entendendo o ciclo de vida do produto como curva S estratégica

Antes de falar de frameworks e ferramentas, é essencial ancorar o conceito. O ciclo de vida do produto costuma ser representado por uma curva S que mostra o comportamento das vendas e da adoção ao longo do tempo. A maior parte dos modelos trabalha com quatro grandes fases: introdução, crescimento, maturidade e declínio.

Algumas abordagens, como a visão de PLM apresentada pela monday.com em sua explicação de gestão do ciclo de vida do produto, incluem ainda estágios de concepção, desenvolvimento, suporte e fim de vida. Já análises como a da Economia SC sobre o ciclo de vida e a gestão estratégica usam explicitamente a curva S para conectar fases a decisões de negócio.

Na prática, não importa se você adota 4, 5 ou 6 etapas. O que importa é saber responder a três perguntas em qualquer produto do portfólio:

  1. Em que fase este produto realmente está hoje?
  2. Quais métricas comprovam essa avaliação?
  3. Quais movimentos de gestão, marketing e roadmap fazem sentido para esta fase?

Uma regra operacional simples é combinar três sinais: volume de vendas, custo de aquisição (CAC) e retenção. Baixo volume, alto CAC e pouca retenção sugerem introdução. Crescimento acelerado com CAC estável indica fase de crescimento. Volume alto, competição forte e pressão por desconto caracterizam maturidade. Queda sustentada de volume e relevância apontam para declínio.

Etapas do ciclo de vida do produto na prática

Para transformar teoria em decisão, vale consolidar as visões de diferentes autores brasileiros. Conteúdos como os da Aevo sobre etapas do ciclo de vida e estratégias, da eGestor com foco em gestão tática por fase e da FM2S sobre riscos e portfólio chegam a estruturas muito parecidas.

Resumo operacional das fases

FaseObjetivo principalPapel do PMRisco maior
Desenvolvimento / MVPValidar problema e soluçãoTestar hipótese, rodar experimentos rápidosConstruir algo que ninguém quer
IntroduçãoGanhar tração inicial com cliente idealFocar em adoção, onboarding e proposta de valorQueimar caixa sem retenção
CrescimentoAcelerar aquisição e escalaOtimizar funis, reforçar diferenciaisCrescer com unit economics ruins
MaturidadeDefender posição e maximizar margemBuscar eficiência e melhorias incrementaisEstagnar e perder relevância
DeclínioDecidir entre revitalizar, colher ou encerrarReduzir custos, focar nichos, avaliar spin-offsProrrogar o inevitável

Alguns conteúdos, como o da Opinion Box sobre estratégias por estágio, reforçam que, em maturidade e declínio, a discussão deixa de ser apenas de marketing e passa a ser de estratégia corporativa.

Um exercício prático de gestão é mapear todos os produtos ou principais features relevantes da empresa nessa tabela. Para cada linha, o time de Product Management deve responder objetivamente:

  • Qual é a fase atual e por quê, com base em dados.
  • Qual é o objetivo primário deste produto nos próximos 6 a 12 meses.
  • Qual é a principal aposta de roadmap para avançar na curva S.

Essa visão simples reduz a confusão entre esforços de introdução e maturidade, evitando misturar campanhas agressivas de aquisição em produtos que já deveriam estar priorizando eficiência e rentabilidade.

Product Management orientado a métricas em cada fase

Saber a fase é importante, mas sem métricas claras o ciclo de vida do produto vira apenas um gráfico bonito na apresentação. Em produtos digitais, conteúdos como o de Giselian Versa sobre momentos distintos do ciclo e métricas como MRR, LTV e churn mostram como a leitura correta de dados é o que realmente define a transição entre etapas.

