Em 11 de junho de 2026, o blog do Google Ads informou que o prazo para encerrar os Dynamic Search Ads (DSA) foi estendido: a atualização automática dessas campanhas para o AI Max começa em fevereiro de 2027. A página de ajuda de DSA, consultada em 23 de outubro de 2026, mantém o aviso. Quem opera Search com anúncios dinâmicos precisa se preparar para uma mudança de modelo, não só de nome. O Google Ads também mexeu recentemente nos controles de orçamento, como mostra a nossa notícia sobre a prioridade por canal e o limite de orçamento.
O que foi anunciado
Segundo a página de ajuda do Google Ads sobre Dynamic Search Ads e o post do blog do Google Ads:
- Migração automática: campanhas com DSA serão atualizadas para o AI Max a partir de fevereiro de 2027, sem dia exato divulgado.
- Outros recursos seguem o calendário antigo: campanhas com criativos criados automaticamente e com correspondência ampla no nível da campanha continuam sendo atualizadas a partir de setembro de 2026.
- O que o Google descreveu para a atualização: grupos de anúncios dinâmicos viram grupos padrão, com configurações e dados migrados, os três recursos do AI Max ativados e os controles de URL legados preservados. Essa descrição vem do texto original de abril, anterior ao adiamento.
- Teste antes da data: a página de ajuda indica experimentos. No experimento personalizado, a opção “Upgrade campaign” nas configurações de DSA do rascunho atualiza a campanha de teste para o AI Max. Há também um modelo pronto em Experiments, Campaign features and settings, AI Max for Search campaigns.
- Aplicação dos resultados: você pode atualizar a campanha original, o que a converte para AI Max, ou converter o experimento em uma nova campanha, caso em que a original é pausada.
- Limite do modelo: uma campanha 100% DSA não pode usar o método de modelo. Em campanhas mistas, o braço de teste atualiza apenas os grupos de anúncios que não são dinâmicos, e os dinâmicos continuam dinâmicos.
Por que isso importa para quem faz marketing
O DSA sempre foi uma forma de deixar o Google casar buscas com páginas do site. Quando essa lógica passa para o AI Max, o que muda para a operação é o controle: a estrutura das campanhas deixa de ter grupos dinâmicos, e relatórios, regras e integrações que dependem dessa estrutura podem ser afetados.
Na leitura do Club Martech, o risco prático é tratar a migração como um item de calendário e só olhar o resultado depois. Quem mede conversão fora do Google Ads, em um ecossistema de martech com BI, CRM e regras de lance externas, precisa saber antes de fevereiro se os dados e as exclusões que alimentam essas camadas continuam coerentes.
O que fazer antes da data
- Mapeie as campanhas com DSA: liste as 100% DSA e as mistas, porque o comportamento no experimento é diferente para cada tipo.
- Documente as exclusões atuais: palavras-chave negativas, exclusões de URL e públicos excluídos, para comparar com o que o Google migrar.
- Guarde a linha de base de relatórios: exporte termos de pesquisa, páginas de destino e conversões por campanha DSA. Sem esse histórico, você não separa o efeito da migração.
- Revise integrações: regras de lance, scripts, painéis e conexões via API que dependam de campanhas ou segmentações DSA. As fontes não detalham mudanças de API para a nova data; confirme na documentação de desenvolvedores.
- Rode um experimento: teste a atualização em uma campanha com orçamento controlado antes da migração automática e compare com a original.
- Alinhe metas e orçamento: se você ajusta lances por metas de ciclo de vida, confira como elas convivem com campanhas já migradas.
E agora?
Falta saber o dia exato da migração em fevereiro de 2027, se a regra de bloquear a criação de novas campanhas DSA, anunciada para setembro, acompanha o adiamento e se haverá opção de recusar a atualização. Vale acompanhar a documentação nas próximas semanas e começar o experimento antes do prazo.