Uma abordagem prática é definir um painel de métricas por fase:

  • Desenvolvimento / MVP: problemas validados, número de entrevistas, taxa de conversão dos primeiros testes, sinal de disposição a pagar.
  • Introdução: ativação, NPS inicial, retenção de curto prazo, feedback qualitativo sobre proposta de valor.
  • Crescimento: MRR ou receita recorrente, LTV, churn, CAC, payback e expansão de conta.
  • Maturidade: margem de contribuição, eficiência operacional, churn de clientes lucrativos, custo de servir.
  • Declínio: queda de MRR, redução do uso de features core, migração para concorrentes.

Uma regra operacional útil para Product Management é estabelecer gatilhos de mudança de fase. Por exemplo:

  • Se o churn estruturalmente ficar abaixo de uma meta por três meses e o CAC estabilizar, você consolida a transição de introdução para crescimento.
  • Se a taxa de novos clientes estabilizar, mas receita total se mantém porque clientes atuais compram mais, é sinal de maturidade.
  • Se mesmo com iniciativas relevantes de roadmap as métricas não reagem, é hora de tratar o produto como candidato a declínio.

Recursos sobre tendências de gestão de produtos, como o guia da Em Produtos focado em 2025, reforçam o movimento de sair de volume de entregas e olhar para impacto de negócio. Não basta medir quantas features foram lançadas. É preciso medir quanto cada lançamento moveu LTV, MRR, churn ou margem em cada etapa do ciclo.

Conectando roadmap e features ao ciclo de vida do produto

Um dos maiores erros de gestão é tratar o roadmap como uma lista única, independente da fase do produto. Em introdução, o foco deve ser reduzir fricção e provar valor rapidamente. Em crescimento, o foco passa a ser escala saudável. Em maturidade, o objetivo é eficiência e diferenciação incremental. Em declínio, o dilema é entre revitalizar, colher ou encerrar.

Ferramentas de PLM e colaboração, como as apresentadas no artigo da monday.com sobre ciclo de vida do produto, ajudam a organizar essas decisões em um fluxo visível para todas as áreas. Junto com tendências de roadmaps orientados a impacto descritas pela Em Produtos, surge um padrão claro: cada item do backlog precisa estar atrelado a um resultado mensurável em uma fase específica.

Um workflow simples para conectar roadmap, features e ciclo de vida do produto:

  1. Identifique a fase principal do produto hoje e as subfases relevantes por segmento de cliente.
  2. Defina até três métricas de sucesso por fase, alinhadas ao momento atual.
  3. Para cada ideia de feature ou melhoria, explicite qual métrica ela pretende mover e em qual fase.
  4. Priorize o backlog com base em impacto esperado por fase, não por volume de pedidos internos.
  5. Revise o roadmap trimestralmente, verificando se a fase mudou e se os critérios de priorização ainda fazem sentido.

Por exemplo, um produto em forte crescimento deve priorizar features que aumentem aquisição, ativação e escalabilidade. Já em maturidade, o mesmo produto tende a priorizar automações, melhorias de UX e redução de custo de servir, mesmo que isso signifique dizer não a funcionalidades muito pedidas, mas com baixo impacto em eficiência.

Conteúdos como o da Oris Design sobre desenvolvimento de produtos em 7 etapas ajudam a conectar esse raciocínio a orçamento e planejamento, garantindo que seu roadmap caiba na realidade financeira da empresa.

Eficiência e otimização de recursos ao longo das fases

Tratar todos os produtos e fases com a mesma intensidade de investimento é um atalho para ineficiência. Na introdução, faz sentido aceitar menor eficiência para aprender rápido. Já na maturidade, a lógica se inverte. As análises da FM2S sobre risco e portfólio em ciclo de vida destacam a importância de redirecionar investimentos de produtos em declínio para novas apostas mais promissoras.

Uma prática útil é definir uma regra de alocação de recursos entre exploração e otimização, adaptada ao ciclo de vida do produto. Por exemplo:

  • Introdução: 70 por cento do esforço em exploração de mercado e validação, 30 por cento em eficiência.
  • Crescimento: 50 por cento em exploração, 50 por cento em escala e robustez.
  • Maturidade: 30 por cento em exploração incremental, 70 por cento em eficiência e margem.
  • Declínio: foco em reduzir custos, automatizar e extrair valor residual enquanto se investe, fora dali, em novas iniciativas.

Fontes como a Aevo, que conecta ciclo de vida a ESG e inovação sustentável, mostram que eficiência não é apenas cortar custos. É também revisar fornecedores, materiais e processos para manter relevância em um cenário de exigências ambientais e sociais crescentes.

Ferramentas colaborativas de Product Management, como o próprio monday dev citado no conteúdo da monday.com, podem ser usadas para visualizar essa alocação: boards separados por fase, com squads, orçamentos e principais OKRs associados. O objetivo é evitar que produtos em declínio consumam o mesmo nível de atenção e marketing de produtos em crescimento.

Estratégias para estender e revitalizar o ciclo de vida do produto

Nenhum produto escapa do declínio, mas muitos entram nele antes da hora. Estudos práticos, como o da Opinion Box que conecta ciclo de vida à Matriz Ansoff, mostram caminhos para alongar a fase de maturidade com combinações de penetração de mercado, desenvolvimento de produto e diversificação.

Uma referência complementar é o conteúdo da eGestor com exemplos de revitalização em mercados saturados. Lá, fica claro que a chave está em ajustar posicionamento, criar novas versões, explorar nichos e comunicar de forma diferente.

Um playbook prático de revitalização pode seguir estes passos:

  1. Identifique segmentos onde o produto ainda entrega alto valor, mesmo que o mercado geral esteja saturado.
  2. Entreviste clientes desses segmentos para entender necessidades avançadas ou não atendidas.
  3. Desenhe uma nova proposta de valor ou pacote de features focado nesses nichos.
  4. Reposicione marketing e vendas, criando campanhas específicas e canais dedicados.
  5. Defina métricas de revitalização, como crescimento em nichos, ticket médio e margem.

Ao mesmo tempo, o conteúdo da Economia SC reforça que, em alguns casos, a melhor decisão é aceitar o fim de vida de um produto e canalizar recursos para novas apostas. Um bom PM, em conjunto com áreas de negócio, precisa saber encerrar produtos com elegância, mantendo a confiança do cliente e da organização.

Próximos passos para dominar o ciclo de vida do produto

Dominar o ciclo de vida do produto não é decorar fases, mas tomar decisões consistentes ao longo do tempo. Em um contexto de 2025, com roadmaps impulsionados por inteligência artificial e métricas em tempo real, PMs que ignoram esse modelo tendem a priorizar volume de entregas em vez de impacto.

Um plano prático de 30 dias pode acelerar sua maturidade nesse tema:

  • Semana 1: mapeie todos os produtos e principais features, classificando cada um em uma fase da curva S com base em dados.
  • Semana 2: defina, para cada produto, de três a cinco métricas críticas por fase e revise seus dashboards.
  • Semana 3: revise o roadmap atual e rotule cada item com a fase e a métrica que ele pretende impactar.
  • Semana 4: alinhe com lideranças e times de marketing, vendas e operações quais serão os focos por fase para os próximos 6 meses.

Ao final desse ciclo, seu time terá um quadro branco com a curva S desenhada e um cenário muito mais claro do que precisa ser feito em cada momento. O resultado esperado é uma gestão de Product Management mais estratégica, com maior eficiência na alocação de recursos, melhor priorização de features e melhorias sustentadas em MRR, LTV, churn e margem ao longo de todo o ciclo de vida do produto.

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Dionatha Rodrigues

Dionatha é bacharel em Sistemas de Informação e especialista em Martech, com mais de 17 anos de experiência na integração de Marketing e Tecnologia para impulsionar negócios, equipes e profissionais a compreenderem e otimizarem as operações de marketing digital e tecnologia. Sua expertise técnica abrange áreas-chave como SEO técnico, Analytics, CRM, Chatbots, CRO (Conversion Rate Optimization) e automação de processos.

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